Preciso rever minha lista de amigos. Bruno tem mania de dizer que eu vou ser mãe de uma ninhada! Isso é o cúmulo da falta de coleguismo. Ele sabe que eu odeio crianças!
Estamos, nós dois, passeando em qualquer lugar da cidade, quando ele avista uma jovem senhora sustentando seus vastos 150 quilos. Ele olha pra mim com a cara mais sarcástica do mundo e solta:
- “Tati, olha você depois dos seus sete filhos”.
Educar requer muita sabedoria e paciência. Essa última, não veio no meu pacote. Ontem tive a brilhante idéia de levar Mariana, minha irmã caçula de quatro anos, para passear.
Cena 1, na casa da minha tia em Candeias.
A pequena não quis almoçar. A tia, bem intencionada, ofereceu um pedaço de bolo no lugar da refeição:
Eu: Bolo? De jeito nenhum.
Titia: Por quê?
Eu: Ela não almoça e come bolo? Não. Ta muito gorducha!
E Mariana sai abusadíssima da cozinha. Eu, claro, sustento a minha decisão de irmã mais velha.
Cena 2, no caminho de volta, no carro.
Eu: Quer sorvete?
Mariana: Quero!
Eu (inocentemente): Pode se na Mc Donald’s?
Mariana: Sim!
Eu: Sorvete mesmo ou lanche?
Mariana: Sorvete!!!
E eu fico mais aliviada em não ser uma irmã mais velha carrasca.
Cena 3, na Mc Donald’s de Boa Viagem.
Mariana: Quero batata frita e coca-cola!
Eu: Não era sorvete?
Mariana: Não, quero lanche!
Eu (querendo ser legal): Ok, um lanche pra essa moça, moça!
Cena 4, ainda no Mc Donald’s, a Gorda termina de lanchar um caro Mc Lanche Feliz que vem com um brinquedo feio e sem utilidade.
Mariana: Quero sorvete!
Eu: ...
E compro o sorvete!
Tudo bem, eu assumo que não tenho moral. Mas, vamos relevar, era domingo!
terça-feira, 13 de março de 2007
sábado, 10 de março de 2007
Musique-se
Olha...
Roberto Carlos
Olha você tem todas as coisas
Que um dia eu sonhei pra mim
A cabeça cheia de problemas
Não importa, eu gosto mesmo assim
Tem os olhos cheios de esperança
De uma cor que mais ninguém possui
Me traz meu passado e as lembranças
Coisas que eu quis ser e não fui
Olha você vive tão distante
Muito além do que eu posso ter
E eu que sempre fui tão inconstante
Te juro, meu amor, agora é prá valer
Olha, vem comigo aonde eu for
Seja meu amante, meu amor
Vem seguir comigo o meu caminho
E viver a vida só de amor
-
******************************************
-
Pense:
"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome" - Clarice
-
"Os marginais estão mais perto de Deus. Toda ovelha desgarrada ama mais, odeia mais, sente tudo mais intensamente" - Cazuza
-
******************************************
-
Jornalismo...
Roberto Carlos
Olha você tem todas as coisas
Que um dia eu sonhei pra mim
A cabeça cheia de problemas
Não importa, eu gosto mesmo assim
Tem os olhos cheios de esperança
De uma cor que mais ninguém possui
Me traz meu passado e as lembranças
Coisas que eu quis ser e não fui
Olha você vive tão distante
Muito além do que eu posso ter
E eu que sempre fui tão inconstante
Te juro, meu amor, agora é prá valer
Olha, vem comigo aonde eu for
Seja meu amante, meu amor
Vem seguir comigo o meu caminho
E viver a vida só de amor
-
******************************************
-
Pense:
"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome" - Clarice
-
"Os marginais estão mais perto de Deus. Toda ovelha desgarrada ama mais, odeia mais, sente tudo mais intensamente" - Cazuza
-
******************************************
-
Jornalismo...
terça-feira, 6 de março de 2007
Esqueleto...
