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domingo, 17 de abril de 2011

Pão, pão. Queijo, queijo

Não é nem um "motivo para amar", mas um motivo para pensar:

Sinto pouco o desejo de vingança. Sou muito cristão desse aspecto, no sentido da compaixão, da piedade. Tenho pena das pessoas. Quando alguém me sacaneia, penso: coitada dessa pessoa! Não estou dando uma de grandioso, mas não sinto vontade de me vingar, de devolver, pão, pão, queijo, queijo. (Cazuza)



E serve pra tanta coisa...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Motivos para amar...

Clarice

Ainda bem

Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outros amores. E outras pessoas. E outras coisas.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Você (se) acha o bastante?

Reclamaram comigo hoje por esse novo hiato aqui - logo eu, que reclamo do silêncio, da falta do que dizer, "dessa eterna falta do que falar", promovo um minuto de silêncio em memória da inspiração. Logo eu, sempre rotulada como criativa, promovendo uma grande ode ao vácuo. Que grande contradição. Mais uma.

Experimente trabalhar o dia todo numa função que é, ao mesmo tempo, mas em outra hora, o seu hobby. O seu passatempo preferido. De dia, é obrigação; à noite, pode ser prazer. (risos) Por um momento, pareceu-me isso a descrição de algo como a prostituição. Mas não deixa de ser; não deixa de ser a venda, de certo modo, de parte de mim. Todo dia, por horas. Por muitas e mal pagas horas extras.

E não é o bastante. Talvez precisasse de mais tempo, uns cinco segundo a mais em cada hora do dia e uma hora a mais em cada dia da semana. Isso me daria umas 25.320 segundos a mais. E se um dia normal tem 86.400 segundos, numa regra de três safada, deu dízima periódica que, arredondada, fica 0,29 dia. Viu? Não é o bastante. Nunca é, e basta.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Motivos para amar...

Saramago


E ficarmos quietos, olhando

Talvez isto é que seja o destino, sabermos o que vai acontecer, sabermos que não há nada que o possa evitar, e ficarmos quietos, olhando, como puros observadores do espectáculo do mundo.

domingo, 8 de agosto de 2010

terça-feira, 20 de julho de 2010

Um ano, uma vela a mais

Datas como esta dão sensações diversas. Eu sempre gostei de ver os anos passando, sempre queria ficar um ano mais velha para desfrutar das "liberdades" de ter 8, 9, 10 anos de idade. Aos sete, queria chegar logo aos 10 e perguntava: "mãe, quando eu fizer 10 anos, vou poder passar ferro nas roupas de Eduardo?". Aos 12, vi um carro passando pela rua, num dia que voltava na escola, e contei nos dedos quantos anos ainda faltavam para eu completar 18 anos e poder, também, dirigir. "Seis anos ainda. Droga". Hoje, faz nove anos.

Acho que falar que o tempo é impiedoso é redundância, lugar comum. Ele é muito mais que isso. Faz parte de sua natureza mudar as coisas, transformar as pessoas e dar novos sentidos. A expressão "dar tempo ao tempo" pode significar tanta coisa. Antes de tudo, insiste que temos que ter paciência. As coisas têm seu próprio momento e nada que façamos vai acelerar. É uma máxima tão comum esta, mas tão esquecida.

Espero apenas que as mudanças sejam mais brandas, quiçá somente físicas. Que eu continue a acreditar fielmente no que é importante hoje, conjunto que inclui amigos, verdade e esforço.


O tempo sempre foi bom comigo; tenho ainda a impressão que consigo aperfeiçoar a minha capacidade de pensar. Transformar verdades é um ato corriqueiro e eu sempre me surpreendo. Quase diariamente. Mas a mesma capacidade que o tempo tem de mudar as coisas, ele tem que firmar outras. Hoje, no dia que completo 27 anos, tenho uma fria convicção de que ainda viverei para ver tantas outas verdades mudarem de lado. Só quero uma vela a mais a cada ano para juntar os amados. Preenche a vida.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Quanto do Haiti há dentro de você?

A julgar pela falta de alardes da mídia massiva, o caso do terremoto do Haiti está finalizado. Contabilizaram-se mais de 220 mil mortos, uma enorme ajuda mundial e registros históricos de uma desgraça das grandes, que será lembrada em todos os livros. Desde 12 de janeiro, dia do tremor, eu venho acompanhando a cobertura jornalística, os esforços internacionais, a comoção e a disponibilidade que a maioria ainda tem de tentar fazer alguma coisa.

