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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Musique-se - Otto

Indaguei a alma


Vai, teu corpo, leva de mim
Teu passado todo
Consolo é ficar por aqui
Vai ter a quaresma na Terra
E a guerra não deve existir
Só rima com escravos, não cravos
De bonitas rosas

Já que indaguei a mente e não a alma
Já que indaguei a mente e não a alma
Já que indaguei a mente e não a alma
Que bonita flor


Vai, teu corpo, leva de mim
Teu passado todo
Consolo é ficar por aqui
Vai ter a quaresma na Terra
E a guerra não deve existir
Só rima com escravos, não cravos
De bonitas rosas

Já que indaguei a mente e não a alma
Já que indaguei a mente e não a alma
Já que indaguei a mente e não a alma
Elegi o amor

Primeiro a imaginação, depois eu poderia pôr
Primeiro a imaginação, depois eu poderia pôr
Você faz bem isso e eu te amo
Você faz bem isso e eu te amo
Você faz bem isso e eu te amo
Que bonita flor
Primeiro a imaginação, depois eu poderia pôr

Primeiro a imaginação, depois eu poderia pôr
Você faz bem isso e eu te amo
Você faz bem isso e eu te amo
Você faz bem isso e eu te amo
Que bonita flor
Rima com escravos de bonitas rosas...



terça-feira, 2 de agosto de 2011

Anos dourados

Quero dizer que, como muita gente, aprendi a gostar de Chico Buarque ainda criança, como minha irmã caçula, Mariana, já diz gostar. E quero também, aproveitando o gancho, dizer que o ângulo da visão muda tudo - sentido, forma textura.

Ouvindo "Anos dourados", com os versos

Te quero, te quero
Dizer que não quero
Teus beijos nunca mais

pensava imediatamente que o narrador não podia afirmar a desistência ["dizer que não (te) quero"] sob pena de não ter mais os beijos daquela a quem dedicava os versos. Por todos os anos, interpretei assim.

E hoje, somente pela disposição das palavras, que mudaram a forma de ver, efetivamente, o que eu já ouvia - e deixou o verso assim

Te quero, te quero, dizer que não quero teus beijos nunca mais

Exatamente o que tentava dizer há tanto.
Nada como remodelar a velha hermenéutica.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Musique-se



Menina Mimada
Barão Vermelho
Composição:  Cazuza / Maurício Barros

Foi você que quis ir embora
Agora volta arrependida e chora
Olhar pedindo esmola
Baby, eu conheço a tua história
Quem sabe eu faço um blues em tua homenagem

Eu vou rimar tanta bobagem
Você é tão fácil
Menina mimada
De enfeites

Brochinhos
E queixas, queixas, queixas
Foi você mesma quem quis
Foi você que quis ir embora

Agora toca a campainha e chora
Diz que esqueceu uma sacola
Baby, eu conheço tua história
O cara já está buzinando lá embaixo

Fazendo papel de palhaço
Cheio de flores, promessas
Menina mimada
Você é um fracasso

Cigarros?
Leva o maço
Foi você mesma quem quis

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Enquanto ela não chegar



Intérprete: Roberto Frejat (Barão Vermelho)
Composição: Guto Goffi e Maurício Barros

Quantas drogas eu ainda vou provar?
E quantas vezes para a porta eu vou olhar?
Quantos carros nessa rua vão passar
Enquanto ela não chegar?

Quantos dias eu ainda vou esperar?
E quantas estrelas eu vou tentar contar?
E quantas luzes na cidade vão se apagar
Enquanto ela não chegar?

Eu tenho andado tão sozinho
Que eu nem sei no que acreditar
E a paz que busco agora
Nem a dor vai me negar

Não deixe o sol morrer
Errar é aprender
Viver é deixar viver

Quantas besteiras eu ainda vou pensar?
E quantos sonhos no tempo vão se esfarelar?
E quantas vezes eu vou me criticar
Enquanto ela não chegar?

Eu tenho andado tão sozinho
Que eu nem sei no que acreditar
E a paz que busco agora
Nem a dor vai me negar

Não deixe o sol morrer
Errar é aprender
Viver é deixar viver

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Na agulha

Baby, suporte
Composição: Cazuza



Suporte baby, baby suporte
Suporte baby, baby suporte

Amor escravo de nenhuma palavra
Não era isso que você procurava?
Não viu no fundo da retina a mágoa?

