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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Paris nights, NY mornings

Adoro velharia - quem me conhece, sabe disso. André mesmo, já diz: "Tati pode organizar tudo, menos o set list, senão a gente passa a noite ouvindo Cartola". Então, pra mim e pro meu saudosismo, o canal Viva é um prato cheio. Agora, toda noite eu tenho um ritual noturno, pós aula. Chegou em casa, ligo a TV e vejo "Anos Dourados", "A Muralha" e "Vale Tudo". Overdose de passado. Vale Tudo termina já depois da 1h da manhã - mas vale a pena.

É engraçado, porque é o tipo de experiência interessante. Vale Tudo é de 1989, época em quem Antônio Fagundes ainda era um jovem de cabelos mesclados, no auge do seu charme masculino. Na trama reprisada, Ivan (que faz suspirar) está naquela fase de tentar se livrar de Heleninha Roitman (de Renata Sorrah) para voltar com Raquel (de Regina Duarte) e nem imagina que caiu em armadilha de Odete Roitman. Aliás, essa dispensa comentários. Eu acho Beatriz Segall brilhante porque Odete não é má, mas primorosamente sarcástica, gélida como toda boa vilã merece ser.

Sim, mas o que chama a minha atenção (ainda pouco treinada para as minúcias técnicas da teledramaturgia) é a mudança física dos atores. Fagundes está na atual novela das oito, 20 anos mais velho - rosto mais largo e sem sombra de cabelos escuros. Beatriz Segall, no ar hoje no infame "Lara com Z", está no auge dos seus 80 e poucos anos e não sei por qual motivo resolveu fazer plástica. Óbvio que não prestou e a esticada está mais visível do que o desejado. Acho que Tônia Carreiro foi muito dura quando disse que "a velhice é a prova de que o inferno existe", mas o tempo é mesmo implacável.

Enfim. Fugindo ao assunto (tô sempre falando de tempo por aqui), nos intervalos do Viva passa a vinheta da nova programação do GNT, que tem uma musiquinha muito legal. Só para desempoeirar o IC e terminar esse post (esquisito, que saiu do nada pra canto nenhum), vai ela aí.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Cachorro é tudo de bom!


Eu adoro fotografia e, ultimamente, tenho visto coisas que sempre me fazem dizer: "eita, isso merecia uma foto". É bem o caso acima. O cidadão é o meu "sobrinho de estimação" em plena comemoração do Halloween.

Este é um daqueles posts que começam do nada. Eu ia colocar só a foto, escolhi o título, que já não tem nada a ver com este parágrafo. Fulga total ao tema? Sabe-se lá. Fiquei agora com a sensação de ter tergiversado sobre o vazio. Como diria uma ex-professora: saiu do nada para canto algum.

Tô achando que passo por um momento de entressafra criativa ou talvez uma preguiça patológica. Podemos também chamar de falta de foco ou hiperatividade, quem sabe? Eu faço coisa demais ao mesmo tempo mas talvez esteja condenando o que é, de fato, importante a segundo plano. Eu sempre tive o hábito de prolongar as coisas, sendo uma boa amante das delongas e dos casos mal resolvidos. E tem voz que me diz que eu tenho uma dificuldade grande de pôr um ponto final definitivo nas coisas. Pessoa bem chegada às reticências e às vírgulas da vida.

E tem gente demais por aí que sofre do mesmo mal. Medo danado de escolher o caminho errado, medo de calar, de dizer, de comer e de ter fome. Tá parecendo mais aquela música de Lenine, Miedo. A foto de Sawyer (meu sobrinho) tá bem propícia agora. Ele parece que tava com medo da abóbora, tanto que não conseguia encara-la e preferiu fechar os olhos. É... cada um com sua(s) abóbora(s)...