segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Letra e música [1]

Pétala
Djavan

O seu amor
Reluz
Que nem riqueza
Asa do meu destino
Clareza do tino
Pétala
De estrela caindo
Bem devagar...

Oh! meu amor!
Viver
É todo sacrifício
Feito em seu nome
Quanto mais desejo
Um beijo, um beijo seu
Muito mais eu vejo
Gosto em viver
Viver!

Por ser exato
O amor não cabe em si
Por ser encantado
O amor revela-se
O Ser amor
Invade
E fim!!...(3x)

domingo, 21 de dezembro de 2008

O nosso amor a gente inventa

(Estória Romântica)

Composição: Cazuza / Rogério Meanda / João Rebouças

O teu amor é uma mentira
Que a minha vaidade quer
E o meu, poesia de cego
Você não pode ver...

Não pode ver que no meu mundo
Um troço qualquer morreu
Num corte lento e profundo
Entre você e eu...

O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba a gente pensa
Que ele nunca existiu...

O nosso amor a gente inventa
Inventa
O nosso amor
A gente inventa...

Te ver não é mais tão bacana
Quanto a semana passada
Você nem arrumou a cama
Parece que fugiu de casa...

Mas ficou tudo fora de lugar
Café sem açúcar, dança sem par
Você podia ao menos me contar
Uma história romântica...

O nosso amor
A gente inventa
Prá se distrair
E quando acaba
A gente pensa
Que ele nunca existiu...

Mas ficou tudo fora de lugar
Café sem açúcar, dança sem par
Você podia ao menos me contar
Uma história romântica...

O nosso amor a gente inventa
Prá se distrair
E quando acaba a gente pensa
Que ele nunca existiu...

O nosso amor a gente inventa
Inventa...
O nosso amor a gente inventa...

sábado, 13 de dezembro de 2008

Quando o silêncio diz tudo

Segundo os organizadores do protesto, os cocos representam a cabeça humana. De acordo com a ONG, esse é o alvo mais freqüente nas mortes violentas no Rio. (Foto: André Teixeira / Ag. O globo)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

O que as maduras querem?

Eu não gosto se ser repetitiva ou ficar reproduzindo os assuntos mais comentados do momento. Mas, é impossível fugir do óbvio nesse momento e comentar com um e com outro sobre a morte de Marcelo Silva (mais conhecido como ex-marido de Susana Vieira).

Eu li algumas matérias e posts em blogs famoso. Inclusive, assisti a um vídeo ridículo que mostrava o corpo do falecido, bem trajado em uma sunga Diesel. O blog comentava que o ex-PM morreu como tinha vivido: de sunga branca.

Enfim...

Agora há pouco, li algo mais interessante sobre o ocorrido. Então, resolvi abrir espaço aqui para o pensamento alheio. O texto foca pra outro lado, assim como eu gostaria de ter feito...

Eu concordo com "envelhecer dignamente". Embora use anti-rugas desde os 20, não almejo ser uma senhora à Vera Fisher - esticada e bancando a garotona (nada contra, Dona Vera...).

Segue:


BARBARA GANCIAO

O que as maduras querem?

Que tipo de troca terá existido entre a atriz Susana Vieira e esse pobre rapaz de vida desperdiçada?

CAFAJESTE, TOSCO , aproveitador, truculento, drogado, imoral... De uns meses para cá, Marcelo Silva, 38, ex-marido de Susana Vieira, 66, encontrado morto em um apart-hotel da Barra da Tijuca na manhã de ontem, vinha sendo chamado de tudo um pouco.Recentemente, em seu programa matutino, a apresentadora Ana Maria Braga chegou a sugerir que a melhor coisa que ele poderia fazer seria "desaparecer da face da terra".

Ex-policial militar com histórico de agressão física contra mulheres e internação por dependência de drogas, Marcelo não parecia muito preocupado com sua reputação.Ao sair de mala e cuia da casa de Susana, no mês passado, ele declarou: "Hoje sou um homem aliviado. O que adianta comer picanha argentina num restaurante chique e não digerir a comida? Hoje, eu como alcatra num restaurante barato e tenho uma boa digestão".