A luz confusa onde tudo é o nada...

A esperança está grudada na carne
Que diferença há entre o amor e o escárnio ?
Cada carinho é o fio de uma navalha

Oh, baby, não chore
Foi apenas um corte
A vida é bem mais perigosa que a morte
Suporte
Oh, baby, suporte

Suporte baby, baby suporte
Suporte baby, baby suporte

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Eclipse oculto

A música é de composição de Caetano, eu sei. Inclusive, já falei dela em outro post.
Eu gosto demais na versão com o Barão Vermelho, mas para ouvir na voz do baiano, clica.

sábado, 18 de setembro de 2010

Música da semana [1]

O que toca incessantemente no rádio do carro

Disritmia
Composição: Martinho da Vila
Versão: Ney Matogrosso, Pedro Luiz e a Parede



(...)
Que bom ser fotografado
Mas pelas retinas desses olhos lindos...

Me deixe hipnotizado
Pra acabar de vez
Com essa disritmia

Vem logo, vem curar seu nêgo
Que chegou de porre lá da boemia...
(...)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Não dá nem pra tentar te salvar...

"Muito pouco", composição de Paulinho Moska, voz de Maria Rita.



Pronto
Agora que voltou tudo ao normal
Talvez você consiga ser menos rei e um pouco mais real

Esqueça
As horas nunca andam para trás
Todo dia é dia de aprender um pouco do muito que a vida traz

Mas muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louca
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouca
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero mais

Chega!
Não me condene pelo seu penar
Pesos e medidas não servem pra ninguém poder nos comparar

Porque
Eu não pertenço ao mesmo lugar
Em que você se afunda tão raso
Não dá nem pra tentar te salvar

Porque muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louca
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouca
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero ...

...veja
A qualidade está inferior
E não é a quantidade que faz a estrutura de um grande amor

Simplesmente seja
O que você julgar ser o melhor
Mas lembre-se que tudo que começa com muito pode acabar muito pior

E muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louca
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouca
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero mais
(...)

terça-feira, 25 de maio de 2010

Seleta (2) - Mulher sem razão



Saia dessa vida de migalhas
Desses homens que te tratam
Como um vento que passou
Caia na realidade, fada

Olha bem na minha cara
E confessa que gostou
Do meu papo bom
Do meu jeito são
Do meu sarro, do meu som
Dos meus toques pra você mudar
Mulher sem razão
Ouve o teu homem

Ouve o teu coração

Ao cair da tarde
Ouve aquela canção
Que não toca no rádio

Pára de fingir que não repara
Nas verdades que eu te falo
Dê um pouco de atenção

Parta, pegue um avião, reparta
Sonhar só não dá em nada
É uma festa na prisão

Nosso tempo é bom
E nós temos de montão
Deixa eu te levar então
Pra onde eu sei que a gente vai brilhar

Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
Batendo travado
Por ninguém e por nada
Na escuridão do quarto

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Essa música está em "Burguesia", último álbum de Cazuza em vida. A versão mais conhecida é a cantada por Adriana Calcanhoto.
Acho que diz muita coisa. Cazuza compôs os versos para a amiga Bebel Gilberto.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Seleta (1) - O tempo não para



Disparo contra o sol, sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijos de namorada
Eu sou mais um cara

Mas se você achar que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Por que o tempo, o tempo não para

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta

A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para não, não para

Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando uma agulha num palheiro
Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor se escolhe, é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros

Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro

A tua piscina está cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para (...)

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Essa, com certeza, eu não esqueço mais!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Tudo bem

Lulu Santos e Nelson Mota

Já não tenho dedos pra contar
De quantos barrancos despenquei
E quantas pedras me atiraram
Ou quantas atirei

Tanta farpa tanta mentira
Tanta falta do que dizer
Nem sempre é "so easy" se viver

Hoje eu não consigo mais lembrar
De quantas janelas me atirei
E quanto rastro de incompreensão
Eu já deixei

Tantos bons quanto maus motivos
Tantas vezes desilusão
E quase
Quase nunca a vida é um balão

Mas o teu amor me cura
De uma loucura qualquer
É encostar no seu peito
E se isso for algum defeito
Por mim tudo bem, tudo bem

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Verdades musicadas

Às vezes eu fico pensando na vida
E, sinceramente, não vejo saída
Como é, por exemplo, que dá pra entender?
A gente mal nasce, começa a morrer

Depois da chegada, vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação
(...)

domingo, 8 de novembro de 2009

Narrativas de seta e alvo - e do alvo que nunca se acerta

Letra interessante, clipe interessante.

