segunda-feira, 7 de maio de 2012

Desabafos de domingo à noite

A vida, este eterno dilema. Vai haver sempre essa história de decidir entre ir ou ficar, entre resistir e ceder? Vai existir sempre? Quando eu era criança, achava que aos 30 anos, ou perto disso, eu seria outra, estaria noutra. Mas a cabeça ferve. É a crise de Balzac; a terceira guerra psíquica mundial da minha cabeça que tenta, em vão, entender outras.

Acredite, crescer é um trabalho grande. Você sabe, não sabe? Tenho certeza que sabe. Crescer não significa necessariamente pagar conta, decidir aonde ir, a que horas, com quem. Não é fazer compras, abastecer a geladeira, decidir sobre a disposição dos móveis na sala de alguns metros quadrados - é dar conta da própria vida. Vai além. E se for assim, pareço estar na mais tenra infância. Depender emocionalmente de avais, precisar de propostas e contrapropostas, de aceites, é mesmo necessário? - "autoquestiono". Por ora, sim - respondo, firme.

Respire. Respire fundo. Aí a cabeça terá tempo de voltar ao lugar, de substituir surtos de mudanças imediatas por paciência. Doses homeopáticas. Não é bem pôr-se na água e deixar-se levar; é analisar o mar, checar a bússola e seguir em frente. E não importa como, chegar sempre ao destino final.

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