Obrigada, Jou... também de amo, querida!
segunda-feira, 20 de julho de 2009
sábado, 18 de julho de 2009
Estação Retrô - aquecimento
Dr. Silvana e Cia
Você é meiga demais
Por você sou capaz de roubar até a lua
Você é linda de olhar e ao te ver passar
Eu só queria sempre estar na tua
Você é a criança esperta que na hora certa sabe ser mulher
Você é cabeça feita, a musa perfeita que qualquer poeta quer
Você é chocolate com licor de cereja
Torta de morango com creme de chantilly
Sorvete especial de sobremesa
Você é a coisa mais gostosa que eu já conheci
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Michael Macunaíma Jackson: A mídia x o astro pop
Nova estátua de cera de Michael Jackson, no museu Madame Tussauds (Foto: Joel Ryan/AP)Ah, antes de qualquer palavra que possa me comprometer, sinto-me na obrigação de assumir que me enquadro no grupo dos que traçam opiniões (por vezes, furadas) sobre tudo.
Senhores, primeiramente, pergunto-me qual seria a maneira mais adequada da família Jackson se posicionar diante da morte de Michael. Pergunto-lhes se seria preferível que houvessem optado por resguardar o momento somente aos próximos ou se era direito adquirido do público, que durante essas mais de quatro décadas deu o real sentido à carreira de Michael, presenciar a despedida. A dor da família, da mãe, dos filhos, merecia mais respeito e mais silêncio. Seria somente deles o direito intransferível a prestar homenagens à memória do filho mais talentoso, correto? Mas como afastar fãs, mídia e os sempre presentes "urubus" de um acontecimento como este? Por si só, o simples fato de Michael ter morrido já deixou parte do mundo chocado, incrédulo.
E só para não desvirtuar de sua habitual postura, também na morte, ele surpreendeu. De início, fiquei frustrada com o "simples" infarto que o matou, mas depois, convenhamos, os próprios fatos se encarregaram de desenhar para Jackson a morte que se imagina para um astro de sua grandeza.
A questão dois: Li alguns textos que criticaram veementemente a cobertura maciça que toda mídia terráquea concedeu ao óbito. Oras, teria como ser diferente? Imagine a construção de uma cena em que Michael Jackson morre, o Jornal Nacional avisa aos interessados e depois do “boa noite”, encerra-se o assunto. Ficaria só o vácuo...
Ao contrário. No dia 25, ainda diante da certeza-nem-tão-absoluta, que dependia de um boletim médico oficial para se tornar igualmente oficial, os veteranos da bancada do JN, que já narraram tudo o que foi de desastre (de terremotos a explosão de avião) engasgaram no ar. Isso, com direito a pedido de desculpas: “estamos emocionados com a morte de Michael Jackson”.
O dia 26 amanheceu com o mundo falando do mesmo assunto. Jackson, ainda quente, o infarto e fãs (e não-fãs) meio abestalhados, sem saber o que tinha acontecido. “Esse homem não ia fazer uma turnê por esses dias? Como é que ele morreu?”, ouvi, muda. Sabe-se lá.
Pequena pausa: A mídia, inclusive, foi acusada de tentativa de “canonização” do astro pop. Vejam só vocês... imaginem! Todo o mundo acometido por uma perda súbita de memória. Ninguém mais lembra dos escândalos, da excentricidade. Aquela imagem de um bebê balançando na janela foi um delírio coletivo. Agora, voltamos à razão e reconhecemos em Michael Jackson o mesmo ar inocente, diria, imaculado, de quando ele tinha seus quatro, cinco anos, e vivia sobre o açoite paterno.
Pode ser difícil entender, mas a lógica é simples. A mídia é sim poderosíssima, implacável, impiedosa e blá, blá, blá, mas não subestimem a capacidade da tal opinião pública. Imagine: Michael Jackson santificado... Igreja de São Michael Jackson protetor dos amantes do pop...
Outra pausa: Curiosíssimo o artigo publicado no site do Observatório da Imprensa, destacando o “grande feito” da revista Piauí que trouxe na capa da sua última edição uma chamada deixando bem claro que não falaria sobre Michael. O artigo festejava a revista, a sua originalidade de avisar aos seus leitores que ignoraria Jackson, a histeria causada pela sua morte, os mistérios que envolvem causa e efeitos.
Na verdade, to achando que faltou foi pauteiro nessa história. Não surgiu nenhuma idéia legal para explorar outras vertentes do fato, aí eles acharam por bem não tocar no assunto. O melhor é que tocaram, e na capa... bem, acho que eles ficaram sem ter o que acrescentar. Todo mundo já tinha dito tudo.
