sábado, 9 de setembro de 2006

FAZ PARTE DO MEU SHOW

Cazuza

Te pego na escola e encho a tua bola com todo o meu amor
Te levo pra festa e testo o teu sexo com ar de professor
Faço promessas malucas tão curtas quanto um sonho bom
E se eu te escondo a verdade, baby, é pra te proteger da solidão

Faz parte do meu show
Faz parte do meu show
Meu amor...

Confundo as tuas coxas com as de outras moças
Te mostro toda dor
Te faço um filho, te dou outra vida
Pra te mostrar quem sou
Vago na lua deserta, nas pedras do Arpoador
Digo alô ao inimigo
Encontro um abrigo no peito do meu traidor

Faz parte do meu show
Faz parte do meu show
Meu amor...

Invento desculpas
Provoco uma briga, digo que não estou
Vivo num clip sem nexo
Um pierrot, retrocesso
Meio Bossa Nova e Rock'n'Roll

Faz parte do meu show
Faz parte do meu show
Meu amor... meu amor... meu amor...

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Resta saber qual meu show.
Fazer promessas malucas... e que a vida seja um curto sonho bom...

segunda-feira, 4 de setembro de 2006

Vãs filosofias...


"Usamos as idéias apenas para justificar nossa maldade, e as palavras para esconder as nossas idéias."
Voltaire, filósofo francês



"É preciso abraçar a volúpia, fartar-se de prazeres e não ter medo da morte."
Joham Goethe

domingo, 3 de setembro de 2006

RITUAL


Cazuza

Pra que sonhar?
A vida é tão desconhecida e mágica
Que dorme às vezes do teu lado, calada
Calada...

Pra que buscar o paraíso, se até o poeta fecha o livro?
Sente o perfume de uma flor no lixo e fuxica
Fuxica...

Tantas histórias de um grande amor perdido
Terras perdidas, precipícios
Faz sacrifícios, imola mil virgens,
Uma por uma, milhares de dias

Ao mesmo Deus que Ensina a prazo,
Ao mais esperto e ao mais otários
Que o amor na prática é sempre ao contrário
Que o amor na prática é sempre ao contrário

Pra que chorar?
A vida é bela e cruel despida
Tão desprevinida e exata que um dia acaba... acaba.

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Usando Kafka como exemplo...

Obra: O Processo

Resumo - crédito: Wikpédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Processo )

Conta a história de Joseph K., bancário que é processado sem saber o motivo. A figura de Joseph K. nos faz lembrar daquela pessoa que sofre sem que tenha dado motivo para isso. Embora Kafka tenha retratado um autoritarismo da justiça ao se ver com o poder nas mãos para condenar alguém, sem lhe dar chance para se defender, ou ao menos saber por que estava sendo punido; podemos levar a figura de Joseph K., bem como de seus acusadores, para vários campos da vida humana: trabalho (quem nunca se viu cobrado ou perseguido, sem que seus acusadores lhe dissessem em que estaria sendo negligente), religião (quem nunca se viu pego, de surpresa, como K., por um fanático encolerizado, dizendo que teríamos ferido às leis divinas, sem que nos dissessem por que), na escola (quem nunca se viu como Joseph K., ao ser críticado por seu desempenho, sem que soubesse em que havia falhado, não nota, mas crítica vaga, às vezes de colegas, às vezes dos próprios mestres).


A vida é, por vezes, injusta, certo?
Certo?
Errado...
Acho que eu que sou injusta. Você é também...

Passamos a vida toda reclamando do que nos falta. Não importa o que seja. Dinheiro, expectativas, planos futuros, sonhos, reconhecimento, amor... Julgamos os outros, nos julgamos. Nos culpamos por aquilo que almejamos ter ou ser e não conseguimos, mas acabamos esquecendo do que somos. Alías, não conseguimos enxergar a pessoa maravilhosa e única que nos tornamos.

É. Única!

Desistir? Jamais...