Musique-se

A Seta e o Alvo
Composição: Paulinho Moska e Nilo Romero


  

Eu falo de amor à vida
Você de medo da morte
Eu falo da força do acaso
E você de azar ou sorte.

Eu ando num labirinto e você numa estrada em linha reta
Te chamo pra festa, mas você só quer atingir sua meta.
Sua meta é a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu olho pro infinito
E você de óculos escuros.
Eu digo "te amo"
E você só acredita quando eu juro.

Eu lanço minha alma no espaço,
Você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era.

E o que era?

Era a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera


Eu grito por liberdade,
Você deixa a porta se fechar.
Eu quero saber a verdade
E você se preocupa em não se machucar.


Eu corro todos os riscos,
Você diz que não tem mais vontade.
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade.

É a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa não te espera!

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?


Sempre a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Say, say, say, Michael

Say, say, say
Michael Jackson & Paul Mc Cartney




(Paul)
Say, say, say
What you want
But don't play games with my affection
Take, take, take what you need
But don't leave me with no direction

(Michael)
All alone, I sit home by the phone,
Waiting for you, baby
Through the years, how can you stand to hear
my pleading for you dear?
You know I'm crying
Ooh ooh ooh ooh

(Paul)
Go, go, go where you want
But don't leave me here forever
You, you, you stay away, so long girl, I see you never.

(Michael)
What can I do girl to get through to you?
Cause I love you baby
Standing here, baptisted in all my tears, baby
through the years,
You know I'm crying
Ooh ooh ooh ooh.

(Paul)
You never worry
Amand you never shed a tear

(Michael)
You saying that my love ain't real

(Paul e Michael)
just look at my face,these tears ain't drying

(Paul)
You, you, you can never say
that I'm not the one who really loves you.
I pray, pray, pray every day
that you'll see things, girl like I do.

(Michael)
What can I do ...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Música para encher os ouvidos - literalmente

My black pie on the table
Composição: Bruno Araújo (dr. PHd em Língua Inglesa)

The books on the table, my dog
My red car, my apple pie
Books on the table, the blue sky
Black, black, black book
The books on the table







Traduzindo, do inglês arcaico:


Os livros sobre mesa, meu cachorrinho
Meu carro vermelho, minha torta de maçã
Os livros sobre a mesa, O céu azul
Livro preto, preto, preto
Os livros sobre a mesa

[é cada uma que eu tenho que ouvir...]

Caê e letra


Eu, você, nós dois...
Já temos um passado, meu amor
(Caetano Veloso)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

E pelo 7 de setembro

Crédito: Blog Você Acha Certo?


Seleção de músicas especiais para a real indepedência do 7 de setembro.


(...) Eu me vali deste discurso panfletário
Mas a minha burrice faz aniversário
Ao permitir que num país como o Brasil
Ainda se obrigue a votar por qualquer trocado
Por um par se sapatos, um saco de farinha
A nossa imensa massa de iletrados
Parabéns, coronéis, vocês venceram outra vez
O congresso continua a serviço de vocês
Papai, quando eu crescer, eu quero ser anão
Pra roubar, renunciar, voltar na próxima eleição (...)

(300 picaretas, Paralamas do Sucesso)


(...)Brasil, esquentai vossos pandeiros iluminai os terreiros
Que nós queremos sambar há quem sambe diferente
Noutras terras, noutra gente num batuque de matar
Batucada, batucada, reunir nossos valores as historinhas
E cantores expressão que não tem par, ó meu Brasil (...)

(Brasil pandeiro, Moraes Moreira)


Descobri que o Brasil parece um coração
Descobri que o Brasil é uma grande nação
O melhor lugar pra viver é aqui
Mas não foi Cabral, fui eu que descobri
Brasil, você é lindo!
500 anos te descobrindo!
Brasil, você é lindo!
500 anos te descobrindo!

(Brasil 500, Milton Nascimento)


(...) Não me ofereceram nem um cigarro
Fiquei na porta estacionando os carros
Não me elegeram chefe de nada
O meu cartão de crédito é uma navalha...

