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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Lançamento da indústria fonográfica [1]

Super mais que recomendado!















Abaixo, adaptação do texto de apresentação da Biscoito Fino (que você pode ler na íntegra clicando aqui).

DVD CARTOLA E DONA ZICA – MPB ESPECIALTV CULTURA

Em 1973, Cartola gravou um "MPB especial" para  a TV Cultura, ao lado da esposa, Dona Zica,  e do grupo de chorinho Regional do Evandro. O sambista relembrou seus sambas e, com aquele jeito delicado, inspirou o poeta Carlos Drummond a dizer: “Cartola sabe sentir com a suavidade dos que amam pela vocação de amar, e se renovam amando”. 

Agora, a Biscoito Fino lança o programa em DVD.

Mesmo já sendo o compositor de "Divina Dama, Sim", "O sol nascerá" e "Peito vazio", Cartola ainda não havia gravado um disco solo, o que só aconteceu em 1974, quando já estava com 66 anos. Mas Cartola já era um dos maiores sambistas e leltristas da MPB, gravado por Carmen Miranda e Mário Reis, e tinha no currículo a criação, com um grupo de amigos, da Estação Primeira de Mangueira. Foi quem escolheu o nome e as cores da escola.


Cartola, sobre "Infeliz sorte":

Um dia apareceu lá no morro o Mário Reis, querendo comprar uma música. Estava com outro rapaz, que veio falar comigo. "O Mário Reis está aí e quer comprar um samba teu". Fiquei surpreso: "O quê? Querendo comprar samba, você está maluco? Não vendo coisa nenhuma". No dia seguinte ele voltou e me levou até o Mário Reis. Ele confirmou: "é, Cartola, quero gravar um samba seu. Fique tranquilo, seu nome vai aparecer direitinho. Quanto você quer por ele?". Pensei em pedir uns 50 mil réis. O outro rapaz falou baixinho: "Pede uns 500 mil". Eu disse: Você está louco, o homem não vai dar tudo isso. Com muito medo, pedi os 500 mil. Em 1932, era muito dinheiro. O Mário Reis respondeu: "Então eu dou 300 mil réis, está bom para você?". Bom, ele comprou o samba mas não gravou. Quem acabou gravando foi o Chico Alves.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Ex-titã em novo álbum

Nando Reis, cantor [regular] e compositor [excelente], está às vésperas de lançar seu novo CD, Drês, um registro de inéditas que ele assina junto com o grupo Os Infernais. O álbum traz canções autobiográficas que homenageiam mulheres da sua vida. Para a filha Sophia, Nando compôs Só pra So; para a mãe, Cecília, a faixa Conta (segundo Nando, uma versão da épica Marvin). Adriana, ex-namorada, é cantada em Hi, Dri, Driamante e Drês.

Drês conta ainda com a participação da cantora paulista Ana Cañas [Inclusive, do CD de Ana também é esperada a participação de Nando]. Ela também dá a sua contribuição no novo álbum de Erasmo Carlos, em Um beijo é um tiro e Mar vermelho.

Acho Nando Reis um compositor dos melhores! Vou ficar na expectativa pra ouvir o novo álbum. O único problema de Nando é que a voz dele não ajuda muito. Ele é carismático, bom de palco e excelente letrista e músico. Pra mim, o ideal era o duo Cássia Eller-Nando Reis. Aí, sim...

Particularmente, não curto Ana Cañas não. Depois que a vi [ouvi] cantando no Som Brasil - Cazuza, e ela errou feio a letra de uma música, levei pro lado pessoal... mas é birra. A voz dela merece ser avaliada com mais benevolência. Vou ver se encontro algo.

Bem, é isso. Achei essa novidade excelente.