Não sou do tipo que transforma capetas em santos só porque eles passaram desta para melhor. Mas, quer saber? Marcelo Silva, que Deus o tenha, com todas as suas fraquezas e limitações, não é o principal problema desta triste novela.Vamos e venhamos: o que Susana Vieira e outras mulheres maduras como ela procuram? O que a atriz estava querendo quando se casou com um rapagão enxuto, dependente de drogas e 28 anos mais jovem do que ela? Amor eterno? Estabilidade conjugal? Um bezerrinho para chamar de seu?A metáfora sobre a alcatra e a picanha utilizada por Marcelo Silva pode não ser digna de constar do livro de etiqueta de Marcelino de Carvalho, mas pulula de franqueza.Ou será que existe algum homem sarado na faixa dos trintinha que prefira uma picanha de 66 anos a uma alcatra de 27 -a idade da amante de Marcelo que acabou se tornando o pivô da separação?

Com o advento do botox e das várias técnicas de recauchutagem (e de reposição hormonal) hoje disponíveis para quem se recusa a envelhecer com dignidade, a mulherada passou a acreditar que bastou ter dinheiro e o telefone de um bom dermatologista para adiar o inevitável.Mas um dia a casa cai. E se não cai, ficam todas com a cara das senhorinhas daquele filme "Mulheres Perfeitas" ("The Stepford Wives", 2004), que parecem saídas da mesma cadeia de montagem.Freud já não perguntava o que as mulheres querem? Pois, tudo ao mesmo tempo é que não dá para ser. Ou bem a endinheirada poderosa se contenta com prazeres pontuais da carne ou opta pelo companheirismo (e conseqüente enfado) que um relacionamento maduro é capaz de proporcionar.

Veja: não estou tecendo julgamento, longe de mim, mas a curiosidade me corrói as paredes internas do estômago. Sempre que vejo esses casais em que um dos cônjuges é bem mais velho do que o outro, eu me pergunto: sobre o que será que eles conversam? O que será que a Ana Maria Braga cavaqueia com seu mais recente marido? Que tipo de troca terá existido entre Susana Vieira e esse pobre rapaz de vida desperdiçada? Sobre que assuntos o Olacyr de Moraes confabula com suas jovens amigas?

Se alguém souber a resposta, por favor me diga.
barbara@uol.com.br
mailto:iga.barbara@uol.com.brwww.barbaragancia.com.br

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Até tu, Mônica??

Ainda no mesmo clima saudosista do post anterior, vim registrar aqui minha surpresa com a notícia de que a Turma da Mônica também cresceu! Li a chamada e logo pensei: "como assim?? Até tu, Mônica??".

Pois é...

Apostando em uma série de fatores, Maurício de Souza lançou uma nova revista, a Turma da Mônica Jovem, que já choca só pela capa. Afinal, nenhum fã da turma está totalmente preparado para ver Mônica e Cebolinha trocando beijos adolescentes, né? Olha só:


"FORTES EMOÇÕES" Capa do exemplar, já nas bancas

Eu sou tradicional, ainda mais quando se trata de coisas tradicionais. Confesso que fiquei incomodada com essa nova proposta teen (odeio esse termo) pra Turma e muito mais pelo fato da Mônica (meu quase alter-ego) não ser mais "baixinha, dentuça e gorducha". Aí, o próprio Maurício explicou o porquê da minha angústia:

"(...) Mas é capaz que os mais velhos falem: 'pecado, isso não poderia ter acontecido. Meus ídolos de infância envelheceram, eu eu também envelheci'".


Ok, Maurício... me mate!


A versão crescida da Turma da Mônica ainda está em "teste" e traz os nossos personagens em versão adolescente, estilo mangá.



Primeiro beijo de Mônica e Cebolinha



Pra ler a matéria completa, basta clicar no título desta postagem. Adianto logo: Cascão tomando banho, Maurício, não dá!!!

Hunf!!!!


E eu/ Gostava tanto de você/ Gostava tanto de você...



