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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Musique-se - Otto

Indaguei a alma


Vai, teu corpo, leva de mim
Teu passado todo
Consolo é ficar por aqui
Vai ter a quaresma na Terra
E a guerra não deve existir
Só rima com escravos, não cravos
De bonitas rosas

Já que indaguei a mente e não a alma
Já que indaguei a mente e não a alma
Já que indaguei a mente e não a alma
Que bonita flor


Vai, teu corpo, leva de mim
Teu passado todo
Consolo é ficar por aqui
Vai ter a quaresma na Terra
E a guerra não deve existir
Só rima com escravos, não cravos
De bonitas rosas

Já que indaguei a mente e não a alma
Já que indaguei a mente e não a alma
Já que indaguei a mente e não a alma
Elegi o amor

Primeiro a imaginação, depois eu poderia pôr
Primeiro a imaginação, depois eu poderia pôr
Você faz bem isso e eu te amo
Você faz bem isso e eu te amo
Você faz bem isso e eu te amo
Que bonita flor
Primeiro a imaginação, depois eu poderia pôr

Primeiro a imaginação, depois eu poderia pôr
Você faz bem isso e eu te amo
Você faz bem isso e eu te amo
Você faz bem isso e eu te amo
Que bonita flor
Rima com escravos de bonitas rosas...



segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Musique-se

A flor e o espinho
Paulinho Moska


Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor...


domingo, 24 de julho de 2011

Fórmula de três décadas, música e Roupa Nova

Ser popular no Brasil não parece ser tarefa das mais árduas – vide a lotação em apresentações de bandas dispensáveis e de pouco talento que formam e renovam os ciclos efêmeros da música nacional que oscila entre lambada, pagode, funk, brega; que da mesma forma que são ostentados, despencam. Ser popular no Brasil, de fato, é resistir à efeméride músical, ao tempo.



E ir a um show do grupo carioca Roupa Nova é, antes de tudo, assumir-se um dos últimos românticos e chegar com a certeza de saber pelo menos parte do repertório, senão todo. Músicas do tipo que você já ouviu muito, mas não tem a menor ideia onde. Antes de tudo, é preciso estar disposto a assumir seu lado cafona, despretenciosamente poético, corajosamente ridículo.

O Roupa Nova completou 31 anos de uma carreira linear, popular à base de uma fórmula comum, mas ainda não cansada. Aparentemente. Atrai muita gente, agrada e envolve, principalmente pela capacidade de reviver, o que é muito fácil para um grupo cujo repertório mantém-se igual e ainda respaldado por novelas “globais”. A receita parece não ter erro: narrativas de amores ultraromânticos, espaço no horário nobre e público saudosista; números conquistados ao logo das mais de três décadas de vida, set list vasto e um Grammy Latino, em 2009. Aos que torcem o nariz ao repertório meloso da banda, fica o desafio de ouvir e provar que não sabe sequer uma das composições distribuídas em 22 álbuns.

O péssimo da noite foi a insistente falta de estrutura do Recife e RMR (Região Metropolitana), que não conseguem sequer ter dois eventos simultâneos no espaço do Centro de Convenções (Cecon) e o calor incorrigível do Chevrolet Hall lotado. E por causa de mais de uma hora em um engarrafamento lento, perdemos a primeira atração da noite, o show de Guilherme Arantes. Quando entramos no Chevrolet, ele já cantava a última música – como não voltou, acredito que já fosse o “bis”.


Chevrolet cheio. Quarenta minutos e muita propaganda depois, Roupa Nova entra na cena e derrama sua primeira leva de músicas-de-trilha-de-novela. Não em tom de crítica. Era exatamente o que todo mundo ali queria ver. Embora desafine gritantemente, o grupo é harmonioso entre si e tem um carisma que eu não dimensionava até então. Tem um público  (muito) diverso, conquistado há tempos, que acompanha e entra no clima da noite.

O show, comemorativo aos 30 anos, tem três “participações especiais”. No telão, os seis integrantes interagem com Milton Nascimento (em “Bailes da vida”), Sandy (em “Chuva de prata”) e ainda com o Padre Fábio de Melo (!!). A certa altura, eles “puxam” uma homenagem totalmente desnecessária às mulheres. Desnecessária porque o romantismo, por si só, já é uma característica arraigada ao feminino; desnecessária porque, se é pra fazer, que se faça direito. Com os “(d)efeitos especiais” – uma seleção de fotos que misturou Elis Regina, Yoko Ono, Lady Di, Oprah Winfrey, ita Lee –, o momento ficou deslocado e excessivamente cafona. Fez a linha apresentação de Power point.

