segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Frase para hoje [1]

De Mário Quintana


"A arte de viver é simplesmente a arte de conviver".



Simples, curto, direto. Como deve ser.

Vai um drink aí?

Pilha japonesa é recarregada com água, cerveja, drinks e até urina

Do ONNE



Primeiro, você precisava de água e suco de limão para fazer o despertador Bedol Water Clock funcionar. Agora, nem mais de limonada você precisa para ligar o seu radinho. As pilhas japonesas NoPoPo (No Pollution Power) prometem revolucionar o mercado; elas podem ser recarregadas com diversos tipos de líquidos, inclusive água e urina.

Totalmente não-tóxica, para salvar o meio ambiente - e de quebra alimentar o seu controle remoto - é muito simples: basta colocar o líquido de sua escolha (também pode ser cerveja, café, refrigerante e saliva) na seringa que acompanha o produto e encher a pilha com algumas gotas. Em alguns minutos, você está pronto para usá-la.

A pilha pode ser recarrega cinco vezes e pode funcionar por até 15 horas. Segundo a empresa, o produto tem previsão de chegar no mercado europeu ainda neste ano. No site Japan Trend Shop, o par sai por US$ 55.

sábado, 19 de setembro de 2009

Um show frio e para poucos

Com certeza, "Vagarosa" era um show esperado. Tanto que, mesmo com a concorrência de Zélia Duncan, que faz show hoje aqui no Recife, tinha muita gente no Teatro da UFPE para assistir Céu cantando. Mas, também com toda certeza, não foi um momento tão agradável quanto muitos esperavam. Primeiro, pelo atraso de mais de meia hora para o início do show, programado para as 21h. Segundo, porque Céu pareceu introspectiva demais. Arrisco, até indiferente ao público; que por sua vez, também começou a ficar indiferente - muita gente levantando das cadeiras e até conversando (atrás de mim estava um casal que não parou de conversar um minuto durante o show).

Vamos registrar que, sim, "Vagarosa" mantém o nível músical do primeiro trabalho da cantora. Os músicos que dividem com ela o palco conseguem uma sincronia harmoniosíssima entre bateria, teclado, uma pic up e até um acordeon. Céu interage bem com as suas back vocals "eletrônicas" - as vozes de fundo que a acompanham vêm da pic up, iguais àquelas gravadas no CD - mas não consegue ir além disso. É certo que havia lá fãs entuasiasmados, que davam aplausos igualmente entusiasmados ao fim de cada música e que foram dançar nos espaços que ficam nas laterais da plateia, perto do palco. Quando percebeu a movimentação, a cantora chegou a ensaiar algum contato com eles, sem muito carisma. E o resto do público parecia muito alheio.

Levei minha mãe e minha avó comigo. Lá pras tantas, quando eu já tinha percebido a impaciência das duas, Céu começa a cantar uma música em inglês ('Two to tango", que ela ouvia "quando era adolescente" num álbum de Ray Charles e Betty Carter). Segue o diálogo:

- Essa moça é daqui? - vovó perguntou à minha mãe.
- É...
- E por quê ela só canta em inglês?
- Não, essa é a primeira música que ela canta em inglês - respondeu minha mãe.

Quer dizer, depois de quase uma hora de show, vovó ainda não tinha entendido UMA PALAVRA do que Céu cantava no palco. E não era problema de som não...

Não bastasse a conversa paralela dentro do teatro, comecei a sentir cheiro de maconha. Eu não tenho nada contra quem gosta da erva, mas daí a pessoa se achar no direito de fumar num ambiente fechado, com arcondicionado, é demais. Quando Céu anunciou a saideira, eu me ofereci pra ir embora. Aí identifiquei a galera da fumaça, que puxava e fumava, lá trás. E ninguém da organização do teatro viu isso.

E como falei num outro post, "Vagarosa" recebeu patrocínio do projeto cultural da Natura, que propunha, entre outras coisas, "ingressos a preços populares". Só se for em outro lugar, por que aqui na minha terra, ingresso a R$ 30 não tem nada de popular.

ps: eu tirei umas fotos, mas ainda não baixei.

ps2: descobri que o release que recebi sobre o show estava errado. Este não foi o primeiro show de Céu no Recife. Ela se apresentou aqui no Abril pro Rock do ano passado.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

I've had the time of my life

Estou pra conhecer alguém que já tenha visto Dirty Dance e não tenha se apaixonada por Johnny. Lindo, charmoso, gostoso... brincadeira, aquilo, né? O enredo do filme não é lá essas coisas, mas aí vem a trilha para compensar e, claro, a excelente performance de Patrick Swayse.