Brasil, mostra tua cara!
Quero ver quem paga pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim...

(Brasil, Cazuza)


Brasil, meu Brasil Brasileiro
Meu mulato inzoneiro
Vou cantar-te nos meus versos
Ô Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingá
Ô Brasil do meu amor
Terra de Nosso Senhor
Brasil, Brasil, prá mim, prá mim...

Ô abre a cortina do passado
Tira a mãe preta do serrado
Bota o rei congo no congado
Brasil, Brasil! deixa cantar de novo o trovador
A merencória luz da lua
Toda cação do meu amor...
Quero ver a Sá Dona caminhando
Pelos salões arrastando
O seu vestido rendado
Brasil!... Brasil! Prá mim ... Prá mim!

(Aquarela do Brasil, Ary Barroso)


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A média do Chiclete com Banana

Ando tendo testes diários de paciência. Todo santo dia, cinco dias úteis na semana, durante oito ou mais horas. Mas aí resolvi organizar isso, dividir tudo pelas minhas ínfimas 24 horas. É coisa muita pra tempo pouco, acredite. Principalmente para mim, que fico inventando de fazer um monte de coisa ao mesmo tempo.

No final das contas, são seis horas de sono (em média. às dá vezes menos) e oito horas de trabalho (em média. às vezes dá mais). Algumas horas perdidas, nesse meio tempo, para ler minhas revistas (estou com três Rolling Stones atrasadas) ou meus livros (faz seis meses que eu tento concluir esses dois aí do lado). No carro, eu ouço música por uns 15 minutos ou meia hora, dependendo do tamanho do engarrafamento. Aí ainda sobra tempo pra falar ao telefone, mandar e-mails (incontáveis por dia, mas nenhum que tenha algo realmente relevante, como ter notícias da minha irmã ou do meu pai), ver novela e assistir telejornal.
Ah, sim... pela manhã, eu leio jornais e sites e fico confabulando e resmungando quando aparece algo que não gosto. Ou seja, todo dia.

Faz 15 dias que adio minha prova de inglês... vixe. Vou precisar fazer hora extra hoje.

Ademais, voltanto ali aos 15 minutos de engarrafamento musical, estava ouvindo o acústico de Lenine (aquele mesmo, da MTV) que eu comprei no último final de semana (nas Lojas Americanas, por R$ 9,90, numa capa de papel). Então... na última faixa do CD, ele faz uma mistura (um pot-pourri) de algumas músicas. Uma delas é "Chiclete com Banana", de Jackson do Pandeiro.

Eita, eu ouvia muito quando era criança.

A música está nos 2'40'' e pouco da faixa e só tem uns 20 e poucos segundos. Eu fico dirigindo e tentando voltar o CD para a parte onde a música começa (saudades das fitas K7s)... Depois vou atrás da versão original, na voz de Jackson. Por enquanto, bora ficar com a letra.

Caramba, essa letra é muito boa!


MUSIQUE-SE

Chiclete com banana
Voz: Jackson do Pandeiro
Composição: Gordurinha e Almira Castilho

Eu só ponho bip-bop no meu samba quando Tio Sam pegar o tamborim
Quando ele pegar no pandeiro e no zabumba
Quando ele aprender que o samba não é rumba
Aí eu vou misturar Miami com Copacabana
Chicletes eu misturo com banana
E o meu samba vai ficar assim:

Tirurururiruri bop-be-bop-be-bop

Quero ver a grande confusão
É o samba-rock meu irmão
É o samba-rock, meu irmão
Mas em compensação, eu quero ver um boogie-woogie de pandeiro e violão

Eu quero ver o Tio Sam de frigideira numa batucada brasileira


sábado, 18 de julho de 2009

Estação Retrô - aquecimento

Coisa gostosa

Dr. Silvana e Cia

Você é meiga demais
Por você sou capaz de roubar até a lua
Você é linda de olhar e ao te ver passar
Eu só queria sempre estar na tua
Você é a criança esperta que na hora certa sabe ser mulher
Você é cabeça feita, a musa perfeita que qualquer poeta quer

Você é chocolate com licor de cereja
Torta de morango com creme de chantilly
Sorvete especial de sobremesa
Você é a coisa mais gostosa que eu já conheci