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segunda-feira, 15 de março de 2010

Jefe, por qué no te callas?

“A greve de fome não pode ser utilizada como pretexto de direitos humanos para liberar as pessoas. Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade”.
Lula, sobre o dissidente cubano que começou uma greve de fome há cerca de 20 dias, pedindo a liberdade de 26 presos políticos cubanos doentes e em protesto pela morte do também preso político Orlando Tamayo, após uma greve de fome de quase três meses. 

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

"Você sabe quem é este homem, mas não conhece sua história"



Assistir ao filme que conta a vida do presidente Lula desperta dois tipos de tristezas. A primeira delas é reconhecer que as mazelas sociais do Brasil de cinco, seis décadas atrás são praticamente (para não dizer totalmente) as mesmas. A outra é devida a uma enorme sensação de fracasso. O filme passa uma sensação de pobreza, ultrapassa o tempo pincelando a história sem grandes profundidades – nem na vida do presidente, nem nos rumos do Brasil. Passa a impressão de ter sido feito às presas, nas coxas, o que talvez acirre as línguas que insistem em afirmar que “Lula – o filho do Brasil” é uma película meramente eleitoreira. Mas talvez o filme de Fábio Barreto não mereça uma descrição tão simplória. Independente de qualquer coisa, é bom lembrar que ele conta uma história surpreendente (embora todo mundo já conheça o final).

Baseado no livro homônimo escrito pela jornalista Denise Paraná, o “Lula – o filho do Brasil” das telas confunde o expectador pelas quebras abruptas na história de Luis Inácio da Silva, pernambucano, retirante, filho de Aristides (homem nordestino, beberrão, que bate na mulher e filhos) e Dona Lindú, mãe forte que acaba se tornando o eixo do contexto. A construção empobrece a história do torneiro mecânico que virou presidente do Brasil de tal forma que pouco se salva. Exceto pela história em si e pela atuação de Glória Pires (Dona Lindú), que dispensa predicados, e de Rui Ricardo Diaz (Lula), não sobra grande coisa.

Rapidamente, segue o seguinte: Dona Lindú, grávida do sétimo filho, vê o marido, Aristides, ir embora para o sudeste, como faziam (ainda fazem) vários pais de família. Ele segue com outra mulher, também grávida. Na cena seguinte, Lula nasce pelas mãos de uma parteira. Já grande, conhece o pai, quando vai com a família para Santos. (litoral de SP) Abrem-se cenas de agressão paterna. Lula se forma torneiro mecânico pelo Senai (aí sim, uma cena dignamente emocionante), começa a trabalhar, perde o dedo.




Com a indenização, compra uma casa e casa-se com Lurdes, que morre por falta de cuidados médicos, na hora do parto. Lula fica sem a esposa e sem o filho e, para aliviar a dor, se envolve com o sindicato dos metalúrgicos. Na sequência, conhece Marisa, uma jovem viúva com um filho pra criar. Ziza, irmão irmão de Lula, é preso pelo DOI-CODI em plena ditadura, por comunismo.

Vira presidente da classe, lidera greve, perde o pai (que morre de cirrose), casa com Marisa. Morre Dona Lindú, em 1980. Em 2003, Lula é eleito presidente. E o resto, você já sabe (é bom que saiba, por que o filme acaba aí). Nesse pique.


Faltou trilha, faltou fotografia. Bom roteiro perdido. As expectativas para a bilheteria estão sendo revistas, já que não atingiram o esperado nas duas primeiras semanas de exibição. A ideia é que chegue aos 2 milhões de expectadores, muito aquém dos também brasileiros “Se eu fosse você 2” e “Dois Filhos de Francisco”, que ficaram nas margens dos 5 milhões, mas muito para os "padrões da indústria nacional", dizem.


Ah, uma coisa chama atenção. Logo no início, o expectador fica sabendo que o filme não recebeu dinheiro público. Todos os R$ 16 milhões, que fizeram de “Lula – o filho do Brasil” ser o filme mais caro já produzido no País, vieram da iniciativa privada.


Ah, bom saber. Mas, para tirar a prova dos nove, confira.

Fotos: Otávio de Souza

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Uma história, uma charge [5 e 6]




"Se Jesus Cristo viesse para cá e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão"
Lula, em entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo, publicada em 22 de outubro.


E PARA ARREMATAR