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quinta-feira, 18 de março de 2010

A difícil arte do fim

Já me disseram que eu tenho uma dificuldade grande de pôr um ponto final nas coisas. Agora isso tá acontecendo com meus textos!

(Não, isso aqui não é um twitter, mas ficarei com poucas palavras)

domingo, 22 de novembro de 2009

Num instante de insônia


"Se pudesse, faria entender tudo que acontece aqui.
Todos os porquês, todos os olhares, toques, hormônios, palavras.
Se um dia puder, mostrarei a sensação, o desejo, a fé, o pecado e todos os cheiros dos meus pensamentos.
Um dia quero entender a palavra, o sabor, a inércia, a dor, as condições. O que pega, assegura, petrifica, o que faz ficar aqui.
Em um minuto, vou entender o gosto, textura, calor, velocidade, profundidade. Vou compreender o tempo, as dúvidas. As voltas, as ausências, a presença vazia.
Entenderei a razão, a teoria, a previsão, o futuro, o passado e aquilo que entre nós é elo.
Sentirei a pele, a cor, a respiração, aspiração. Terei respostas, o timbre, o ritmo, o prazer, a dor e o fruto.
Serei como penso, como traço. Como mais, como dois. Em um, como tudo.
Amor, desordem, criação, saber, sentir, traçar e tocar. Do gozo, da alma, da pele. Do pêlo.
Sem cicatriz, com vírgulas. Sem pontos, sem limites, sem perguntas. Sem respostas.
(...)"