Foi isso?
Câmbio, desligo e fico no aguardo!
Obs: Palmas para Eugênio Bucci que conseguiu me surpreender. Ninguém conseguiu adjetivar Michael de forma mais criativa que ele com o “singelo pseudônimo” de “crooner dançante”. Bucci, o que é isso? Despeito ou ignorância?
Obs2: E como minha capacidade ócio-criativa é uma beleza, fiz mentalmente um novo rótulo para adicionar a MJ. Por que não compará-lo a Macunaíma? Índio negro que virou branco, e herói sem nenhum caráter. Taí. Gostei.
***
O FATO É...
Em 15 anos, o Senado Federal conseguiu atingir a marca de 663 atos secretos. E pra completar, veja só... está lembrado daquela história escabrosa de "cartões corporativos" (leia-se o cartão de crédito que político gasta e a gente paga)? Pois bem, não fosse a farra em 2008, quando foram gastos R$ 4,8 milhões, esse ano a fatura vem mais alta ainda. Até agora, os gastos já somam R$ 4,08 milhões (e ainda temos mais de cinco meses pela frente), dos quais apenas R$ 20 mil (VINTE MIL REAIS - menos do que o valor do meu carro), equivalente a 0,5% foram declarados. O restante, pasmem, é considerado DESPESA SECRETA. Os dados são do Transparência, site mantido pela Controladoria Geral da União.
E SOBRE O DIPLOMA (fonte: Observatório da Imprensa)
Advogado brigão
O advogado Francisco Rogério Del Corsi, defensor de Camila Dolabela, acusada de matar uma jovem num jogo de RPG, comportou-se mal a prestações. No primeiro dia, ao chegar ao Fórum de Ouro Preto, MG, no dia 1º de julho, jogou o carro contra uma repórter de TV, não conseguindo por pouco consumar o atropelamento. No dia 2, na porta do Fórum, deu um soco no fotógrafo do jornal Estado de Minas, Emmanuel Pinheiro. O soco acertou a máquina, que bateu no rosto de Pinheiro. Em seguida, ameaçou: "Depois encontro o senhor na hora em que o senhor quiser". Voltando-se para o fotógrafo do jornal O Tempo, Bruno Figueiredo, insultou sua mãe. E esbravejou: "Vocês são vagabundos, despreparados. Vocês sequer têm diploma!"
Pois é: ele, o causídico, que xingou, agrediu e tentou atropelar, tem diploma.
Opa, eu também tenho!!
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Com o coreógrafo Kenny Ortega, que estava ensaiando com Michael Jackson para sua próxima turnê em Londres, 'This is it": "Todos da família Jackson foram absolutamente amáveis e muito generosos em permitir que fôssemos parte de tudo isso hoje. Em permitir que lembremos Michael. Estamos gratos por isso".
Miss Taylor que me perdoe, mas teria sido muita ingratidão se a família resolvesse fechar o "circo" justamente em seu último espetáculo. (...)
CADA UMA...
Total sem noção a nota publicada hoje na coluna de João Alberto (que leva, modestamente, seu nome), no Diario de Pernambuco, dizendo que o velório de Michael Jackson num estádio de futebol não é nenhuma novidade. Afinal, "o funeral de Frei Damião foi no estádio do Arruda"...
terça-feira, 30 de junho de 2009
BLOGSPOT: para que serve o botão "salvar agora"?
Apesar da reestreia nessa "vida severina", ontem me dei ao desfrute de abrir mão de algumas horas de sono, sentar e atualizar esse espaço. Eis que um tilt leva todo meu texto quase pronto, duas horas da minha noite e o resto da minha paciência.
Caro webmaster: Para quê serve esta %$#@ deste botão "salvar agora", se ele não salva em momento nenhum? Foi-se Michael e o STF. Quero ver quem vai me indenizar!
Por favor, alguém me arrume uma caneta bic azul e um bom e velho bloquinho!
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Registro 4282 DRT/PE
É também totalmente favorável à educação superior de qualidade para costureiras que almejarem ser estilistas, cozinheiros que queiram virar chefs de cozinha, jardineiros que desejem virar agrônomos, conselheiros que queiram virar psicólogos ou qualquer outra pessoa que reconheça que talento precisa de técnica e estudo e que toda profissão merece RESPEITO.
Esse País tá precisando estudar mais, ler mais e relembrar do seu passado para evitar retrocessos. Ministros: ao invés de quebrar a obrigatoriedade do estudo e do conhecimento, preocupem-se em usar o poder que "lhes foi conferido" para resolver aquilo que está errado. E a lista é bem vasta.