Universidade Católica de Pernambuco
Tatiana Notaro Nunes
Rádio III – Prof Vlaudimir Salvador
PASTORAL DA UNICAP TEM NOVO COORDENADOR
LOC 1: JOÃO LUIZ CORRÊA JÚNIOR É PROFESSOR DE TEOLOGIA DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO HÁ DEZOITO ANOS.// AGORA, ELE ASSUME A COORDENAÇÃO DA DIVISÃO DE AÇÃO PASTORAL, SETOR RESPONSÁVEL POR PROJETOS SOCIAIS E EVANGELIZAÇÃO NA UNIVERSIDADE.// O PROFESSOR FALA SOBRE SUAS EXPECTATIVAS
DI: NESSA NOVA FUNÇÃO...
DF: ... PELO PADRE JAQUES TRUDEL.
EMENDA COM
DI: É UM TRABALHO APAIXONANTE...
DF: ... PESSOAL TODO DA PASTORAL.
LOC 2: A CHEGADA DO NOVO REITOR, PADRE PEDRO RUBENS OLIVEIRA, NO SEGUNDO SEMESTRE DE DOIS MIL E SEIS, TROUXE MUDANÇAS FÍSICAS E INSTITUCIONAIS À UNICAP. // SEGUNDO O PROFESSOR JOÃO LUIZ, A PASTORAL TRABALHA PARA ACOMPANHAR ESSAS TRANSFORMAÇÕES
DI: A UNIVERSIDADE ESTÁ PASSANDO...
DF: ... A UNIVESIDADE NO MOMENTO.
EMENDA COM
DI: O GRANDE PROJETO É...
DF: ... QUE A UNIVERSIDADE ESTÁ.
LOC 3: A PASTORAL REALIZA TRABALHOS SIGNIFICATIVOS EM COMUNIDADES CARENTES E PROMOVE ATIVIDADES INTERNAS NA UNIVERSIDADE. // APESAR DISSO, MUITOS ESTUDANTES NÃO CONHECEM ESSAS AÇÕES.// INTEGRAR ESSES UNIVERSITÁRIOS À REALIDADE SOCIAL É UM DOS OBJETIVOS DA NOVA GESTÃO
DI: A PASTORAL VAI OFERECER...
DF:... UNIVERSIDADE QUER LANÇAR.
LOC 4: DENTRO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL OFERECIDA PELA CATÓLICA, A PASTORAL EXERCE, SEGUNDO O PROFESSOR JOÃO LUIZ, UM TRABALHO DE FORMAÇÃO PESSOAL DO ALUNO
DI: ESSA UNIVERSIDADE, ELA TEM...
DF: ... CONFISSÃO RELIGIOSA, CRISTÃ.
EMENDA COM
DI: O ALUNO NÃO SAI DAQUI...
DF: ... DE FATO UM SERVIÇO À SOCIEDADE.
LOC 4: A DIVISÃO DE AÇÃO PASTORAL TEM CERCA DE CATORZE ATIVIDADES DE EVANGELIZAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL, DENTRO E FORA DA UNIVERSIDADE. // TATIANA NOTARO, PARA O REPÓRTER UNICAP.
Tatiana Notaro Nunes
Rádio III – Prof Vlaudimir Salvador
PASTORAL DA UNICAP TEM NOVO COORDENADOR
LOC 1: JOÃO LUIZ CORRÊA JÚNIOR É PROFESSOR DE TEOLOGIA DA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PERNAMBUCO HÁ DEZOITO ANOS.// AGORA, ELE ASSUME A COORDENAÇÃO DA DIVISÃO DE AÇÃO PASTORAL, SETOR RESPONSÁVEL POR PROJETOS SOCIAIS E EVANGELIZAÇÃO NA UNIVERSIDADE.// O PROFESSOR FALA SOBRE SUAS EXPECTATIVAS
DI: NESSA NOVA FUNÇÃO...
DF: ... PELO PADRE JAQUES TRUDEL.