Ademais, dentro das efemeridades da música brasileira, há de se reconhecer as conquistas do grupo. Roupa Nova tem no repertório mais de 30 temas de novelas, em 22 álbuns gravados ao longo da carreira. Cleberson (pianos e vocais), Feghali (teclado, violão e vocais), Kiko (guitarra, violão e vocais), Nando (baixo e voz), Paulinho (percussão e voz) e Serginho (voz e bateria) são indiscutivelmente carismáticos e não têm qualquer pudor de cantar todos os lugares comuns das relações, com direito a mão no peito, olhos fechados e agudos contínuos e até declarações rasgadas de amor ao público. Show bom para um repertório consolidado. Sem fórmulas mágicas.


sábado, 16 de julho de 2011

"Agora falando sério..."

*Chico Buarque de Holanda

Agora falando sério...
Eu queria não cantar
A cantiga bonita que se acredita que o mal espanta
Dou um chute no lirismo, um pega no cachorro e um tiro no sabiá
Dou um fora no violino, faço a mala e corro pra não ver banda  passar


Agora falando sério 
Eu queria não mentir
Não queria enganar, driblar, iludir tanto desencanto
E você que está me ouvindo
Quer saber o que está havendo com as flores do meu  quintal?
O amor-perfeito traindo
A sempre-viva, morrendo
E a rosa, cheirando mal

domingo, 19 de junho de 2011

Still writing a bad romance




I want your love and
I want your revenge
You and me could write a bad romance
(Oh-oh-oh--oh-oooh!)
I want your love and
All your lover's revenge
You and me could write a bad romance

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Paris nights, NY mornings

Adoro velharia - quem me conhece, sabe disso. André mesmo, já diz: "Tati pode organizar tudo, menos o set list, senão a gente passa a noite ouvindo Cartola". Então, pra mim e pro meu saudosismo, o canal Viva é um prato cheio. Agora, toda noite eu tenho um ritual noturno, pós aula. Chegou em casa, ligo a TV e vejo "Anos Dourados", "A Muralha" e "Vale Tudo". Overdose de passado. Vale Tudo termina já depois da 1h da manhã - mas vale a pena.

É engraçado, porque é o tipo de experiência interessante. Vale Tudo é de 1989, época em quem Antônio Fagundes ainda era um jovem de cabelos mesclados, no auge do seu charme masculino. Na trama reprisada, Ivan (que faz suspirar) está naquela fase de tentar se livrar de Heleninha Roitman (de Renata Sorrah) para voltar com Raquel (de Regina Duarte) e nem imagina que caiu em armadilha de Odete Roitman. Aliás, essa dispensa comentários. Eu acho Beatriz Segall brilhante porque Odete não é má, mas primorosamente sarcástica, gélida como toda boa vilã merece ser.

Sim, mas o que chama a minha atenção (ainda pouco treinada para as minúcias técnicas da teledramaturgia) é a mudança física dos atores. Fagundes está na atual novela das oito, 20 anos mais velho - rosto mais largo e sem sombra de cabelos escuros. Beatriz Segall, no ar hoje no infame "Lara com Z", está no auge dos seus 80 e poucos anos e não sei por qual motivo resolveu fazer plástica. Óbvio que não prestou e a esticada está mais visível do que o desejado. Acho que Tônia Carreiro foi muito dura quando disse que "a velhice é a prova de que o inferno existe", mas o tempo é mesmo implacável.

Enfim. Fugindo ao assunto (tô sempre falando de tempo por aqui), nos intervalos do Viva passa a vinheta da nova programação do GNT, que tem uma musiquinha muito legal. Só para desempoeirar o IC e terminar esse post (esquisito, que saiu do nada pra canto nenhum), vai ela aí.

sábado, 19 de março de 2011

Desenterrando

Às vezes eu uso música aqui no blog para dar uma refrescada. Passo muito tempo sem postar, então, ressuscito uma velha e boa canção para inspirar.

Então. Dia desses vinha chegando em casa e essa música começou a tocar. Tive que estacionar na garagem e ficar no carro até ela terminar. Fazia tempo que não ouvia e como meu pai sempre curtiu Milton Nascimento, não tive como resistir.

Por tudo, pelos últimos acontecimentos.