A tal da Baby é meio sem graça, mas todo mundo sente uma pontinha de inveja dela. Olha só:


Patrick Swasye e Jennifer Grey, em cena de Dirty Dance


Já em Ghost, enredo (muito) melhor, elenco (imensamente) melhor e um LIN-DO Sam para fechar em grande estilo. Assisti um dia desses da televisão e lembrei-me de como aquele homem é bonito, meu Deus! E outra: estou pra conhecer mulher que resista a um homem que dance desse jeito! =D

Bem, delírios à parte, este post é para registrar o falecimento do ator e dançarino Patrick Swayse, no domingo (13), aos 57 anos, devido a um câncer de pâncreas (leia mais sobre a doença aqui). “A quimioterapia é um inferno na terra, não importa como você a represente", disse o ator ao jornal “The New York Times, na época em que foi diagnosticada a doença. "Como você faz para promover uma atitude positiva quando todas as estatísticas dizem que já é um homem morto? Você vai trabalhar".

Sendo assim, procurei e encontrei um vídeo com o trecho da última dança que ele faz em Dirty Dance, da música "Time of my life". Não vou colocar letra; o que importa agora é a performance do rapaz! A incorporação deste vídeo no youtube foi desativada, mas você pode assistir lá mesmo clicando aqui.

Tem várias fotos atuais de Patrick no google, bastante debilitado e quase irreconhecível por causa da doença. Mas não tem pra quê a gente lembrar dele doente se podemos lembrar dele assim, né?


Céu com Vagarosa no Teatro da UFPE

Selecionado entre mais de 600 inscritos no Edital Nacional 2008, do programa Natura Musical, o álbum "Vagarosa" marca a estreia da cantora Céu no Recife. O show é nesta sexta-feira, 18, no Teatro da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A organização promete ingressos a preços populares.

Particularmente, eu gosto muito do estilo de Céu. Tanto voz quanto composições.


A turnê do álgum VAGAROSA (Urban Jungle/ Universal) traz:
. Cangote (Céu)
. Comadi (Céu/ Beto Villares)
. Sonânbulo (Céu/Serginho Machado/ Bruno Buarque/ DJ Marco/ Lucas Martins/ Guilherme Ribeiro)
. Roda / do primeiro CD da cantora, de 2005 (Céu/ Beto Villares)
. Malemolência /do primeiro CD... (Céu/ Alec Haiat)
. Lenda / tb do primeiro CD... (Céu/ Alec Haiat/ Graziella Moretto)
E por aí vai...


A direção musical da turnê é da própria cantora, que no palco está acompanhada pleos músicos Guilherme Ribeiro (guitarra, teclados e acordeon), Lucas Martins (baixo), Bruno Buarque (bateria) e o DJ Marco (MPC e pick up). E mais: luz de Fernanda Carvalho e figurino de Milli Whitaker.

NATURA MUSICAL
Sem puxar sardinha nem fazer propaganda, acho que vale destacar a iniciativa da Natura. Entre os patrocinados, CD e turnê "Labiata", de Lenine, e o site biográfico "Caymmi Acervo Digital" (com os 70 anos de carreira do baiano, que super vale a pena conferir). Também tiveram este incentivo os músicos Mario Adnet e Phelippe Baden Powell (em "Afrosambajazz"), Marisa Monte (com parceria na turnê de "Universo Particular") e o filme "O mistério do sampa".

Informações: www.natura.net/patrocinio.

Utilidade
Céu com "Vagarosa"
Sexta, 18h, às 21h, no Teatro da UFPE (Avenida dos Reitores, Campus da UFPE).
Ingressos: R$ 30 e R$ 15.
Informações: 2126.8077/ 3271.1068

Say, say, say, Michael

Say, say, say
Michael Jackson & Paul Mc Cartney




(Paul)
Say, say, say
What you want
But don't play games with my affection
Take, take, take what you need
But don't leave me with no direction

(Michael)
All alone, I sit home by the phone,
Waiting for you, baby
Through the years, how can you stand to hear
my pleading for you dear?
You know I'm crying
Ooh ooh ooh ooh

(Paul)
Go, go, go where you want
But don't leave me here forever
You, you, you stay away, so long girl, I see you never.

(Michael)
What can I do girl to get through to you?
Cause I love you baby
Standing here, baptisted in all my tears, baby
through the years,
You know I'm crying
Ooh ooh ooh ooh.

(Paul)
You never worry
Amand you never shed a tear

(Michael)
You saying that my love ain't real

(Paul e Michael)
just look at my face,these tears ain't drying

(Paul)
You, you, you can never say
that I'm not the one who really loves you.
I pray, pray, pray every day
that you'll see things, girl like I do.

(Michael)
What can I do ...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Música para encher os ouvidos - literalmente

My black pie on the table
Composição: Bruno Araújo (dr. PHd em Língua Inglesa)

The books on the table, my dog
My red car, my apple pie
Books on the table, the blue sky
Black, black, black book
The books on the table







Traduzindo, do inglês arcaico:


Os livros sobre mesa, meu cachorrinho
Meu carro vermelho, minha torta de maçã
Os livros sobre a mesa, O céu azul
Livro preto, preto, preto
Os livros sobre a mesa

[é cada uma que eu tenho que ouvir...]