Hoje, mais de dois meses depois, o que restou do Haiti? O que restará deste Haiti destroçado nas memórias individuais das pessoas em todo mundo? O que tem ainda dos haitianos aí dentro de você?

Os corpos que estamparam muitas capas de revistas aqui no Brasil e por aí afora já devem ter tomado rumos; seja em valas comuns, mas com direito aos rituais de dança e ao choro dos familiares, ou lá mesmo, no meio da rua, onde ficaram depois do terremoto. Cedo ou tarde, as coisas vão se ajeitando, já comprovara o tempo. Algumas, aproveitando a metáfora, apodrecem.

Como sempre, eu me fixo no problema, porque creio que seja a forma de vislumbrar (ou não) a solução. Ou, que seja, para ter um sentido crítico ou menos conformista do que vejo. Pelas fotos que chegam até nós, qual a solução que você enxerga para aquele país?

Todas as vidas encontradas debaixo dos escombros foram solução. Cada indivíduo que foi, por livre vontade, àquele lugar destruído, foi solução. Eu, daqui deste lado egocêntrico, vi imagens lindamente tocantes em meio à dor. Acredito totalmente que sempre há uma forma de reconstruir as coisas – o primeiro passo é abrir bem os olhos e procurar.

No começo deste mês, o The New York Times veio com um editorial que começa falando sobre um menino haitiano e sua pipa. De uma sensibilidade peculiar, traz justamente esta forma humana de ver o mundo a qual me refiro – humana no melhor sentindo da palavra. Se todo mundo esbravejou a derrota, as mortes, a decomposição de Porto Príncipe, por que não voltaram todos lá com a mesma ânsia para registrar seus dias de tímida ressurreição? Quantos retornaram para relatar ao mundo que, embora ainda empoeirados, os haitianos vivem? Poucos, simplesmente porque é a desgraça que move o mundo.

Não quis criar aqui uma simples crítica, mas um desabafo. E não veio do nada, até por que eu já tinha pensado em organizar as ideias sobre este terremoto. Não estou lá pra ver e de nada me adiantaria reproduzir as coisas, então preciso seguir outra trilha, marginal, periférica, de observador.

Lendo sobre o julgamento do casal Nardoni, tentei encontrar matérias da época em que Isabela morreu. Na busca do Google, não acreditei quando vi alguém que oferecia “fotos do corpo da menina Isabela no IML”. Pior, outros entrando em contato, pedindo as tais fotos. Você imagina o porquê do sangue alheio encher nossa boca d’água, como uma ânsia antropofágica pela angústia do semelhante? Não é difícil perceber: observe o ranking das notícias mais acessadas de um site. A morte, o trágico e o bizarro sempre ocupam o topo da paradas, ao lado da pornografia, do erotismo ou qualquer outra “derivação” do sexo.

E quando acabar toda a comoção, até o último fio, quem estará pelo Haiti? Deus?

Por agora, eu deixo a reflexão. Seria muito feliz se nos ocupássemos de propagar o bom. Selecionei algumas coisas boas para nos ajudar a pensar, por hoje:










Os milagres, geralmente, estão ao alcance dos nossos olhos.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Para parar e pensar

Há coisas que acontecem até hoje que provam o quão primitivos ainda somos, mas a que mais me incomoda é a intolerância religiosa, racial, sexual... enfim. Qualquer babaquice dessas.

Recebi um vídeo por e-mail, uma matéria de telejornal que trata justamente disso. Uma cena lamentável de intolerância. Nesse caso, eu diria, é uma cena crassa de ignorância.

É muito preocupante que esse tipo de coisa ainda aconteça.
Por favor, assista e, se possível, mande sua opinião.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Intimidades bem comuns


Na minha vida de companhias majoritariamente masculinas, ainda me surpreendo com as atitudes de alguns homens. Meu namorado, aliás, é mestre nisso. Quando penso que decifrei a peça, ele me vem com algo diferente e eu recomeço a saga da esfinge. Afinal, com os homens sempre é assim: ou nós, mulheres, os deciframos, ou eles nos devoram (figurativamente! Calma...).


Posts atrás, falei da coluna "Nossa Intimidade" do jornalista Ivan Martins, de Época. Agora, volto a dizer que virei fã do homem – ora, ora, ora. Nada muito inimaginável de acontecer, mas algo, de fato, curioso. Apesar de viver com eles, poucas vezes penso como eles. Entendo, mas discordo de opiniões e condutas na maioria das vezes, já que homens tendem a querer ser racionais e conseguem ser totalmente passionais. Tenho também um bom exemplar desses: meu pai, que vez por outra, mete os pés pelas mãos e faz uma daquelas.