"Caçador de mim"

Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mim
.
Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim

.
Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

.
Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Musique-se



Menina Mimada
Barão Vermelho
Composição:  Cazuza / Maurício Barros

Foi você que quis ir embora
Agora volta arrependida e chora
Olhar pedindo esmola
Baby, eu conheço a tua história
Quem sabe eu faço um blues em tua homenagem

Eu vou rimar tanta bobagem
Você é tão fácil
Menina mimada
De enfeites

Brochinhos
E queixas, queixas, queixas
Foi você mesma quem quis
Foi você que quis ir embora

Agora toca a campainha e chora
Diz que esqueceu uma sacola
Baby, eu conheço tua história
O cara já está buzinando lá embaixo

Fazendo papel de palhaço
Cheio de flores, promessas
Menina mimada
Você é um fracasso

Cigarros?
Leva o maço
Foi você mesma quem quis

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Enquanto ela não chegar



Intérprete: Roberto Frejat (Barão Vermelho)
Composição: Guto Goffi e Maurício Barros

Quantas drogas eu ainda vou provar?
E quantas vezes para a porta eu vou olhar?
Quantos carros nessa rua vão passar
Enquanto ela não chegar?

Quantos dias eu ainda vou esperar?
E quantas estrelas eu vou tentar contar?
E quantas luzes na cidade vão se apagar
Enquanto ela não chegar?

Eu tenho andado tão sozinho
Que eu nem sei no que acreditar
E a paz que busco agora
Nem a dor vai me negar

Não deixe o sol morrer
Errar é aprender
Viver é deixar viver

Quantas besteiras eu ainda vou pensar?
E quantos sonhos no tempo vão se esfarelar?
E quantas vezes eu vou me criticar
Enquanto ela não chegar?

Eu tenho andado tão sozinho
Que eu nem sei no que acreditar
E a paz que busco agora
Nem a dor vai me negar

Não deixe o sol morrer
Errar é aprender
Viver é deixar viver

sábado, 6 de novembro de 2010

Musique-se

Total fã dos Titãs da década de 80.
E essa letra me dispensa de qualquer obrigação de comentários.

Go back



Versão: TitãsComposição: Sérgio Britto e Torquato Neto
Você me chama
Eu quero ir pr'o cinema
Você reclama
Meu coração não contenta
Você me ama
Mas de repente
A madrugada mudou
E certamente
Aquele trem já passou
Se passou, passou
Daqui prá melhor
Foi!...
Só quero saber
Do que pode dar certo
Não tenho tempo a perder
Só quero saber
Do que pode dá certo
Não tenho tempo a perder...(2x)
(...)
-"Não é o meu país
É uma sombra que pende
Concreta
Do meu nariz em linha reta
Não é minha cidade
É um sistema que invento
Me transforma
E que acrescento
À minha idade
Nem é o nosso amor
É a memória que suja
A história que enferruja
O que passou
Não é você
Nem sou mais eu
Adeus meu bem
Adeus! Adeus!
Você mudou, mudei também
Adeus, amor! Adeus!
E vem!

sábado, 18 de setembro de 2010

Música da semana [1]

O que toca incessantemente no rádio do carro

Disritmia
Composição: Martinho da Vila
Versão: Ney Matogrosso, Pedro Luiz e a Parede



(...)
Que bom ser fotografado
Mas pelas retinas desses olhos lindos...

Me deixe hipnotizado
Pra acabar de vez
Com essa disritmia

Vem logo, vem curar seu nêgo
Que chegou de porre lá da boemia...
(...)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Não dá nem pra tentar te salvar...

"Muito pouco", composição de Paulinho Moska, voz de Maria Rita.



Pronto
Agora que voltou tudo ao normal
Talvez você consiga ser menos rei e um pouco mais real

Esqueça
As horas nunca andam para trás
Todo dia é dia de aprender um pouco do muito que a vida traz

Mas muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louca
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouca
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero mais

Chega!
Não me condene pelo seu penar
Pesos e medidas não servem pra ninguém poder nos comparar

Porque
Eu não pertenço ao mesmo lugar
Em que você se afunda tão raso
Não dá nem pra tentar te salvar

Porque muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louca
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouca
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero ...

...veja
A qualidade está inferior
E não é a quantidade que faz a estrutura de um grande amor

Simplesmente seja
O que você julgar ser o melhor
Mas lembre-se que tudo que começa com muito pode acabar muito pior

E muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louca
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouca
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero mais
(...)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

E se puder me manda uma notícia boa

Samba de Orly, de Chico Buarque, na voz de Vinicius e Toquinho



Mas não diga nada/ Que nos viu chorando/ E pros da pesada, diz que eu vou levando...

terça-feira, 25 de maio de 2010

Seleta (2) - Mulher sem razão



Saia dessa vida de migalhas
Desses homens que te tratam
Como um vento que passou
Caia na realidade, fada

Olha bem na minha cara
E confessa que gostou
Do meu papo bom
Do meu jeito são
Do meu sarro, do meu som
Dos meus toques pra você mudar
Mulher sem razão
Ouve o teu homem

