sábado, 9 de abril de 2011

Motivos para amar

LOBÃO



O show de hoje vai ser rock'n roll pesado. Quem quiser moleza, melhor sentar no colo do Lulu Santos!

Lobão, sobre o show programado pra quinta, 7 de abril, que não aconteceu por causa da chuva no Recife.

(info de Talles Colatino)

sexta-feira, 25 de março de 2011

O porquê de eu ser eu

Transforme o seu maior hobby em ofício diário e, OU você terá orgasmos intelectuais todos os dias, OU terá dores - principalmente as de cabeça. Falo isso por experiência (profissional) própria.

É comum ter que responder sobre o porquê de ter escolhido minha profissão (e, ademais, de ter reiniciado a vida de graduanda num "singelo" curso de Letras) e costumo dizer que o sentido foi inverso. Certeza absoluta que ela me escolheu, que não havia outra saída pra mim; nem pra ela. 

Aliás, poderia não ter me tornado jornalista nunca, já que a primeira vez que fui "lida" me causou incômodos enormes. Era 1994 e eu, sentimentalóide, escrevi no meu "querido diário" um texto sobre a morte de Senna. Por azar ou sorte, deixei o diário à mostra e minha mãe não só o leu como, comovida com minha veia cronista (ou pelo lado materno dela), ligou pra metade da família. Comoção geral. Indignação minha, que arranquei as páginas e joguei-as fora.

(Lembro que o texto terminava assim: "...e doía no peito aquela tão enorme perda. E com ele, Senna, todo o Brasil morreu". Concorde comigo que isso soa cafona, piegas, mas podemos levar em consideração que eu tinha somente 11 anos. Hoje, acho que isso é culpa da radiola de vovô e sua mania de Lupcínio Rodrigues e Ademar Dultra)

Minha segunda leitura pública foi anos depois, em 98. Era dia de devolução de redações corrigidas no Salesiano. A professora Leodila (ah, Léa! Saudades) chamou todo mundo e nada de me chamar, até que pediu atenção pra ler uma "redação muito bem feita e contundente" e eu gelei quando reconheci meu título. Lembro que o texto falava sobre cidadania e a cada parágrafo, eu ficava mais vermelha e mais me abaixava na cadeira.

No final da época do colégio, estava certa do meu destino indisviável de fazer Letras e me tornar professora de Português. Naquela época, meu amigo Ulisses e eu fazíamos o jornal dos terceiranistas e foi por causa dessa experiência que eu me inscrevi no vestibular pra Jornalismo. Passei, detestei e decidi fazer vestibular de novo pra Publicidade, Medicina ou Fisioterapia - o que passasse primeiro.

Mas não passei. Então, dois anos depois, reabri o curso, voltei, meio sem querer. Não tinha dinheiro pra assumir as despesas, mas nada que o coração materno (e uma bolsa de estudos e uma tia fiadora) não desse jeito. E na primeira vez que entrei em uma redação de jornal, encontrei razão para tudo. Hoje eu (re)entendo isso - todos os dias.

Então tô aqui hoje, assim. Todo dia eu tenho surtos de raiva, quebro a cabeça, escuto coisas que não entendo, descubro, revelo, reporto, aprendo. E sou tão feliz pelo que sou.

É, a gente fez as pazes. =)

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Assim que postei, eis:



Dá pra rir. Aqui, gente, não tem meio termo. É na base do "ame-o ou deixe-o".

sábado, 19 de março de 2011

Desenterrando

Às vezes eu uso música aqui no blog para dar uma refrescada. Passo muito tempo sem postar, então, ressuscito uma velha e boa canção para inspirar.

Então. Dia desses vinha chegando em casa e essa música começou a tocar. Tive que estacionar na garagem e ficar no carro até ela terminar. Fazia tempo que não ouvia e como meu pai sempre curtiu Milton Nascimento, não tive como resistir.

Por tudo, pelos últimos acontecimentos.





"Caçador de mim"

Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mim
.
Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim

.
Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

.
Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim

terça-feira, 1 de março de 2011

A sutil dor da perda

Desde cedo, eu aprendi a "perder". Quando tinha sete anos, um dos meus tios paternos morreu em um acidente de carro. Marcelo tinha 18 anos, era lindo, sorridente, ia prestar vestibular pra Jornalismo. Eu, no alto dos meus sete anos, achava que ele era grande e que a morte era "normal pra gente grande". Eu nem cogitava que ele era tão criança quanto eu.

Naquele episódio, eu me lembro bem, pra nunca esquecer, teve muita dor. Vovó me marcou muito. O choro dela carregava dor e desolação, de quem queria ter protegido e não pôde. Nem poderia... ninguém podia fazer nada. Era o dia de Marcelo, sabe-se lá o porquê, mas era. Sempre tive certeza disso, mesmo no tempo de católica praticante: as coisas terminam exatamente no momento certo. Lembro que na época, fiquei duplamente triste, já que ficara sem festa de aniversário de sete anos. De 16 de junho para 20 de julho, o tempo era curto demais e as feridas estavam todas lá, abertas. Mas ele morreu feliz, viajando com os amigos. Tenho certeza.