Caê e letra


Eu, você, nós dois...
Já temos um passado, meu amor
(Caetano Veloso)

domingo, 13 de setembro de 2009

Coloque um comprimido debaixo da língua

Dona Dilene deve ter uns 70 e todos anos. Chegou meio tonta ao hospital, com um pico de pressão alta, amparada por uma das netas. O médico reclamou com ela, dizendo ser um aburdo que estivesse com 18 por 10. "Altíssima, altíssima!", dizia. Mas dona Dilene lhe deu os ombros. Já tinha passado coisas demais até ali para se preocupar com um fedelho diplomado e vestido de branco que quisesse lhe dar lição de moral.

O doutor lhe deu um comprimido para botar debaixo da língua e pediu que sossegasse até fazer efeito. Ela sentou-se, olhou para todos os lados daquela sala grande, com cortinas, vidros e cheiro característico. Deve ter batido um despero por ter que ficar quieta por ordem médica, então ela puxou conversa com uma enfermeira que tomava soro e fazia nebulização ao seu lado. Ali começou o falatório.



Aquela senhora inquieta mas de aparência frágil é uma cardíaca incorrigível que carrega no peito o coração de um jovem há nove anos. "O meu já não me servia mais. Estava dilatado, inchado e me internou 13 vezes em um ano", contava a todos na sala. "O médico dizia que não tinha jeito e que eu teria que fazer um transplante, mas que era perigoso. Aí eu disse a ele: me coloque aí que eu quero tentar", falou, com ar desafiante, batendo as mãos uma na outra.


Foi num domingo que Dona Dilene recebeu o esperado telefonema. Finalmente, seu coração novo havia chegado, depois da morte de um rapaz de 18 anos. "Eu tinha feito uma feijoada e ia comê-la com tudo que eu tinha direito. Mas aí me ligaram do hospital e eu tive que ir. Saí de lá me despedindo do povo: gente, quarta-feira eu tô de volta".

Da alegria por ter conseguido um novo coração, dona Dilene fica triste apenas de não ter podido conhecer a família do doador. "Eu queria abraçá-los e dizer que o coração do filho deles tá aqui dentro", disse, batendo no peito. "Mas nem pude e fiquei muito triste. Vi outros transplantados dando flores às famílias e eu não pude fazer isso. Depois, até procurei o hospital pra saber quem eles eram, mas não me deram as informações. Diziam que não tinham mais autorização, por que um transplantado costumava beber e ligar pra família do doador pedindo dinheiro", lamentava, olhando pra mim. "Tem gente pra tudo..."



"Ah, os remédios contra rejeição também me deram problemas nos rins. Quase que precisei de uma hemodiálise", completou.

Dona Dilene já estava louca pra ir embora e chamou o enfermeiro: "Já tô bem. Vou indo".

- Olhe, não faz nem meia hora que a senhora tomou seu remédio. Espere até ele fazer efeito, respondeu o rapaz de branco.

A senhora se zangou e começou a sacudir as pernas. Acalmou-se apenas quando o enfermeiro ligou a televisão e ela se entreteu com a reapresentação do último capítulo de Caminho das Índias. Sentei na cadeira que estava ao seu lado e ela disse, olhando para Tardelle, que se recuperava também de um pico (altíssimo) de pressão:

- Vocês de casam quando?
- Vai demorar ainda - respondi.
- Ah, mas vocês são muito parecidos. Parece ser um casal muito feliz.


Do outro lado, Tardelle se contorcia, buscando uma posição que lhe aliviasse a dor de cabeça.

- Ah, nós somos.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Colhendo os budas

Pilar Lee/Reuters
O pessoal lá da China não teve mais o que inventar e passou seis anos desenvolvendo isso aí: uma pêra em formato de buda. Vendida por 50 iuanes (U$ 7,32 ou uns R$ 15), essa beleza foi ideia e resultado de Hao Xianzhang, um agricultor local.

Alguém me explique a utilidade disso, por favor.
E outra... R$ 15 numa pêra?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Reclamações sem sentido, sobre pessoas

Fico muito indignada com a capacidade que as pessoas têm de surpreender, principalmente quando a surpresa vem em forma de decepção. Várias e várias vezes me vi boquiaberta com a atitudes das pessoas, muito embora tenha que reconhecer e lembrar sempre que um vasto leque de bobagens e maldades faz parte do "dom" humano de errar. Dá pra fazer uma lista enorme.

(...)

Será que estou me fazendo entender?

Na verdade, estou desabafando aborrecimentos. Não sou lá muito de ficar guardando as coisas - procuro dosar lamúrias, mas também não quero acumular nada que faça meu organismo desenvolver um câncer (não dizem que o tal mal pode aparecer de problemas emocionais? pois bem...)

Mas vamos deixar este assunto pra lá... quem sabe numa outra hora.
Eu não posso esquecer que também sou uma pessoa...