quarta-feira, 18 de julho de 2007

domingo, 15 de julho de 2007

E num dia frio...

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Todo sentimento precisa de um passado pra existir. O amor não.
Ele cria como por encanto um passado que nos cerca.
Ele nos dá a consciência de havermos vivido anos a fio com alguém que há pouco era quase um estranho.
Ele supre a falta de lembranças por uma espécie de mágica !
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Entendeu agora?

sábado, 14 de julho de 2007

Best-seller na França lista '40 razões para não ter filhos'

Daniela Fernandes
De Paris


No momento em que a França lidera os índices de taxa de fecundidade na União Européia, o livro No Kids – Quarenta razões para não ter filhos, recentemente lançado no país, lança um apelo para que as pessoas não tenham descendentes e diz que o controle da natalidade “é a única esperança” para uma sociedade melhor.
O livro, lançado pela Editora Michalon, já vendeu 45 mil exemplares e está nas listas dos mais vendidos na França. A tiragem inicial foi de 10 mil cópias e, em apenas um mês, No Kids já está em sua quarta edição.
A autora, Corinne Maier, psicanalista e economista, já havia causado polêmica na França em 2004 quando lançou Bom dia Preguiça, no qual ensinava como manter o emprego trabalhando o menos possível.
“Franceses, enfim a verdade: as crianças são o inferno. Quarenta razões para não ter filhos são ainda bem pouco. Em nosso país, líder em natalidade na Europa, só há uma única solução: a contracepção”, escreve a autora em seu site internet para explicar seu novo livro.
Segundo Maier, 43 anos e mãe de dois adolescentes, de 13 e 11 anos, “quanto mais a natalidade aumenta, menos as pessoas dizem que são felizes”.
"Aspiração idiota"
Para ela, filhos “custam caro, poluem e sobretudo afundam a existência das pessoas”.
“Para os filhos, devemos renunciar a todo o resto, como lazeres, vida de casal, amigos, sexo e mesmo sucesso social no caso das mulheres. E isso, durante 20 anos, até que a maravilhosa criança radiante se transforma em um jovem sem futuro, um desempregado, um perdedor”, diz ela.
No melhor dos casos, segundo sua avaliação, o filho se transformará em “simples recursos humanos” para a sociedade.
Os títulos dos capítulos de No Kids dão um boa idéia da tese defendida pela autora.
O livro aborda inicialmente o desejo de ter filhos, definido como “uma aspiração idiota”. Depois a autora analisa a fase “metrô, trabalho, crianças, não obrigado” e diz em outro capítulo que filhos são “aliados do capitalismo”.
Maier escreve também que as pessoas ficarão “certamente decepcionadas com os filhos” e conclui com a seguinte questão “por que se matar por alguém que será um excluído no futuro”?
"Um fardo, um parasita"
Para a autora, os filhos impedem as pessoas de desfrutar da vida. “Acreditem, eles serão criativos nessa área. Eles ficarão doente quando você quiser sair para se divertir e vão atrapalhar quando você fizer uma festa com os amigos”.
A escritora utiliza frases pesadas para defender suas idéias, como, por exemplo, “você vai carregar seu filho durante décadas. Um verdadeiro fardo do qual será difícil ficar livre. Um conselho: se for para alimentar um parasita, prefira um gigolô.”
Maier afirma que o fato dela mesma ter tido filhos permite que ela tenha a independência necessária para falar sobre o assunto. “Se eu não tivesse filhos, achariam que sou uma velha amarga”.
Para o jornal Le Figaro, No Kids é um “ensaio provocador”. O jornal escreve que a ironia da autora “ajuda a expor de forma divertida idéias sem grande originalidade, como seu discurso sobre a idolatria dos filhos e os malefícios da educação contemporânea”.
A autora trabalha atualmente como psicanalista em Paris e Bruxelas, depois de ter sido despedida da companhia de energia francesa EDF, conseqüência da publicação de “Bom dia Preguiça”.
Além do livro de Corinne Maier, o filme Eu detesto os filhos dos outros, lançado na semana passada no país, também aborda de forma irônica o assunto.

sábado, 7 de julho de 2007

Quando Eu Estiver Cantando

Cazuza e João Rebouças
Tem gente que recebe de Deus quando canta
Tem gente que canta
procurando Deus
Eu sou assim com a minha voz desafinada
Peço a Deus que
me perdoe no camarim
-
Eu sou assim
Canto pra me mostrar
De besta
Ah, de besta
-
Quando eu estiver cantando
Não se aproxime
Quando eu estiver cantando
Fique em silêncio
Quando eu estiver cantando
Não cante comigo
-
Eu só canto só
O meu canto é minha solidão,
É a minha salvação
-
Porque meu canto redime meu lado mau
Porque meu canto é pra quem
me ama
Me ama, me ama
-
Quando eu estiver cantando
Não se aproxime
Quando eu estiver cantando
Fique em silêncio
Quando eu estiver cantando
Não cante comigo
-
Quando eu estiver cantando
Fique em silêncio
-
Porque meu canto é minha solidão
É a minha salvação
Porque meu canto é o que me mantém vivo
É o que me mantém vivo.
*
*
[Cazuza - † 7 / 7 / 1990]

As pedras no chinelo rasteiro

"Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro..."



Assim mesmo, sempre chego na redação com esperanças de que o dia será melhor. Com esperança de que não haverá tiros, ligações pro IML e perguntas do tipo "o corpo ainda está aí?", ou "fulaninho de tal vai pro Cotel de que horas?"...