*
*
*

Musique-se

Turma da Mônica
Composição: Indisponível

Sou a Mônica, sou a Mônica
Dentucinha e sabichona
Sou a Mônica, sou a Mônica
Tão teimosa e tão mandona
Quando diz que sim, quando diz que não
Mostra ter opinião
Fico sempre falando e brincando
Na sua imaginação

Ela inventa tudo que é brinquedo
Com a turminha gosta de brincar
Se as meninas têm algum segredo
Logo vêm correndo me contar

Se alguém sorrir, se alguém sorrir
Aí nossa turma pode vir
Se alguém chorar, se alguém chorar
Estou sempre eu para ajudar
Mas se algum menino me contrariar
Vou mostrar que eu não sou boba não
Vou lhe dando uma coelhada
E ele vai até cair no chão.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Aí um dia

Aquele ciclo diário de amanhecer e alvorecer camufla o passar do tempo em meio à rotina. Os dias passam e carregam semanas, meses, anos... e, se você não for um exímio observador, nem se dará conta disso.

E ele continuou a passar. Você cresceu, viu suas mudanças físicas e nem se deu conta de que estava envelhecendo, apesar de nem se reconhecer mais nas fotos de anos trás. E quando, finalmente, percebeu o tempo, lamentou-se por todas as coisas que deixou de fazer, por todas que renegou para depois. Aí nessa hora, lembrou de pessoas que passaram, de oportunidades perdidas e de tantas outras coisas.

O problema é que, de tanto ver os dias amanhecerem e anoitecerem, de tanto ver o amanhã chegando, você se aquieta e vira mero expectador. Sentado, lamenta demais e reage de menos.

Por esses dias, comecei a perceber que não vou mesmo conseguir segurar o tempo. Já vi os primeiros sinais de idade nos meus pais, vejo amigos de infância casando e me pergunto onde estava que não vi as coisas acontecerem?

De hoje em diante, ficarei bem atenta às horas do dia, cientes que elas são tão parte da vida quanto os sonhos e planos que almejamos para o futuro.

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Fiquei por três dias cozinhando esse texto até postá-lo aqui. Não sabia exatamente o que ele queria dizer, mas achava que não tinha mais nada a acrescentar. Acho lições de vida tão inúteis quanto as de moral e seria totalmente dispensável, como assim é, que eu tornasse este texto uma lição de como enxergar as coisas.

Creio que não somos nós que fazemos nossas escolhas, mas que elas também nos fazem. Eu sou resultado de cada uma das minhas escolhas; e mesmo que, aqui, não queira a elas creditar qualquer predicado, não me arrependo de qualquer uma delas.

Hoje, recebi por e-mail um vídeo muito inspirador. Era o que eu precisava para me fazer compreender aqui. Acesse:


http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=-3827595897016378253&hl

Musique-se

Alvorada
(Cartola)

Alvorada lá no morro, que beleza
Ninguém chora, não há tristeza
Ninguém sente dissabor
O sol colorindo é tão lindo, é tão lindo
E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo (a alvorada )

Você também me lembra a alvorada
Quando chega iluminando
Meus caminhos tão sem vida
E o que me resta é bem pouco
Ou quase nada, do que ir assim, vagando
Nesta estrada perdida

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Ele, o Jornalismo, e suas agruras

Faz medo os sinais de abandono por aqui. Entro sem querer e me deparo com uma postagem de meses atrás. Aceito a acusação de que, realmente, perdi o prazer de escrever por prazer.

Colei grau e agora tenho registro de jornalista, o que me habilitaria a transcrever verdades que construiriam verdades. Mas depois de tanto sacrifício, financeiros e noturnos, querem cassar o meu diploma! É... aí bate um desânimo.
Raul dizia inúmeras verdades em Cowboy fora da lei e entre elas, os cortantes versos que escracham:


"Eu não preciso ler jornais, mentir sozinho eu sou capaz..."

Partidário da mesma idéia, Cazuza fora também taxativo em Medieval II (1986) quando disse:

"Eu acredito nas besteiras que eu leio no jornal..."

É o descrédito que, de tão grande e tão antigo, permite que se cogite a possibilidade de dispensar um jornalista de uma formação acadêmica, que o obrigue a conhecer seu compromisso social, as técnicas para o "fazer jornalístico" e algumas doses de ética. E talvez seja esse o ponto: embora devesse ser o norte de todo profissional, o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros para ter sido escrito em outro mundo, bem longe daqui.