Ouve o teu coração

Ao cair da tarde
Ouve aquela canção
Que não toca no rádio

Pára de fingir que não repara
Nas verdades que eu te falo
Dê um pouco de atenção

Parta, pegue um avião, reparta
Sonhar só não dá em nada
É uma festa na prisão

Nosso tempo é bom
E nós temos de montão
Deixa eu te levar então
Pra onde eu sei que a gente vai brilhar

Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
Batendo travado
Por ninguém e por nada
Na escuridão do quarto

==============================

Essa música está em "Burguesia", último álbum de Cazuza em vida. A versão mais conhecida é a cantada por Adriana Calcanhoto.
Acho que diz muita coisa. Cazuza compôs os versos para a amiga Bebel Gilberto.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Seleta (1) - O tempo não para



Disparo contra o sol, sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijos de namorada
Eu sou mais um cara

Mas se você achar que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Por que o tempo, o tempo não para

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para não, não para

Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando uma agulha num palheiro
Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor se escolhe, é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros

Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro

A tua piscina está cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para (...)

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Essa, com certeza, eu não esqueço mais!

sábado, 15 de maio de 2010

Vão fechar o Canecão?

Estava correndo pra almoçar quando ouvi na televisão da redação que a UFRJ tinha conseguido a reintegração de posse do prédio onde, desde o fim de década de 60, funciona a casa de shows Canecão. Voltei da porta pra conferir se tinha ouvido direito. E tinha.

A ação movida pela Universidade tem mais de 40 anos e o reitor Aloízio Teixeira acompanhou a ação do oficial de justiça e da Polícia Federal, porque funcionários do Canecão não teriam respeitado a decisão da Terceira Vara Federal do Rio de Janeiro. Na segunda passada, 10 de maio, não houve apresentações e o agentes lacraram as entradas da casa com fitas e cadeado. O acervo da casa pertence ao atual administrador, então será feito um levantamento de todas as coisas. Depois, dizem, vão reunir os artistas para discutir projetos futuros.

Fiquei mais "tranquila" quando soube que o Canecão não será desativado, apenas mudará de gestão. Isso foi o que prometeu o "prefeito da Cidade Universitária", Hélio de Matos, mas ele não soube dizer que a  ação prejudicará a agenda da casa. “Não há pretensão alguma de acabar com a casa de espetáculos. Isso não passa pela cabeça da UFRJ. O Canecão é um patrimônio cultural do Rio de Janeiro. O que muda apenas será gestão. A UFRJ passa a gerenciar o local”, afirmou.

(Ainda bem que ele sabe disso)

No ano passado, a Procuradoria Regional Federal do Rio deu parecer favorável à universidade. Na época, além de devolver o espaço, o Canecão teria que pagar uma indenização à universidade. Uma série de recursos, porém, permitiu que a casa de shows continuasse funcionando.

Consta que o imóvel foi cedido pela universidade à empresa em 1992 e a previsão contratual é que a cessão durasse cinco anos. As disputas se acirraram em 1997, quando a empresa deveria ter desocupado o local.

Mas não desocupou, né? Tanto que, em janeiro de 2007, eu estive lá para assistir ao show "Carioca", de Chico Buarque. Olha lá meu registro no dia:



Só espero que o impasse não feche as portas do Canecão, que é um espaço emblemático da história da música brasileira e mundial. Foi aberto em junho de 1967, como uma grande cervejaria com espetáculos de variedades. Com o passar do tempo, o espaço passou a ter shows de MPB e recebeu grandes astros como Cazuza, Elis Regina, Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Clara Nunes e Elizeth Cardoso.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Evolução do ser

Eu gosto muito de Lobão e sou fã do seu último álbum, o Acústico MTV. Além dos motivos óbvios, acredito que ele se reinventou ali, deu acabamento às próprias obras. Diria que ele conseguiu evoluir e chegar ao melhor num misto de qualidade acústica, voz e arranjos.

Esta é minha opinião de fã e de expectadora de dois shows desse álbum que, aliás, levou o Grammy em 2007. Como me disse o próprio, na época, "era pra fazer o melhor". E no propósito de fazer um "concerto de rock", Lobão acertou em cheio.

Para que se possa tirar conclusões próprias, escolhi duas versões do clássico "Me chama", uma das minhas favoritas, com uma letra linda (inclusive, regravada por João Gilberto, numa interpretação, segundo Lobão, "tão ruim" que ele nem ouviu).
A primeira é ainda da década de 80, num clipe tosco (como boa parte das produções da época) com um Lobão de voz fina que chega a confundir. O segundo é o último álbum. Ouçam e avaliem.







E aí?

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Kobune

Depois de alguma procura, encontrei hoje na Rádio Uol a versão japonesa de "O barquinho", de Ronaldo Bôscoli e Roberto Menescal: para ouvir "Kobune", na voz de Fernanda Takai, clique aqui.