Sim, mas voltando aos textos de Ivan. São curiosos. Às vezes eu acho graça. Outras, fico surpresa ou ainda me identifico com o que ele fala. Dá sensação de que não só todos os homens são iguais, mas todas as mulheres também. Todo mundo é igual, gente? Será?

Bem, deixando firulas de lado, selecionei alguns trechos de postagens de Ivan, pra você entender do que eu estou falando:

1.       OS HOMENS SÃO COMPLICADOS

Alguém decretou, faz tempo, que o gênero de Adão, quando se trata de sexo, é uma expressão matemática sem incógnita: diante do estímulo apropriado (um beijo na boca, a vista de um decote, uma conversa apimentada), espera-se que os machos da espécie se comportem de maneira previsível. (5/5/09)


2.      COMO SER HOMEM

(...) Homens crescem para ser valentes, altivos, independentes, viris. Cada um de nós carrega ao alcance dos olhos a imagem de um herói que tem de ser imitado. Quando as nossas ações nos afastam do modelo, – como é inevitável que aconteça – sofremos como o diabo, de um sofrimento difícil de compartilhar, inteiramente subjetivo, carregado de humilhação. Nos sentimos menos homens.

O que as mulheres precisam saber sobre isso? Basicamente, que elas jamais compreenderão inteiramente nossos códigos de honra e de conduta e a importância que eles têm para a nossa auto-estima – assim como nós não podemos partilhar aspectos essenciais da existência feminina, como a maternidade. Essa é uma zona escura das emoções masculinas com a qual os próprios homens têm dificuldade de lidar – e que há décadas vem sendo recheada com lixo pela chamada indústria cultural. (13/5/09)



3.      QUEM GOSTA DE HOMEM CIUMENTO?

Ontem li um artigo da Newsweek que esbarra no tema do ciúme. Há uma escola de pensamento chamada de Psicologia Evolucionista que sustenta que o ciúme - assim como o estupro e o infanticídio - seria herança da nossa longa evolução desde as savanas africanas.
Ao longo de um milhão de anos, a natureza teria aprimorado um "gene do ciúme" - para impedir que o macho fosse traído e perpetuasse a descendência dos outros - e ele continuaria funcionando ainda hoje, como um nódulo troglodita no meio do cérebro moderno.

O artigo da Newsweek demole esse álibi. Mostra que o cérebro humano não evoluiu por nódulos de pré-programação. Ele se adapta livremente ao ambiente que o cerca. Em nosso caso, à cultura.

(1/7/09)


Esses são apenas alguns trechos interessantes dos muitos textos interessantes da coluna. O assunto rende. Mas vamos em frente...

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Sentidos rejeitados de tempo

Criar mundos requer responsabilidade - construções inacabadas podem desfazer ilusões vitais, essenciais, que terminam fragilizados pelo tempo.Momentos de silêncio, de uma contemplação dolorosa do próximo, que apesar de perto, parece longe o suficiente para ser paupável e ilusório ao mesmo tempo.

Vazios sempre fizeram parte, mesmo depois da última lição aprendida. Doação demais dói tanto quanto os arrependimentos dos titubeiam. Mas há a chance de construir certezas, mesmo que sejam fragéis como um castelo de incontáveis cartas de amor. "Ridículas..."

A busca pelos vocábulos parece corroer os sentimentos. Palavras não têm o poder de transpirar, elas unem-se e não somam forças; perdem o significado por que a vida já perdeu há tempos. E foram-se os sentidos.

Como bom lutador, tento agarrar-me aos últimos fios de sonho, que desfiam lacerando e tornando nada o que havia de mais valioso.



São ausências, quando se pretendia presenças; juntam-se amarguras quando se queria um outro sabor, só pra variar do gosto. Consegue-se silêncio, quando deseja-se retorno. Restam lamúrias, quando se queria conquistas. Desvalores de ações, pouco importa.

E resta o tempo para ser apreciado. Se o medo de outrem, ou qualquer outra falta de desejo que o freie, deixa a gélida sensação dos deveres descumpridos, entre a razão, prova-se que todos os caminhos foram percorridos, mas nem todos os perigos foram enfrentados. E ainda doem.

O que se tem por fim, enfim, são palavras válidas que perdem direito de trânsito. - proibidos sentidos, pensamentos sob censura, cláusula para os sonhos. O que resta é pouco e já não aquece as ingratas mãos que, por hora, ainda estão disposta a continuar ferindo a si mesmas pelo desejo de divisas da existência.