Hoje, os jornais (aqueles conglomerados de mentiras e besteiras, segundo os poetas citados) divulgaram a concorrência do vestibular daqui. Jornalismo vem lá em cima da lista, com mais de 16 candidatos por vaga que sonham com alguma coisa a qual desconheço. Isso me faz pensar sobre os motivos pelos quais, entre tantas opções mais vantajosas (nas quais você ganha mais e pode até trabalhar menos), um ser opta por ser jornalista. Sem crédito, sem credibilidade, sem dinheiro e sem tempo...
Tive que responder a esta pergunta para a seleção do curso da Editora Abril e a resposta, tenho que confessar, não saiu satisfatória e não convenceu nem a mim mesma. Em 4 mil toques, eu teria que dissertar sobre quem sou e o porquê de ter escolhido o jornalismo como profissão. Oras! Tinha nada mais prático? Ainda não encontrei uma única criatura capaz de dar boas explicações pela escolha mal feita. Uma amiga que também fez o texto, começou o seu tratando da dificuldade do questionamento. Eu confesso [2]: Nunca tinha pensando sobre isso. Na verdade, eu queria ser médica e professora de português.
Agora, caro leitor, não sei se posso tecer comentário de total credibilidade, já que faço parte "dessa sub-raça safada". Todavia, devo registrar que este é um dos mals necessários e sendo tão atrelado à sociedade, só poderia ser "sua imagem e semelhança". Aprimorando, acaba sendo até um pouco mais fétido. O jornalismo tem dessas coisas.
Perdoem-me por talvez me colocar totalmente contrária aos seus eventuais conceitos. O fato é que sempre veremos com outros olhos, porém não menos críticos, a satisfação em noticiar, o orgulho de portar um nobre compromisso social e, ainda (embora para poucos, infelizmente), a missão de cumprir nosso papel de forma ética. Mesmo que, muitas vezes, ela ponha em risco nossos empregos. Parcos, mas vitais.
Confesso [3]: parece brincadeira.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

O Intra-Cranianos defende essa causa!

Em Defesa do Diploma - Ato em SP reúne jornalistas de todo País

Site do SJSP

Representantes da FENAJ e de 31 sindicatos de jornalistas de todo o País participaram hoje (20/08) de uma manifestação em defesa do diploma e da regulamentação da profissão. O ato foi em frente à Superintendência Regional do Trabalho e precedeu a abertura oficial do 33º Congresso Nacional da categoria, que acontece até este final de semana em São Paulo.

O objetivo da manifestação era esclarecer a população que está nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF) a decisão final sobre a obrigatoriedade da formação superior específica para o exercício do jornalismo, notícia que as pessoas não estão vendo nos jornais ou na TV, porque não é do interesse das empresas de comunicação.“Nossa profissão corre o risco de um grande retrocesso, que é a perda da sua regulamentação, conquistada com anos de luta. Quem tem interesse nisso são as empresas, para quem ficará fácil contratar qualquer pessoa para trabalhar, não pagar direitos, não pagar horas extras. Isso prejudica os jornalistas, aumenta a precarização do trabalho nos jornais, nas televisões. Mas também atinge a qualidade da informação, o direito de todo cidadão a ser bem informado”, destacou o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo.

O presidente do SJSP, José Augusto Camargo, afirmou que defender o fim do diploma é do interesse das empresas de comunicação, e vai na contramão da necessidade de qualificação crescente em qualquer área de trabalho: “Isso não vale só para o jornalismo, mas para qualquer profissão”.Aniela Almeida, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Paraná, ressaltou que a importância da exigência do diploma está no fato de que ter uma formação técnica e ética ajuda o profissional a garantir o direito à informação independente e plural. “O jornalista tem o dever de assegurar que as diversas opiniões ou as diversas versões de um mesmo fato tenham seus espaços garantidos nas mídias. Os patrões dizem que a exigência de uma formação específica vai contra a liberdade de expressão. Mas isso é o que eles mesmos estão estimulando. Caso se confirme a desregulamentação, a mídia do País pode mergulhar no amadorismo, na precarização. Queremos discutir isso com a sociedade, para que apóie a nossa luta”.

Para Jim Boumelha, presidente da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ), também presente ao ato, além da regulamentação profissional - tratada de diferentes formas de acordo com as peculiaridades de cada País -, os profissionais brasileiros devem discutir que tipo de jornalismo querem fazer: “Em novembro do ano passado, profissionais de vários países da Europa fizeram manifestações, discutiram o futuro do jornalismo. Não apenas o papel e o status quo do jornalista, mas a qualidade do trabalho que se quer fazer”.