"Muito pouco", composição de Paulinho Moska, voz de Maria Rita.
Pronto
Agora que voltou tudo ao normal
Talvez você consiga ser menos rei e um pouco mais real
Esqueça
As horas nunca andam para trás
Todo dia é dia de aprender um pouco do muito que a vida traz
Mas muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louca
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouca
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero mais
Chega!
Não me condene pelo seu penar
Pesos e medidas não servem pra ninguém poder nos comparar
Porque
Eu não pertenço ao mesmo lugar
Em que você se afunda tão raso
Não dá nem pra tentar te salvar
Porque muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louca
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouca
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero ...
...veja
A qualidade está inferior
E não é a quantidade que faz a estrutura de um grande amor
Simplesmente seja
O que você julgar ser o melhor
Mas lembre-se que tudo que começa com muito pode acabar muito pior
E muito pra mim é tão pouco
E pouco é um pouco demais
Viver tá me deixando louca
Não sei mais do que sou capaz
Gritando pra não ficar rouca
Em guerra lutando por paz
Muito pra mim é tão pouco
E pouco eu não quero mais
(...)
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
sábado, 21 de agosto de 2010
Salvador, dia 1
Salvador é cansativa, desordenada, estranha. Lembra o Recife, mas muito mais sem lógica e acho que pro turista de fora do País, soa curiosa, barulhenta, mas ritmica. O pessoal daqui, o tal do baiano, parece que veio à Terra a passeio. Sabe música de Dorival Caymmi, pisada lenta, som de leve, em um ritmo despretencioso, ora sem pressa, ora sem perfeição. É bem por aí.
Pensava que era lenda, mas o negócio é sério.
Ontem, cheguei a uma conclusão: na Gol, não é serviço, é FAVOR de bordo.
Ah... de novo. Tem certas coisas que não mudam mesmo.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
de palavras e sentidos, O JOGO
Mudar para ser sempre o mesmo. Recriar para manter as sensações. Dividir para continuar único.
Receber, processar e digerir
Refazer, renascer, repartir
E talvez para mostrar que o tempo, apesar do contínuo movimento, é capaz de transplantar as coisas as seus lugares devidos.
Receber, processar e digerir
Refazer, renascer, repartir
E talvez para mostrar que o tempo, apesar do contínuo movimento, é capaz de transplantar as coisas as seus lugares devidos.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
E se puder me manda uma notícia boa
Samba de Orly, de Chico Buarque, na voz de Vinicius e Toquinho
Mas não diga nada/ Que nos viu chorando/ E pros da pesada, diz que eu vou levando...
domingo, 15 de agosto de 2010
"Todo dia é dia de usar cristais"
Hoje, durante os preparativos para um evento noturno (leia-se: baile de formatura da minha editora, Lorena Ferrário, que como todo bom jornalista, abriu outra estrada no caminho), estava na casa de uma amiga - fofocando, maquiando e se chamando de gorda na frente do espelho. Eis que surge a dúvida:
- Eita! É justo usar meu Swarovski pela primeira vez nessa ocasião? - perguntei.
- "Claro... todo dia é dia de usar 'brilhantes'"
A resposta foi totalmente pertinente, (quase) tão pertinente quanto a minha "intuição" para não beber nesta noite. Pensei, pensei... mas fiquei na água e no refrigerante. Lá pras 3h30, já sentada ao lado da chefe e já depois de termos tirado fotos dos nossos pés imundos, decidi pegar o rumo de casa. E lá fui...
Seguindo na avenida 17 de agosto, logo depois da curva da praça de Casa Forte, uma mega operação para pegar os festeiros "ousados". Já tinha um monte de carros lá parados e os policiais passando sermão e caneta no povo quando o "guardinha" me fez sinal. Parei, mostrei habilitação, documento do carro (DESSA VEZ, tudo certo) e fui singelamente convidada para o teste de bafômetro. Desci descalça mesmo e achei graça da cara do policial, que tava crente que tinha pego outro bêbado.
