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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

No meio do caminho, uma mão

Que se chame ONU ou qualquer outra coisa. Pode ter o meu nome; ou o seu.
Para ler a história do pequeno grande Minhaj, esse somaliano de fibra, clica aqui.

E você ainda diz que não acredita em milagres?

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Cachorro é tudo de bom!


Eu adoro fotografia e, ultimamente, tenho visto coisas que sempre me fazem dizer: "eita, isso merecia uma foto". É bem o caso acima. O cidadão é o meu "sobrinho de estimação" em plena comemoração do Halloween.

Este é um daqueles posts que começam do nada. Eu ia colocar só a foto, escolhi o título, que já não tem nada a ver com este parágrafo. Fulga total ao tema? Sabe-se lá. Fiquei agora com a sensação de ter tergiversado sobre o vazio. Como diria uma ex-professora: saiu do nada para canto algum.

Tô achando que passo por um momento de entressafra criativa ou talvez uma preguiça patológica. Podemos também chamar de falta de foco ou hiperatividade, quem sabe? Eu faço coisa demais ao mesmo tempo mas talvez esteja condenando o que é, de fato, importante a segundo plano. Eu sempre tive o hábito de prolongar as coisas, sendo uma boa amante das delongas e dos casos mal resolvidos. E tem voz que me diz que eu tenho uma dificuldade grande de pôr um ponto final definitivo nas coisas. Pessoa bem chegada às reticências e às vírgulas da vida.

E tem gente demais por aí que sofre do mesmo mal. Medo danado de escolher o caminho errado, medo de calar, de dizer, de comer e de ter fome. Tá parecendo mais aquela música de Lenine, Miedo. A foto de Sawyer (meu sobrinho) tá bem propícia agora. Ele parece que tava com medo da abóbora, tanto que não conseguia encara-la e preferiu fechar os olhos. É... cada um com sua(s) abóbora(s)...

sexta-feira, 26 de março de 2010

Quanto do Haiti há dentro de você?

A julgar pela falta de alardes da mídia massiva, o caso do terremoto do Haiti está finalizado. Contabilizaram-se mais de 220 mil mortos, uma enorme ajuda mundial e registros históricos de uma desgraça das grandes, que será lembrada em todos os livros. Desde 12 de janeiro, dia do tremor, eu venho acompanhando a cobertura jornalística, os esforços internacionais, a comoção e a disponibilidade que a maioria ainda tem de tentar fazer alguma coisa.

Hoje, mais de dois meses depois, o que restou do Haiti? O que restará deste Haiti destroçado nas memórias individuais das pessoas em todo mundo? O que tem ainda dos haitianos aí dentro de você?

Os corpos que estamparam muitas capas de revistas aqui no Brasil e por aí afora já devem ter tomado rumos; seja em valas comuns, mas com direito aos rituais de dança e ao choro dos familiares, ou lá mesmo, no meio da rua, onde ficaram depois do terremoto. Cedo ou tarde, as coisas vão se ajeitando, já comprovara o tempo. Algumas, aproveitando a metáfora, apodrecem.

Como sempre, eu me fixo no problema, porque creio que seja a forma de vislumbrar (ou não) a solução. Ou, que seja, para ter um sentido crítico ou menos conformista do que vejo. Pelas fotos que chegam até nós, qual a solução que você enxerga para aquele país?

Todas as vidas encontradas debaixo dos escombros foram solução. Cada indivíduo que foi, por livre vontade, àquele lugar destruído, foi solução. Eu, daqui deste lado egocêntrico, vi imagens lindamente tocantes em meio à dor. Acredito totalmente que sempre há uma forma de reconstruir as coisas – o primeiro passo é abrir bem os olhos e procurar.

No começo deste mês, o The New York Times veio com um editorial que começa falando sobre um menino haitiano e sua pipa. De uma sensibilidade peculiar, traz justamente esta forma humana de ver o mundo a qual me refiro – humana no melhor sentindo da palavra. Se todo mundo esbravejou a derrota, as mortes, a decomposição de Porto Príncipe, por que não voltaram todos lá com a mesma ânsia para registrar seus dias de tímida ressurreição? Quantos retornaram para relatar ao mundo que, embora ainda empoeirados, os haitianos vivem? Poucos, simplesmente porque é a desgraça que move o mundo.

Não quis criar aqui uma simples crítica, mas um desabafo. E não veio do nada, até por que eu já tinha pensado em organizar as ideias sobre este terremoto. Não estou lá pra ver e de nada me adiantaria reproduzir as coisas, então preciso seguir outra trilha, marginal, periférica, de observador.

Lendo sobre o julgamento do casal Nardoni, tentei encontrar matérias da época em que Isabela morreu. Na busca do Google, não acreditei quando vi alguém que oferecia “fotos do corpo da menina Isabela no IML”. Pior, outros entrando em contato, pedindo as tais fotos. Você imagina o porquê do sangue alheio encher nossa boca d’água, como uma ânsia antropofágica pela angústia do semelhante? Não é difícil perceber: observe o ranking das notícias mais acessadas de um site. A morte, o trágico e o bizarro sempre ocupam o topo da paradas, ao lado da pornografia, do erotismo ou qualquer outra “derivação” do sexo.

E quando acabar toda a comoção, até o último fio, quem estará pelo Haiti? Deus?

Por agora, eu deixo a reflexão. Seria muito feliz se nos ocupássemos de propagar o bom. Selecionei algumas coisas boas para nos ajudar a pensar, por hoje:










Os milagres, geralmente, estão ao alcance dos nossos olhos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

sábado, 13 de dezembro de 2008

Quando o silêncio diz tudo

Segundo os organizadores do protesto, os cocos representam a cabeça humana. De acordo com a ONG, esse é o alvo mais freqüente nas mortes violentas no Rio. (Foto: André Teixeira / Ag. O globo)