E já que as palavras, por quaisquer que sejam, parecem ínfimas em suas funções, é permitido a elas calar. Se o silêncio antes fora condenável, hoje é questão de honra ou sobrevivência;. Cada vez que é quebrado, perde-se um pouco da pulsação e, em pouco, ele se tornará insuficiente às funções. É a morte do eterno que jamais existiu.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

sábado, 31 de janeiro de 2009

*Astúcia, manha, subtileza; subterfúgio...

- Um pouco de vinho quente com biscoitos...
- Obrigada.
- Acho que fui muito duro com a garota do copo de água. Me conta: o garoto com quem ela cruzou... eles se reviram?
- Não. Eles não se interessam pelas mesmas coisas.
- Sabe? A sorte é como o Tour de France. Esperamos tanto e passa tão rápido. Quando chega a hora, é preciso saltar sem hesitar.

(...)

- Senhor, quando o dedo mostra o céu, o imbecil olha o dedo.

(...)

- Então é este, com a mão pra cima?
- Sim.
- Ela está apaixonada por ele?
- Está...
- Acho que está na hora de ela assumir o risco.
- Justamente, ela está pensando em um estratagema*...
- Ela gosta disso. De estratagemas.
- Sim.
- Na verdade, ela é um pouco covarde. Acho que é por isso que não consegui captar seu olhar.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Cenas do próximo capítulo

São incontáveis noites de palavras, versos e contos. O desconforto já deu lugar à tranquilidade, da pacificidade daqueles quem têm pouco ou nada para esconder. Do momento propício fez-se um outro da mesma angústia confortável. Aquela frustrante sensação de vislumbre, do mesmo sentimento carnal, espiritual, emocional, imutável.

Pensa, então, depois do fato consumado não-consumado, na origem da lacuna. É porque a perfeição simplesmente não existe, então seria melhor tomar o impulso como conselheiro a ficar calculando o instante certo. Ele nunca chega a não sei que você decida: é esse!

Mas momentos servem para fazer pensar. Não apenas pra refletir sobre o foi ou o que deixou de ser, mas no que será mais adiante. Daqui pra frente... o que será daqui pra frente? É um caminho sem volta, correto?.

É bom quando a gente pára pra pensar, mesmo que pôr os pensamentos no papel não seja das tarefas mais fáceis. Não como antes.

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Nota: Um momento insone em meio a madrugada mais três horas desta manhã e nada. Compreendemos que não dá mais pra racionalizar.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Lição de moral I

Eu recebo umas frases de efeito, textos de auto-ajuda e coisas afins na minha caixa de e-mail. Geralmente, elas acabam na lixeira eletrônica, simplesmente por que eu não acredito que terei 200 anos de azar se não encaminhar tal e-mail para 5 mil pessoas e coisas do tipo.
Também acho macabro quando as pessoas encaminham avisos que traficante de órgãos em boates, seringas contaminadas em cadeiras de cinema e seqüestros nos quais os bandidos, após receber o resgate, devolvem a vítima totalmente contaminada, com num sei quantos tipos diferentes de doenças.

Bem, o pretexto deste texto (ui!) é dar utilidade a uma destas muitas mensagens que recebemos todos os dias, mas que, lida com atenção, faz você pensar: "Como é que eu não pensei nisso antes?"

Pois é...

Uma mulher acordou uma manhã após a quimioterapia, olhou no espelho e percebeu que tinha somente três fios de cabelo na cabeça. "Bom", ela disse,"acho que vou trançar meus cabelos hoje". Assim ela fez e teve um dia maravilhoso.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e viu que tinha somente dois fios de cabelo na cabeça. "Hummm", ela disse, "acho que vou repartir meu cabelo no meio hoje". Assim ela fez e teve um dia magnífico.
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que tinha apenas um único fio de cabelo na cabeça. "Bem", ela disse, "hoje vou amarrar meu cabelo como um rabo de cavalo". Assim ela fez e teve um dia divertido.
No dia seguinte, ela acordou, olhou no espelho e percebeu que não havia nenhum fio de cabelo na cabeça. "Yeeesss", ela exclamou, "hoje não tenho que pentear meu cabelo".

Atitude é tudo! Seja mais humano e agradável com as pessoas. Cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de batalha. Viva com simplicidade, ame generosamente. Cuide-se intensamente, fale com gentileza e, principalmente, não reclame.
Se preocupe em agradecer pelo que você é e por tudo o que tem!