Eu cresci lidando com perdas e ganhos, consciliando frustrações e vitórias. O próprio Jornalismo me ensinou isso e me relembra todos os dias. Mas tudo é mais fácil de administrar que a morte - embora não devesse. A morte dá a sensação de fim, sem poréns, sem muita chance pra frustação. Inês já era.

Vi pouca gente ir embora, até hoje. Tio Marcelo foi o primeiro. Em seguida, minhas bisavós, Clarice e Helena - nada mais natural. Anos depois, quando eu já estava adulta, foi vovó Edda, meu doce de banana favorito. Mas a perda de vovó foi leve, ela não me deixou nada que não fosse bom, gostoso e engraçado. Foi dos personagens mais simbólicos do meu início e eu seria incapaz de chorar por causa dela - vovó era riso demais pra merecer lágrimas. Pra ela, sempre, todos os sorrisos.

Mas, então...

Esse post é pra falar de algo interessante e triste que aconteceu hoje. Tenho três primos adoráveis, a quem amo muito, que moram em João Pessoa. Lydia, Samuel e Lucas são daqueles indispensáveis na vida da família. A casa, em dias de festa, fica vazia demais sem eles três (e olhe que somos nove!).

Eles criaram por anos uma calopsita branca cheia de personalidade. Sou capaz de apostar que Patrick (ou "Pratick", como Lucas chamava, mais novinho) pensava que era cachorro e depois se sentia o caçula da família. Andava livremente pelo chão, fazendo as vezes de dono da casa. Era reclamão e não gostava de ficar sozinho: quando se sentia incomodado, piava alto até ser atendido. Nessas horas, Tia Eddinha gritava: "Lyyyyydia, vá ver o que Patrick quer!". E ele era atendido. Taí, acho que poucos passarinhos tiveram uma vida tão feliz. Foi amado por aqueles três, mesmo quando a gaiola tava suja - quem precisa de gaiola quando se tem tanto amor e carinho e uma casa inteira?


Imagem figurativa, mas igualzinha ao Patrick original

Ontem foi o último dia da vida de Patrick. Recebi uma ligação internacional de Juliana, minha irmã, contando do falecimento do penado. Ah, e foi triste, gente. Patrick é da família, cantarolava o hino nacional bem afinadinho e tinha as asas encardidas (claro, branco como era, não podia ficar de outro jeito, andando no meio dos meninos). Ontem, ele estava no meio dos meninos de novo, como sempre estava, apesar do risco. Mas há sempre riscos na felicidade; Nem sempre ela custa pouco, mas quero ver quem quer abrir mão dela. Quem quer ser feliz, não abre mão de pagar preços pela própria felicidade e daqueles a quem ama.

Acho que, na verdade, Patrick morreu foi de felicidade. E os meus primos aproveitaram o companheiro até o fim. Mas é assim... eu tenho uma amiga que sempre repete que "saudade é um preço que se paga por momentos bem vividos". Nem sempre sem a sutil dor da perda.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Folha mostra contrastes entre Zonas da Mata

TATIANA NOTARO

Dois caminhos distintos do progresso podem ser apontados no mapa de Pernambuco - duas áreas próximas que têm números, estatísticas de crescimento e ritmo de desenvolvimento bem diferentes. Para traçar as linhas do crescimento econômico, a Folha de Pernambuco percorreu mais de 1 mil quilômetros nas Zonas da Mata Norte e Sul do Estado e conversou com autoridades e cidadãos que vi­vem dentro do tão falado “desenvolvimento chinês” pernambucano. Foram 17 municípios visitados e muitas disparidades constatadas. O resultado publicamos amanhã, no caderno especial “Zona da Mata: terra de contrastes”.

A mudança de vida nos municípios localizados no entorno de Suape, as transformações nem sempre benéficas da paisagem urbana e rural, a atividade canavieira e a falta de mão de obra são alguns dos itens da Mata Sul. Relatos que mostram além da economia - mais do que o progresso - como estão refletindo os investimentos que chegam ao Porto e seus entornos, ao seu território estratégico.

No outro extremo, é a cana-de-açúcar que movimenta as cidades. Goiana, Carpina, Itaquitinga são algumas das que dependem quase exclusivamente das usinas, maiores fontes de renda da população, junto com as prefeituras. A Mata Norte enfrenta ainda a escassez de chuvas, que compromete a sua principal atividade, além da sazonalidade do trabalho safrista e ainda um número bem reduzido de empreendimentos destinados à região. Com o caderno especial “Zona da Mata: terra de contrastes”, firmamos um registro desse momento peculiar pelo qual passa a economia de Pernambuco. Trajeto do progresso que modifica a vida das pessoas, das cidades. Para melhor.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

48 milhões de toneladas de cargas em Suape até 2014

Previsão foi feita por vice-presidente do complexo

TATIANA NOTARO

O terminal de contêineres do Porto de Suape terminou o ano passado acima das nove milhões de toneladas de cargas e prevê que, em 2011, chegue a dez milhões - mais: até 2014, serão 48 milhões de toneladas. “Isso vai nos transformar em um porto maior que o de Paranaguá, no Paraná (um dos maiores do País)”, disse o vice-presidente de Suape, Frederico Amâncio, sobre os números apresentados nas palestras que marcaram os três anos de mercado da revista Negócios PE, mediadas pe­los colunistas de Economia da Folha de Pernambuco, Sarah Eleutério, e do Jornal do Commercio, Fernando Castilho.