Hoje eu senti um nó na garganta quando a chefe de reportagem me delegou a morte de Rafael. Até ontem, era uma criatura de 24 anos, que tocava flauta e se divertia por aí com sua música. Hoje, virou personagem de script de jornal... Isso eu pensava enquanto empilhava as folhas do roteiro e vi a minha nota sobre o caso, na página 13.



Fiquei indignada. "Vou ter que ligar para algum parente dele?", perguntei à chefe de reportagem. "Se precisar, sim", ela me respondeu. Então minha chefe me olha do birô e diz: "Não fique assim. Vista sua máscara de jornalista. Esse é seu trabalho".



Ah, tenha paciência. Fiz mil malabarismos, liguei pro IML, pra assessoria da banda em São Paulo, pra um cardiologista... tudo para não ter que tocar na ferida alheia. E deu certo. Retranca e nota abaixo, para registrar nos meus arquivos!


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FALECIMENTO/ RAFAEL

FOI ENTERRADO NA TARDE DE HOJE, NO CEMITÉRIO DE SANTO AMARO, O CORPO DO FLAUTISTA DA BANDA MOMBOJÓ, RAFAEL VIRGÍNIO VITAL TORRES, DE 24 ANOS.// ONTEM À NOITE, RAFAEL SENTIU FORTES DORES NO PEITO E FOI LEVADO AO HOSPITAL DA RESTAURAÇÃO, MAS JÁ CHEGOU SEM VIDA.// DE ACORDO COM O LAUDO DO SERVIÇO DE VERIFICAÇÃO DE ÓBITOS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO, A CAUSA FOI UM ENFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO.// SEGUNDO A ASSESSORIA DE IMPRENSA DA BANDA, O MÚSICO SOFRIA DE TROMBOCITOSE, UMA DOENÇA QUE AUMENTA A QUANTIDADE DE PLAQUETAS NO SANGUE, PODENDO LEVAR AO ENFARTO.// A BANDA MOMBOJÓ FOI CRIADA EM 2001 E JÁ EM 2003 RECEBEU O PRÊMIO DE MELHOR GRUPO MUSICAL PELA ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE CRÍTICOS DE ARTE.///

CONTATOS
SVO – 2126.8557
Cemitério de Santo Amaro – 3232-1414
Kátia Cesana (assessora da banda) – (11) 8122.9051
Dr. Rubens (cardiologista) – 9114.2828


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Uma singela homenagem ao meu personagem de hoje.
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E um minuto de música!
...
























terça-feira, 3 de julho de 2007

A nova conta do colar...

Sai o resultado da última etapa dos testes da Rede Globo e eu consigo mais uma conta pro meu colar de frustrações. Não, aparentemente eu não sou uma pessoa frustrada. Jamais. Mas o negócio é que coleciono uma série de "quases" dessa vida de quase 24 anos.
O primeiro teste foi o mais difícil, e lá estava meus quatro nomes na lista de aprovados. Depois, na dinâmica de grupo. Mas aí chega a parte difícil, que é ficar frente a frente com o provável futuro chefe e tentar convencê-lo que é de você que ele precisa. Na verdade, eu tinha uma ponta de certeza que não passaria e uma outra, um pouco menor, de que, dessa vez, a coisa seria diferente. Enfim, não foi e eu fico tentando achar uma saída.
Eu posso atrasar o curso e tentar de novo! - Não!
Eu posso acender uma vela de sete dias e orar aos deuses para que o resultado esteja errado! - Não
Eu posso esperar o resultado do JC e rezar para os santos para que o resultado seja diferente! - ...
Eu posso desistir dessa idéia idiota de querer ser jornalista e decidir logo um rumo! - ...

Conversando com uma amiga que também não passou e estava mais triste que eu (ela, realmente, quer ser repórter de tv), comecei consolá-la de uma frustração também minha. Ela se sente melhor, agradece e eu fico me sentindo melhor, por ela...

Bem, tracemos os novos rumos.
O que eu vou fazer agora??
Por favor, alguém me console!

segunda-feira, 2 de julho de 2007

O Porquê...

O jornalismo é o exercício diário da inteligência e a prática cotidiana do caráter.
[Cláudio Abramo, 1923-1987]

domingo, 1 de julho de 2007

Você Se Parece Com Todo Mundo












(FREJAT/ CAZUZA)

Relógios e flores todo tipo de carinho
Eu te dei tantas coisas mas, eu te perdi
Você se parece com todo mundo
Eu investi demais sem por no seguro



Você empresta e cobra mais tarde com juros
Você chora e fede como todo mundo
Você mente e esconde no seu cofre escuro
Mas vacila e entrega um mistério sujo



Você se parece com todo mundo
Eu te amei demais, eu sofri pra burro
Você se parece com todo mundo
Eu te amei demais, Eu fiquei maluco



Beijinhos e tapas todo tipo de carinho
Te mostrei vários amores mas eu te perdi
Ameaças, trapaças, todo tipo de chantagem
Eu usei todos os truques mas eu esqueci
Que todo mundo ama, exagera tudo
Mas depois disfarça e foge pelos fundos



Você se parece com todo mundo
Eu sonhei demais eu fiquei maluco
Você se parece com todo mundo
Eu sonhei demais eu fiquei maluco
Eu fiquei maluco por você