Mas vamos em frente que o papo é longo e eu ainda tenho que estudar hoje. Em breve a gente discute isso aqui de novo...
Ah, o vídeo abaixo é bem sugestivo.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
É cada uma...
Fui intimada a prestar serviços na loja da minha mãe, agora no período de namorados. Mas não se engane, não é um mero passatempo. Sendo a loja pequena, certamente isso seria uma razão para que o trabalho, igualmente, fosse pequeno. Ledo engano... em épocas como esta, quando as pessoas tem motivos óbvios para presentear, a loja da minha mãe fica absurdamente cheia. Absurdamente entupida de gente...
Pois bem. Apesar de fazer parte de uma família voltada ao comércio, de certo, esse dom não veio adicionado aos meus genes. Além de não ter poder de persuasão para fazer alguém comprar, a paciência não é lá meu forte. Minha mãe sabe disso, então me poupa de ficar no balcão e eu fico bem instalada na embalagem. Uma semana inteira fazendo pacotes, embalando presentes.
Vamos em frente.
Sendo a loja pequena, por ora, forma-se uma enorme aglomeração. Eu olho pra fora e vejo a fila da embalagem atravessando o salão de uma ponta até outra. Bate o desespero. Pior é a criatura, mesmo vendo a multidão, insiste:
- Não pode ser embalagem prateada?
- Não, senhora, não tem deste tamanho...
- E aquela dali?
- Essa é o tamanho extra-grande, senhora. Não tenho como embalar seu chaveiro dele...
Tem quem reclame da embalagem quando eu já terminei todo trabalho. Ponho um papel cheio de corações, um laço vermelho bem fofo, colo o adesivo da loja, e...:
- Moça, esse presente é pra um amigo. Essa embalagem ficou muito gay!
- ...
O melhor do comércio, particularmente esses que ficam no centro da cidade, é ter que lidar com todo tipo de gente. Ok, não é “o melhor”, mas é interessante.
Dia desses, chega uma senhora com um pacote de uma loja de sapatos, querendo um laço para incrementar. Prontamente, a atendi. Aí ela olha pro balcão e vê um sapo de pelúcia de um cliente que estava no caixa. Drama um:
- Ah, eu quero esse sapo...
- Senhora, este sapo já tem dono, aqui é o balcão da embalagem.
- Ah, mas eu quero esse mesmo. Tome o dinheiro – diz, me empurrando uma nota de R$ 50.
- Senhora, infelizmente este já está vendido. Se a senhora quiser, pode pedir um no balcão de pelúcia. - Completei, vendo o ar de aflição do verdadeiro dono do sapo, que esperava logo atrás.
Tardelle correu e trouxe outro sapo, mas não teve jeito. Drama dois:
- Não... esse é feio – disse a senhora, sobre o sapo EXATAMENTE IGUAL ao outro – eu quero aquele.
- Mas aquele é desse senhor – explicou Tardelle, com toda paciência.
- Então eu não quero nenhum. Vou comprar em outra loja...
- Fique à vontade, senhora.
Nessa, eu já tinha me retirado, com o sangue em ebulição. É cada uma...
Mas nem só de aborrecimento vivem aqueles que vivem do comércio. Há também alguns fatos engraçados que ajudam a desopilar. Já no dia 12, passando das 19h, chegam dois rapazes que haviam comprado duas caixas e me pediram que ajudasse a acomodar os presentes nelas. Então me deram uma rosa [aquelas “solitárias”, embaladas individualmente] – eu medi, cortei o talo, amarrei e pus nas caixas. Era apenas uma parte do presente, composto ainda por um sutiã preto e uma calcinha microscópica. Com certeza, eu não caberia numa daquelas nem em 5 mil anos de dieta.
Caixa devidamente fechada, os dois, agradecidos pela minha “destreza e habilidade”, me ofereceram R$ 5 de gorjeta, que eu, educadamente, rejeitei.
- Obrigada, senhor, mas não precisa. Espero que seu presente faça sucesso.
- Vai fazer, moça... mais do que sucesso.
E sairam gargalhando.
É cada uma....
SUCESSSO Nem em 5 mil anos
sábado, 30 de maio de 2009
E onde vocês moram mesmo? **
Estar no lugar certo na hora certa pode mudar a sua vida, concorda? Num conceito não tão drástico assim, estar no lugar certo na hora errada também tem suas consequências. Pois bem.