(...)
sábado, 14 de agosto de 2010
Hã? Aqui e hoje
O que me importa, agora, andar na (sua) linha, tramar desculpas, escapar do zelo de não ser?
E o que me importa se, pra você, as (minhas) palavras já não têm a mesma superficial profundidade - não tocam mais, não tecem mais, não são tão mais?
E o que mais me importa senão mostrar que posso, além de ser tudo aquilo que me vem nomeado em rótulos, ser somente o que (me) convém?
Daqui a pouco, vai fazer tempo. Então, nem vai mais importar, como ainda importa hoje. O que era encontro, volta a ser lembrança e do que hoje ainda se lembra, esquecimento.
E o que me importa se continuar sonhando com o quê (ainda) não tenho, mesmo que passe tempo suficiente para faltar paciência?
Já não vai importar mais nada. Posso acreditar.
Posso?
domingo, 8 de agosto de 2010
Oficialmente, o último mês
Prestes a fazer dois anos de formada, estou nos meus últimos dias como "foca". Eis que, finalmente, descobri o motivo para tão "singela" e "simpática" nomenclatura. Olha que lindo (para ver uma lista com alguns verbetes do "dialeto" das redações, clique AQUI):
Foca
Segundo o Guia dos Curiosos, organizado por Marcelo Duarte, o termo “foca” traduz o novato. No guia, que tem um parágrafo sobre o tema, Tião Gomes Pinto, diretor de redação da Revista Imprensa explica que “O foca sempre entra numa fria”, “aprende rápido a realizar pequenas tarefas em troca de poucas sardinhas”, “fica boiando o tempo todo”, “ele tem um ar puro, inocente”. O jornalista até criou uma lista de discussão na internet onde alguns colegas dão explicações mais etimológicas. “Foca vem da palavra latina fócula, utilizada para designar ignorantes próximos do poder e subservientes ao extremo”.
Vovô,
Eu tenho tantas cartas e bilhetes endereçados a mim pelo senhor e, somente agora, percebi que ainda não havia retribuído. Acho que o senhor, como exímio “escrivinhador”, sabe o poder das (boas) palavras tanto quanto eu, que desde cedo me peguei vaidosa e emocionada com as linhas que me dedicou tão carinhosamente todos estes anos - 27, para ser mais exata.
Eu tive o grande privilégio de ter crescido sob as asas dos meus avós, os quatro, cada qual com sua peculiaridade enriquecedora. Mas talvez por uma questão de identidade, meus progenitores paternos sempre foram muito “família”, uma coisa próxima e cheia de afeição. Sempre foram colo certo, música boa e abrigo para fins de semana que enchem minha cabeça de boas lembranças.
Todas as minhas festas serão “grandes aniversários” e eu jamais ficarei ofendida de ouvir a expressão “meu menininho” endereça a mim, mesmo sendo a "menina alegre, de sorriso fácil e pensamento ágil". Eu me sentia mesmo o moleque respaldado pela melhor das defesas, liberado para criar o que quisesse, sem perder a identidade feminina sempre tema de versos seus. Tenho e sempre tive o melhor dos advogados.
Como jornalista, preciso noticiar, registrar para a posteridade, todo afeto que nutro pelos dois personagens mais controversos das minhas narrativas. Vovô e vovó, sempre os dois, a reger os atos mais nostálgicos, mas nem por isso tristes, que tenho guardados. O senhor, em especial, é o “DJ” mais importante da minha vida – aquele de quem meu pai herdou o gosto musical que me pauta até hoje. Sempre que alguém me questiona por esse ou aquele “conhecimento” musical que seria muito além da minha idade, “gosto de velho”, como dizem alguns amigos meus, eu delato logo: “vovô sempre ouviu isso”. Assim, eu cresci com certa intimidade com Nelson Gonçalves, Nubia Lafayette, Chico Buarque e por aí vão os sem números de boas vozes que aprendi a gostar a partir da sua radiola. Aliás, a sua radiola, vovô, é algo tão “preenchedor” que eu só sosseguei quando comprei (ganhei, na verdade) uma para colocar no meu quarto. Assim, poderei ter domingos ao som de vinis, como sempre tive.