Os índices mostraram os trilhos pe­los quais seguem o desenvolvimento do Estado e, principalmente, previsões otimistas. No entanto, ainda se lida com o deficit de mão de obra e de escolaridade, que estão do outro lado do crescimento de Pernambuco: os números e previsões astronômicas de Suape versus as dificuldades de acompanhar a velocidade como as cifras crescem por aqui.

Embora positivos, os dados apontam contradições entre os índices do Estado. Por exemplo, como serão guiadas as políticas públicas que já preparam Pernambuco para a Copa do Mundo de 2014 enquanto pesquisa do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) mostra que 22% dos turistas que pretendem vir ao evento se preocupam, principalmente, com a (falta de) segurança. “A Copa terá grande capacidade de atrair turistas e investimentos para o setor e será ainda grande motivo para resolver o problema da segurança”, disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), José Otávio Meira Lins. E o que o setor turístico quer, disse Meira Lins, é conquistar esse visitante e sair do insistente índice de 5,5 milhões de turistas/ano. “A meta é duplicar”, mensurou.
A falta de mão de obra qualificada é um dos entraves. O diretor geral da Universidade Estácio, Leonardo Estevam, lembrou que no ranking do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), Pernambuco aparece em 19º lugar, com nota 4,1, colado com o Rio de Janeiro, “que também vai muito mal”. Na mesma lista, o Nordeste recebeu nota 3,8 e o Brasil, 4,6. A taxa de desocupação no Brasil é de cerca de 5%, enquanto em Pernambuco che­ga em torno dos 7%. “Pernambuco cresce mais que o Brasil e, desde 2009, a indústria é a grande impulsionadora dessa história”, comentou Estevam. Outro número: o mercado de ensino superior público cresceu 1,5% no País, no último ano. Em Pernambuco, 15%.


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Gtalk

eu: tempo?

são: às vezes ele foge, mas sempre existe

eu: existe pra quê?
são: boa pergunta

eu: não tem resposta?

são: tenho não

eu: então ele não serve pra nada?

são: servir, serve: para mostrar que as rugas aparecem, que as amizades amadurecem, que existe a saudade...

eu: e pra fazer as coisas acontecerem?

são: também, também...

Musique-se



Menina Mimada
Barão Vermelho
Composição:  Cazuza / Maurício Barros

Foi você que quis ir embora
Agora volta arrependida e chora
Olhar pedindo esmola
Baby, eu conheço a tua história
Quem sabe eu faço um blues em tua homenagem

Eu vou rimar tanta bobagem
Você é tão fácil
Menina mimada
De enfeites

Brochinhos
E queixas, queixas, queixas
Foi você mesma quem quis
Foi você que quis ir embora

Agora toca a campainha e chora
Diz que esqueceu uma sacola
Baby, eu conheço tua história
O cara já está buzinando lá embaixo

Fazendo papel de palhaço
Cheio de flores, promessas
Menina mimada
Você é um fracasso

Cigarros?
Leva o maço
Foi você mesma quem quis

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Rememorando o IC


*Astúcia, manha, subtileza; subterfúgio...



- Um pouco de vinho quente com biscoitos...
- Obrigada.
- Acho que fui muito duro com a garota do copo de água. Me conta: o garoto com quem ela cruzou... eles se reviram?
- Não. Eles não se interessam pelas mesmas coisas.
- Sabe? A sorte é como o Tour de France. Esperamos tanto e passa tão rápido. Quando chega a hora, é preciso saltar sem hesitar.

(...)

- Senhor, quando o dedo mostra o céu, o imbecil olha o dedo.

(...)

- Então é este, com a mão pra cima?
- Sim.
- Ela está apaixonada por ele?
- Está...
- Acho que está na hora de ela assumir o risco.
- Justamente, ela está pensando em um estratagema*...
- Ela gosta disso. De estratagemas.
- Sim.
- Na verdade, ela é um pouco covarde. Acho que é por isso que não consegui captar seu olhar.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Espelho do banheiro


Decidir não lembrar não significa esquecer.

Solamente la verdad

El fracaso es un estado mental. Nadie ha fracasado a menos que lo acepte como realidad. Para mi el fracaso es temporario y su castigo es un llamado para que realize mas esfuerzo para llegar a mi meta. El fracaso solo me esta diciendo que estoy haciendo algo mal y esto me lleva al exito y la verdad.