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Lágrimas e Tormentos

(Marisa Monte)

Lágrimas, tormentos
Quantas desilusões
Foram tantos sofrimentos e decepções
Mas um dia o destino a tudo modificou

Minhas lágrimas secaram
Meus tormentos terminaram
Foi uma nuvem que passou

Minhas lágrimas secaram
Meus tormentos terminaram
Foi uma nuvem que passou

E hoje a minha vida é um carrossel de alegrias
E como se não bastasse, estou amando de verdade
Me perdoa se eu me excedo em minha euforia
Mas é que agora sei o que é felicidade
Me perdoa se eu me excedo em minha euforia
Mas é que agora sei o que é felicidade


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Outra sexta... oba!
Quem sabe um sol esse fim de semana??

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Faltam 127 dias.
Uma pilha de livros para ler... tempo nenhum para eles.

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UMA PAUSA:
Pauta sobre complexos

Digo eu: Embora o dia esteja ótimo, eu não estou. Acho que não nasci para sentir saudades.
(daí, falo-lhe sobre meus complexos...)
Minha interlocutora: é vc quem tem que mudar o pensamento de achar:
1- que vc é gorda
2- que as pessoas vão gostar de vc se vc fosse mais magra
3- vc está subestimando as pessoas
Eu (surpresa): eu estou subestimando as pessoas?
Minha interlocutora: vc está achando que as pessoas gostam de vc pelo seu corpo, qdo na verdade, elas gostam de sua presença....de vc.

Realmente. Se a minha sábia interlocutora estiver certa (o que eu aposto), eu subestimo os outros...

terça-feira, 29 de agosto de 2006

Certezas...

Me sinto frustrada às vezes. São nove horas perdidas por dia, sentada em frente ao computador, respirando esse ar-condicionado. Pra piorar, “atrás dessa parede tem o oceano Atlântico, azul pra cacete” (parafraseando Cazuza – com o perdão pelo uso da palavra esdrúxula) que poucas vezes eu tenho o prazer de ver.


Trabalho em um dos lugares que está (ou estava) na minha lista dos mais bonitos do Recife (O Recife Antigo - Rua do Bom Jesus), dos melhores para passear. Vir aqui todos os dias o fez ficar feio pra mim: são as cores da rotina. As mais insuportáveis. Cinzas.

Diante disso, começo a ver que as pessoas também se tornam “cinzentas” para mim. Uma delas passou por estágios diversos do relacionamento, muitos anos de amizade, mas hoje pouco simboliza. E, garanto, ela (a pessoa) não tem a menor noção disso. Aí, me perguntando o porquê do fato, concluo que, finalmente, minha paciência com as pessoas (leia-se tolerância) vem se tornando menor. E isso é bom, me desgasta menos. Enfim, acabou-se.

A dor comum aos finais parece não existir, talvez pelo alívio de recentes descobertas. Às 18h, eu posso rever o mundo lá fora, e ele tem muito a me mostrar ainda. Todos os dias da semana, e nos finais dela.

Nesses momentos, que se danem releases e notas sociais - coisas que eu odeio fazer, mas faço todos os dias. Benditos sejam as músicas e os versos delas...

Amor é coisa rara. Custa. Então use o seu com os que valem a pena.

Amor, Amor

Cazuza

Madrugada, Azul sem luz, dias de brinquedo
Linda assim me veio e eu me entreguei
Inocentemente, como um selvagem
Como um brilho esperto dos olhos de um cão
Amor, amor, diz que pode depois morde pelas costas sem querer
Amor, amor, assim como um leão caçando o medo

Meu caminho nesse mundo eu sei vai ter
Um brilho incerto e louco
Dos que nunca perdem pouco, nunca levam pouco
Mas se um dia eu me der bem , vai ser sem jogo

Amor, amor, fiel me trai e me azeda, me adoça e faz viver
Amor, amor eu quero só paixão sobre os segredos
Amor, amor, diz que pode depois morde pelas costas sem querer
Amor, amor, assim como um leão caçando o medo
Amor, amor eu quero só paixão fogo e segredos


Ah, sim. Por vezes, eu me ponho em dúvida... mas estou cheia de certezas.
Procurarei não mais me contradizer.
Nada de Paulo Coelho. Nada mais de exemplos... só músicas e metáforas bem "entendíveis".

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Para rir: Ney Matogrosso vai fazer show no Recife!!! Era tudo o que eu queria!!