EMENDA COM
DI: É UM TRABALHO APAIXONANTE...
DF: ... PESSOAL TODO DA PASTORAL.
LOC 2: A CHEGADA DO NOVO REITOR, PADRE PEDRO RUBENS OLIVEIRA, NO SEGUNDO SEMESTRE DE DOIS MIL E SEIS, TROUXE MUDANÇAS FÍSICAS E INSTITUCIONAIS À UNICAP. // SEGUNDO O PROFESSOR JOÃO LUIZ, A PASTORAL TRABALHA PARA ACOMPANHAR ESSAS TRANSFORMAÇÕES
DI: A UNIVERSIDADE ESTÁ PASSANDO...
DF: ... A UNIVESIDADE NO MOMENTO.
EMENDA COM
DI: O GRANDE PROJETO É...
DF: ... QUE A UNIVERSIDADE ESTÁ.
LOC 3: A PASTORAL REALIZA TRABALHOS SIGNIFICATIVOS EM COMUNIDADES CARENTES E PROMOVE ATIVIDADES INTERNAS NA UNIVERSIDADE. // APESAR DISSO, MUITOS ESTUDANTES NÃO CONHECEM ESSAS AÇÕES.// INTEGRAR ESSES UNIVERSITÁRIOS À REALIDADE SOCIAL É UM DOS OBJETIVOS DA NOVA GESTÃO
DI: A PASTORAL VAI OFERECER...
DF:... UNIVERSIDADE QUER LANÇAR.
LOC 4: DENTRO DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL OFERECIDA PELA CATÓLICA, A PASTORAL EXERCE, SEGUNDO O PROFESSOR JOÃO LUIZ, UM TRABALHO DE FORMAÇÃO PESSOAL DO ALUNO
DI: ESSA UNIVERSIDADE, ELA TEM...
DF: ... CONFISSÃO RELIGIOSA, CRISTÃ.
EMENDA COM
DI: O ALUNO NÃO SAI DAQUI...
DF: ... DE FATO UM SERVIÇO À SOCIEDADE.
LOC 4: A DIVISÃO DE AÇÃO PASTORAL TEM CERCA DE CATORZE ATIVIDADES DE EVANGELIZAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL, DENTRO E FORA DA UNIVERSIDADE. // TATIANA NOTARO, PARA O REPÓRTER UNICAP.
*********************************************
Como diria meu amigo André: "Chupa essa manga!"
Ok, vou facilitar:
DI: Deixa Inicial
DF: Deixa Final
EMENDA COM: Emendar uma frase com outra, cortando as "gorduras" do texto
LOC: Locução (no caso, desta que vos escreve)
Retomarei as músicas. Ando com pouco tempo pro blog, por isso os posts andam fraquíssimos. Minha cabeça anda meio devagar. Haja problema!
Hoje, boas notícias para alegrar!
quinta-feira, 1 de março de 2007
domingo, 25 de fevereiro de 2007
Por Clarice; por mim...
"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível,é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada."
Clarice Lispector
********
Escrever é sufocante. É denunciar o que jamais a auto-censura permitiria ser dito. É pensar, passar e não se permitir apagar. É ser livre, pelo menos ali...
É trair-se com a fidelidade dos que amam. É sentir-se mudo, vazio, estático de dor, por que dela não se pode desvencilhar.
A cabeça pensa, as mãos obedecem.
domingo, 18 de fevereiro de 2007
☼ Enquanto houver sol...
“Palavras e silêncio são complementares como bons amantes”.
Lya Luft
Então junto as palavras ocultas, que jamais aparecerão, meu silêncio, que tanto me custa, e provo o quando amo! Nem que seja pra mim mesma.
Tento dividir a dor, já que não a podemos evitar. Nem há como desvencilhar.
♪ Musique-se
Enquanto houver sol
Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma idéia vale uma vida
Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós, algo de uma criança
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando que se faz o caminho
Quando não houver desejo
Quando não restar nem mesmo dor
Ainda há de haver desejo
Em cada um de nós, aonde Deus colocou
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol...