Dia desses, fui ao oftalmologista para ele me receitar novos óculos para substituir os velhos e arranhados. Entreguei os documentos à secretária e disse a Tardelle:
- Bora sentar ali em cima? - me referindo ao salão, logo depois das escadas.
- Não, bora ficar aqui mesmo. - respondeu, já sentadão.
Aí peguei minha Rolling Stones do mês e tentei começar uma leitura. No lugar onde estávamos sentados havia duas cadeiras vagas, uma de cada lado. Aí senta uma senhora do lado dele e puxa conversa:
- Tá cheio aqui, né?
- É, né? - Responde, meio sem puxar muito papo, como lhe é peculiar.
Pronto, foi a deixa. Eu pensei que enterrar minha cabeça na entrevista com Caetano Veloso ia me salvar, mas eis que um senhor, sentado do meu lado, também puxa conversa e emenda uma piada:
- Eu assisti há muito tempo atrás no A praça é nossa...
Foi um esforço surreal para parecer simpática, pelo menos por fora. Mas aí foi a deixa também, e ficamos os dois, incumbidos de dar atenção aos dois senhores que, saberíamos dali a alguns minutos, eram um casal.
Dona Maria José (ou Mazé), 73 anos, era super falante, daquelas senhoras espaçosas, engraçadas. Pois não é que ela achou de se engraçar com meu namorado?
- Ela é ciumenta? - Perguntou Dona Mazé a Tardelle, referindo-se a mim.
- É, muito. - Respondeu ele, rindo.
- É... ela tem que ser mesmo. Um rapaz bonito desses...
Aí ela me puxa pelo braço e solta:
- Se eu fosse mocinha, tu tinhas deixado eu conversar com ele?
- Claro que não, né? – respondi.
Dona Mazé deu uma gargalhada...
- Mas do jeito que as coisas estão hoje, - continuou – você deveria ter medo!
- E como estão as coisas hoje?
- Você não viu Elza Soares? Ela tem mais de 70 também e namora um menino de 25.
Ri pra não dar um fora. Fiquei com medo do Estatuto do Idoso.
O problema foi que, no meio da graça, a gente começou a perceber algo errado:
- Vocês moram onde? – perguntou a “doce vovó”.
- Aqui perto - respondi.
Em 15 minutos, ela pergunta:
- E vocês moram onde?
- Ali perto do Náutico...
Vamos contabilizar: foram 35 minutos de espera, 30 minutos de conversa. Dez vezes ela perguntou onde a gente mora, outras oito, nossos nomes:
- E como são os nomes de vocês?
- Tatiana e Tardelle...
- Tardelle... que nome diferente. É bonito. Como se escreve?
Mas ela anotou num pedaço de papel pra não esquecer mais. O problema deve ter sido encontrar aquilo lá escrito e não saber do que se tratava... Mas como a própria Dona Mazé repetiu 14 vezes: "Melhor ser falante do que não falar nada, né?"
É...
** Dona Mazé sofre do Mal de Alzheimer, doença degenerativa do sistema nervoso, caracterizada pela demência.
domingo, 17 de maio de 2009
Operação radiola
Fui no centro da cidade atrás de uma dessas relíquias, até uma rua daqui que tem algumas lojas de móveis, umas funerárias e duas lojas de antiguidades. Numa delas, encontrei várias carcaças do que, um dia, há muuuuito tempo, foi uma radiola. Entretanto, segundo o dono da loja, só uma funcionava. Aí ele tirou pilhas de coisas de cima e desenterrou uma preciosidade: uma radiola quarentona, mala, com duas caixas de som, toca-fitas e rádio AM.
Eu fiquei encantada, aí virei pro dono da loja:
- Quanto custa?
- Seissentos reais. Ela funciona...
- Ah... ela funciona [num tom de desânimo]
E fui embora da loja. No caminho de volta. Tardelle ficou me dando sermão, dizendo que era melhor comprar um ipod.
- Cabe muito mais músicas - ele disse.
- Mas não toca vinil - rebati.
- Ainda bem... - ele disse.
Fiquei calada pra não me aborrecer mais ainda.
Por enquanto, a operação radiola está abortada por falta de recursos.
Agora à noite, tava conversando com Bruno. Ele é adepto ao passado suas velharias musicais e, com certeza, seria muito mais sensível ao meu desejo. Fiz uma busca no Mercado Livre e fui passando algumas coisas pra ele ver.
Eis que uma radiola me chama atenção: rosa choque e por R$ 159,00!!! Já ia dizendo a Bruno que tinha encontrado a minha radiola "nova", mas parei antes pra ler o anúncio direito. Então, tive que dividir com ele a minha frustração:
- Tinha achado uma ótima aqui. Era até rosa e tinha um preço legal. A chamada do anúncio dizia que ela funcionava, mas olha o que diz no rodapé: "A radiola está funcionando (rodando), mas não emite som". - disse.