Orgulha-me muito sentir o amor que meu pai tem pelo senhor, e que ele conseguiu me transmitir. Um amor muito ligado a um profundo respeito pela sua figura bonachona e cheia de palavras de calma a carinho.
Como eu digo a todo mundo: meu avô é uma delícia!
Decididamente, vovô, o senhor é o amor da minha vida.
Um beijo de mangaba.
Tati
terça-feira, 27 de julho de 2010
Tempo, tempo, tempo...
Faz alguns posts que eu reflito [sempre bom] sobre o tal do tempo. Acontece que faz tempo que não sei bem o que é tê-lo, então acabo tendo mesmo que escrever a respeito pra ver se lembro. As coisas vão se amontoando, as tarefas vão ficando pra depois e se acumulando; quando vejo, adeus fim de semana, adeus radiola, adeus máquina fotográfia. Ah, e adeus blog.
A minha "falta" de tempo foi motivo de piada no passado, quando era apenas uma desculpa esfarrapada para evitar essa ou aquela programação que eu não estava com muita vontade de fazer. Eu não mentia, não é isso, mas as atividades que me mantinham ocupada poderiam ser facilmente renegadas, se a proposta fosse muito tentadora (ou o convite, uma intimação). Hoje, minha falta de tempo continua sendo piada para alguns, mas motivo de reclamação e até de rompimento para outros. A verdade é que eu não tenho conseguido administrar as obrigações e acaba que o prazer fica pra depois.
Aliás, falando nisso, me ocorre agora que nunca foi muito diferente. Na minha escala hierárquica, os primeiros lugares sempre foram ocupados pelo que eu queria deixar pra depois, mas não podia. Também tinha colocação inferior para o que merecia mais atenção e muito mais tempo (perdido) com aquilo que não tinha nenhuma importância.
Muitas vezes fico com a sensação de estar perdendo tempo...
Dá tempo de corrigir?
(...)
terça-feira, 20 de julho de 2010
Um ano, uma vela a mais
Datas como esta dão sensações diversas. Eu sempre gostei de ver os anos passando, sempre queria ficar um ano mais velha para desfrutar das "liberdades" de ter 8, 9, 10 anos de idade. Aos sete, queria chegar logo aos 10 e perguntava: "mãe, quando eu fizer 10 anos, vou poder passar ferro nas roupas de Eduardo?". Aos 12, vi um carro passando pela rua, num dia que voltava na escola, e contei nos dedos quantos anos ainda faltavam para eu completar 18 anos e poder, também, dirigir. "Seis anos ainda. Droga". Hoje, faz nove anos.
Acho que falar que o tempo é impiedoso é redundância, lugar comum. Ele é muito mais que isso. Faz parte de sua natureza mudar as coisas, transformar as pessoas e dar novos sentidos. A expressão "dar tempo ao tempo" pode significar tanta coisa. Antes de tudo, insiste que temos que ter paciência. As coisas têm seu próprio momento e nada que façamos vai acelerar. É uma máxima tão comum esta, mas tão esquecida.
Espero apenas que as mudanças sejam mais brandas, quiçá somente físicas. Que eu continue a acreditar fielmente no que é importante hoje, conjunto que inclui amigos, verdade e esforço.
O tempo sempre foi bom comigo; tenho ainda a impressão que consigo aperfeiçoar a minha capacidade de pensar. Transformar verdades é um ato corriqueiro e eu sempre me surpreendo. Quase diariamente. Mas a mesma capacidade que o tempo tem de mudar as coisas, ele tem que firmar outras. Hoje, no dia que completo 27 anos, tenho uma fria convicção de que ainda viverei para ver tantas outas verdades mudarem de lado. Só quero uma vela a mais a cada ano para juntar os amados. Preenche a vida.
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