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
C A R N A V A L
Um viva aos antigos carnavais quando eu, despudoradamente, desfilava com minha barriguinha sarada por aí...
Esse ano, uma pontinha profunda de tristeza. Lembrem-se: não há como desvencilhar.
Mas vamos lá. Bom carnaval à todos!
*
Ao Frevo
Leão do norte
Sou o coração do folclore nordestino
Eu sou Mateus e Bastião do Boi Bumbá
Sou o boneco do Mestre Vitalino
Dançando uma ciranda em Itamaracá
Eu sou um verso de Carlos Pena Filho
Num frevo de Capiba
Ao som da orquestra armorial
Eu sou Capibaribe
Num livro de João Cabral
Eu sou Mateus e Bastião do Boi Bumbá
Sou o boneco do Mestre Vitalino
Dançando uma ciranda em Itamaracá
Eu sou um verso de Carlos Pena Filho
Num frevo de Capiba
Ao som da orquestra armorial
Eu sou Capibaribe
Num livro de João Cabral
Sou mamulengo de São Bento do Una
Vindo no baque solto do Maracatu
Eu sou um alto de Ariano Suassuna
No meio da Feira de Caruaru
Vindo no baque solto do Maracatu
Eu sou um alto de Ariano Suassuna
No meio da Feira de Caruaru
Sou Frei Caneca do Pastoril do Faceta
Levando a flor da lira
Pra Nova Jerusalém
Sou Luis Gonzaga
Eu sou mangue também
Levando a flor da lira
Pra Nova Jerusalém
Sou Luis Gonzaga
Eu sou mangue também
Eu sou mameluco
Sou de Casa Forte
Sou de PernAmbuco
Sou o Leão do Norte
Sou de Casa Forte
Sou de PernAmbuco
Sou o Leão do Norte
Eu sou mameluco
Sou de Casa forte
Sou de Pernambuco
Eu sou o Leão do Norte
Sou de Casa forte
Sou de Pernambuco
Eu sou o Leão do Norte
Sou Macambira de Joaquim Cardoso
Banda de pífano no meio Canavial
Na noite dos tambores silenciosos
Sou a calunga revelando o Carnaval
Sou a folia que desce lá de Olinda
O homem da meia-noite
Puxando esse cordão
Sou jangadeiro
Na festa de Jaboatão
Banda de pífano no meio Canavial
Na noite dos tambores silenciosos
Sou a calunga revelando o Carnaval
Sou a folia que desce lá de Olinda
O homem da meia-noite
Puxando esse cordão
Sou jangadeiro
Na festa de Jaboatão
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
domingo, 11 de fevereiro de 2007
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
De volta, e perplexa
As perplexidades da minha cabeça, coitada, que parece não se acostumar com as coisas do mundo.
É bom estar de volta!
********
Reabro esse blog com perplexidade. Pela primeira vez em muito tempo, não escrevo diretamente no editor de texto online, mas em uma página totalmente em branco do word. Isso por que o sentimento já dito não me permitiu esperar o processo de logar para começar o desabafo. Se adiasse esse texto, ele não sairia com o tom de revolta que gostaria que tivesse. São 22h44 do dia 8 de fevereiro de 2007. Segundo mês desse ano novo que me parece terrivelmente igual a tantos outros que passaram.
Mas chega de firulas.
Chego em casa e sento em frente à televisão. Pego o final da minissérie e as chamadas do Jornal da Globo: Como assim um menino de seis anos foi arrastado por bandidos por sete quilômetros, por três bairros e por oito ruas do subúrbio carioca??? Como essa crueldade durou 15 minutos e passou, inclusive, por um quartel desativado e um hospital da PM???