E Bruno:
- Oxe, deve ser pra surdo!
*
*
*
Ps: Alguém conhece alguém que queria vender uma radiola QUE RODE e EMITA SOM?
sábado, 16 de maio de 2009
Prognósticos da vida contemporânea
Entender a arte contemporânea não é das tarefas mais fáceis. Compreender a cabeça de alguém que vive hoje, nesse mundo tão surtado, cheio de mensagens e diversas formas de dizê-las, requer cuidado, senso apurado, hermêutica, doses de sociologia, de antropologia e muita, muita paciência. É um verdadeiro exercício mental - se você simplesmente chega, senta e olha, pouca coisa será captada. O óbvio está bem longe dali.
O pior é que, nesse caso, a culpa não é do receptor da mensagem, nem do emissor [ou do pregador, como acusava o barroco Pe. Antônio Vieira,
Ok, mas como diria JTeles, não tergiversemos.
Bem, ontem aproveitei o convite de um grande amigo querido e arrastei minha mãe para assistir Geraldas e Avencas, o novo espetáculo [sim, no sentido de adjetivo] do grupo 1º Ato, de Minas Gerais. E, até quebrando parte da minha análise anterior, não foi um esforço [meu] entender.
Geraldas e Avencas sobe ao palco nos corpos de sete bailarinos, todos praticamente impecáveis eu suas performances. Conseguem transmitir totalmente a idéia do espetáculo: a plastificação do ser humano, a era da igualdade medíocre onde tudo o que importa é seguir moldes. Implacáveis moldes, que não perdoam diferenças nem gostos. Implacáveis moldes que acabam massificando tudo aquilo que ousa ser diferente. Não se surpreenda se você acabar encaixando perfeitamente num deles...
A concepção, coreografia e direção do espetáculo é de Suely Guimarães. O corpo de baile é formado por Alex Dias, Ana Virgínia Guimarães, Danny Maia, Luciana Lanza, Júnio Nery, Marcela Rosa e Thiago Oliveira. A [linda] trilha sonora é do [ótimo] Zeca Baleiro, que assim definiu essa parceria:
Vez por outra me pego questionando a razão de ser da arte nestes tempos de cinismo e embrutecimento. Esta parceria com o grupo 1º Ato trouxe alentos pra minha dúvida desesperançada: o veneno seco da poesia na veia, o olhar crítico afiado, uma doce dose de loucura e a vontade impetuosa de ver o mundo respirar em meio a tanta danação. Este é o 1º ato. Outros atos virão.
A qualidade de Geraldas e Avencas também já foi confirmada por vários prêmios:
Prêmio Usiminas/Sinparc
- Melhor espetáculo
- Melhor trilha sonora
- Melhor concepção coreográfica
- Maior público de dança em 2007
Prêmio Sesc/Sated
- Melhor bailarina
- Melhor trilha sonora
Para quem se interessar
* Sermão da Sexagésima é uma dos sermões escritos pelo Padre Antônio Vieira, português que viveu no Brasil durante o período da colônia. É um dos expoentes da literatura barroca no país.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Ex-titã em novo álbum
Drês conta ainda com a participação da cantora paulista Ana Cañas [Inclusive, do CD de Ana também é esperada a participação de Nando]. Ela também dá a sua contribuição no novo álbum de Erasmo Carlos, em Um beijo é um tiro e Mar vermelho.
Acho Nando Reis um compositor dos melhores! Vou ficar na expectativa pra ouvir o novo álbum. O único problema de Nando é que a voz dele não ajuda muito. Ele é carismático, bom de palco e excelente letrista e músico. Pra mim, o ideal era o duo Cássia Eller-Nando Reis. Aí, sim...
Particularmente, não curto Ana Cañas não. Depois que a vi [ouvi] cantando no Som Brasil - Cazuza, e ela errou feio a letra de uma música, levei pro lado pessoal... mas é birra. A voz dela merece ser avaliada com mais benevolência. Vou ver se encontro algo.
Bem, é isso. Achei essa novidade excelente.
-
João morreu no dia 29 de abril, há alguns anos, em uma das listas que a morte cumpre cotidianamente. Todos os vizinhos lamentaram com o mesm...
-
Recado Se me der um beijo, eu gosto Se me der um tapa, eu brigo Se me der um grito, não calo Se mandar calar, mais eu falo Ma...


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