Para chorar:
Promessas vazias - Publicado em 29.08.2006

O Centro Cultural Banco do Brasil ficou mesmo na promessa. O BB queria a conta única do governo do Estado, perdeu a concorrência e o que se pretendia como certo, acabou sem nenhuma explicação oficial. O caso, porém, não é único. Onde está o Centro Cultural que a Infraero prometeu abrir nas antigas dependências do Aeroporto dos Guararapes? E o projeto da Fábrica Cultural Tacaruna, que recebeu recursos do governo do Estado apenas para a preservação de parte do edifício e drenagem? O Centro Cultural Chantecler, que o Monumenta Bid diz garantir, não sai da carcaça. A situação está tão ruim que até a biblioteca da Fundaj e o Museu do Homem do Nordeste estão fechados há três anos, com seus edifícios desativados. Pior: em plena campanha eleitoral nenhum candidato toca no assunto."
Sem comentários...

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Faltam 129 dias...

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Música boa...pra começar a semana...

Boas Novas
Cazuza

Poetas e loucos aos poucos
Cantores do porvir
E mágicos das frases
Endiabradas sem mel
Trago boas novas
Bobagens num papel
Balões incendiados
Coisas que caem do céu
Sem mais nem por quê

Queria um dia no mundo
Poder te mostrar o meu
Talento pra loucura
Procurar longe do peito
Eu sempre fui perfeito
Pra fazer discursos longos
Fazer discursos longos
Sobre o que não fazer
Que é que eu vou fazer?

Senhoras e senhores
Trago boas novas
Eu vi a cara da morte
E ela estava viva
Eu vi a cara da morte
E ela estava viva - viva!

Direi milhares de metáforas rimadas
E farei
Das tripas coração
Do medo, minha oração
Pra não sei que Deus "H"
Da hora da partida
Na hora da partida
A tiros de vamos pra vida
Então, vamos pra vida

Senhoras e senhores
Trago boas novas
Eu vi a cara da morte
E ela estava viva
Eu vi a cara da morte
E ela estava viva - viva!

Isso tudo, só podia der Dele! Claro!

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Caro Carlos, adorei vê-lo por acaso no shopping. Aliás, como eu disse, às vezes é estranho falar com você "ao vivo".

Eu não etiquetar ninguém, já que meu blog é bem anti-social. Mas vou responder, assim como vc...

1. Eu tento ser legal com todo mundo, mas meu bom humor é seletivo;
2. Eu falo pelos cotovelos;
3. Eu como de tudo - e isso me traz sérias conseqüências;
4. Todo mundo me ama - até que eu prove o contrário;
5. Adoro meus amigos! Muito! Minhas irmãs tb;
6. Sou louca por música...

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Sem mais. Nada de "Paulo Coelho" por hoje. Chega de polêmicas!

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Ps: Nunca tente explicar nada a um professor. Eles não entendem.

sábado, 26 de agosto de 2006

Paulo Coelho....

Pensei nele hoje.

Ok, você vai me dizer que ele é: "escritor de livros de auto-ajuda", "charlatão", "analfabeto literário", "ocupador de cadeira da ABL"...
Enfim. Concordo com qualquer tipo de crítica feita a esse "ignorante letrado", desde que não se perca de vista aquela frase feita: "ninguém é totalmente bom; ninguém é totalmente ruim...". O cara é autor do livro mais traduzido do mundo, depois da bíblia.

É isso que tento passar aos meus alunos, durante as aulas de Literatura. Boa música, bom livro, boa conversa são aquelas com as quais nos identificamos. A melodia pode ser perfeita, compassos impecáveis, letra harmoniosa. Se pra você não disser nada, o trabalho foi em vão.

Assim são com as pessoas. Elas perdem tempo para tentar mostrar o que sentem. Depois, mais tempo para disfarçar... Por que será que demonstrar os sentimentos acabou tornando-se sinônimo de fraqueza? Não sei...

Mas eu gosto, sabe? De fazer as pessoas saberem o quanto me são válidas. Acho que isso aumentou depois que vovó se foi. Sempre fui uma neta carinhosa, mas será que ela percebeu o quanto a amava? Será que os que me cercam têm noção disso?

Há o momento certo, a maneira certa de dizer? Talvez não. Esperar pode ser tarde demais. Pelo menos eu penso assim.
Quebre a cara, mas tenha a confortante certeza de que você tentou.

Afinal, os sentimentos transpassam os poros da (minha) pele. Mas creio que poucos podem perceber...
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Livros novos: "Hiroshima", para a faculdade. "O corpo fala", para tentar entender também...
Meu lado consumista, que poucas vezes tem vez, hoje saciou-se com uma sandália nova! Oba!

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Para rir: Olhe-se no espelho e ria de si próprio... talvez faça bem!
Para chorar: Hoje é sábado. Somente o barulho da televisão e as ausências me afligem. O resto é festa.

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Paulo Coelho disse em um de seus livros (sim, eu li O Alquimista) que as pessoas fazem "caridade" para se sentir melhor. Somente por isso. Seria a maior prova de egoísmo... camuflo-me?

O "contador" de dias está no trabalho... perdi as contas.

Cinco horas de aula de Literatura, e uma garganta que dói muito.

Passarinho... grande e eterno amor. Pós morte... de vida! "Do umbigo... daqui até a eternidade..."

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

.......

Silêncio?
Espera...
Ah, minha cabeça cheia de imaginação.

Se depender dela, maravilha...

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Sexta de novo. E eu esperando pelo domingo.

Somente para guardar...

Passam-se os anos. Muitos e rápidos. Velozes, cruéis... Com eles, além dos segundos, levam nossa vitalidade, nossos sonhos, nossos amigos...

Se hoje eu já não reconheço esse advogado centrado, sério, cheio de compromissos; comigo estará sempre aquele menino chatinho, birrento, todo dono de si e cheio de porquês. Aquele mesmo, doce e carinhoso, que poucos tiveram o privilégio de conhecer. Por isso, o privilégio foi meu, de elegê-lo, entre tantos, o irmão consangüíneo que eu não tive.

O tempo encarregou de nos afastar. “Ouvir falar” ou esbarrar em qualquer shopping da vida são os nossos encontros hoje. Imaginá-lo advogado, pai de família, chefe ou qualquer outro título desses, é cobrar demais da minha imaginação. As lembranças teimam em suprimir a realidade e ainda o vejo fardado, na flor da adolescência, a passar-me broncas, assumindo o papel que lhe foi devido.

Hoje, 17 anos depois do começo, eu o amo ainda mais. E nem essa distância que a vida nos impõe, nem meus olhos, que pouco o reconhecem, são capazes de acabar com isso. Nem o tempo, por mais que tente!

Muitos parabéns, com toda a força dessas simples palavras.

Sua irmã.
(edição 2, de 20 de junho)

quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Verdade...

Samba do Grande Amor

Chico Buarque

Tinha cá prá mim que agora sim
Eu vivia enfim o grande amor

Mentira
Me atirei assim de trampolim
Fui até o fim, um amador
Passava um verão a água e pão
Dava o meu quinhão pro grande amor

Mentira
Eu botava a mão no fogo então
Com meu coração de fiador

Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor

Mentira

Fui muito fiel, comprei anel
Botei no papel o grande amor

Mentira
Reservei hotel, sarapatel
E lua de mel em Salvador
Fui rezar na Sé prá São José
Que eu levava fé no grande amor

Mentira
Fiz promessa até prá Oxumaré
De subir a pé o Redentor


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Espetáculo de música. Trilha sonora desta semana. Espero que se torne das próximas... aliás, para as todas as próximas, que seja o CD inteiro de Osvaldo Montenegro cantando "Seu Francisco".

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Para rir: Assista o programa eleitoral. Risadas garantidas! Pelo menos enquanto eles estiverem na tv e não exercendo seus cargos...

Para chorar: Mais três deputados estão sendo cassados na CPI dos Sanguessugas (é, aquela envolvendo ambulâncias superfaturadas, acabando ainda mais com essa saúde falida). "São eles Gilberto Nascimento (PMDB-SP), Feu Rosa (PP-ES) e Helenildo Ribeiro (PSDB-AL)"

(crédito das "aspas" - Portal IG)

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- "O que há de você em seus amigos?"

Alguém pode me reponder???
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Natação...
Passarinho...
Faltam: 135 dias...