É, foi o que aconteceu. William Waack parecia tão perplexo quanto eu na narração do fato, escalada por imagens do enterro da criança, em que se vê a mãe e a irmã em um desespero de murchar corações de pedra. Três acusados (a palavra “suspeito” não fora usada), entre eles um menor que teve o rosto desfocado, foram presos após a denúncia do pai de um deles (com essa última, vê-se que o mínimo de dignidade ainda sobrevive).
Eu já havia me revoltado com o assassinato do brasileiro Jean Charles, em Londres, pela polícia britânica. Não há explicação para um “engano” que mata um jovem eletricista, inocente, fuzilado com sete tiros, um deles na cabeça. – “É o combate OSTENSIVO ao terrorismo”, disseram. Hoje, paga-se com a mesma moeda, algo como o velho "olho por olho, dente por dente" e terrorismo com terrorismo. Nenhum dos acusados foi punido e o Itamaraty nada fez.
Cenas seguintes: você acorda e assiste a um enterro. Um casal de alemães foi encontrado morto em casa e os filhos choram, inconsoláveis, a tragédia. A polícia começa uma investigação minuciosa na mansão de Manfred e Marísia Von Richtonfen e estarrece a já vacinada sociedade brasileira: a filha mais velha do casal é apontada como suspeita, juntamente com o namorado e o irmão mais velho dele. Suzane e os Cravinhos virariam personagens de um fato real difícil de acreditar. O julgamento tornou-se um jogo entre defesa e promotoria, com direito a uma arquibancada que opina como se estivesse num estádio. O resultado final, concluído quase quatro anos depois do crime, deixa encarcerados os três acusados. Acabou-se o espetáculo e fecham-se as grades das celas, mas antes, há o fechar das cortinas. Claro!
Está tudo muito longe? Então, vou puxar a sardinha pro nosso lado. Desaparecimento em Limoeiro, aqui pertinho do Recife. A população faz passeatas, levando à cidade fotos de Laís, 10 anos, que foi e não voltou da escola. A família recebe notícias do paradeiro da menina no Recife, no Piauí... Nada era verdade e, apesar da demora, as pessoas não desistem de encontrar Laís e as buscas continuam. Assistindo a tudo isso, está o presidiário beneficiado pelo regime semi-aberto de detenção. Ele fora preso sob acusação de estupro, mas mesmo sendo esse um crime inafiançável, o juiz lhe permite a liberdade parcial (se é que isso existe).
Semanas depois, investigações mais tarde, a polícia chega ao suspeito e dele aos restos mortais de Laís. Quando digo “restos”, não estou usando de figuras de linguagens. Sejamos práticos no desenrolar dos fatos: 1) Ele rapta Laís, que voltava da escola pra casa; 2) A leva para um terreno baldio nas proximidades e a mata asfixiada; 3) Volta ao local do crime no dia seguinte e “viola” o corpo, já que não se pode, teoricamente, estuprar um cadáver; 4) Ele esquarteja o corpo, queima, espalha pelo terreno e joga pás de cal em cima, para “afugentar os urubus”.
Nos últimos capítulos, ele foi preso e acusou um outro como cúmplice. Populares tentam linxá-lo mas a polícia não deixa. Os jornais deram 1ª página por cinco dias às declarações da mãe do assassino, que foram de alegações sobre a insanidade mental do filho até pedidos de perdão à mãe de Laís. Os dois estão presos e aguardam o fim do inquérito. O que sobrou do corpo da menina foi exumado para comprovação final de que a ela pertencia, mesmo depois das confissões detalhadas.
Vocês me perdoem essa “volta” tão rude aos meus escritos aqui. Também me desculpem se fui “sensacionalista” demais nos relatos acima. Acho que, na verdade, não existem palavras para descrever a "sensação", por que algo como revolta, indignação ou raiva soa tão baixo, fraco e inútil quando perplexidade.
É. Volto ao meu espaço e me sinto impotente, na falta de uma palavra que descreva melhor.
quarta-feira, 3 de janeiro de 2007
B L O G * S U S P E N S O
**********************
"Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente..."
Vinicius de Morais
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente..."
Vinicius de Morais
Assinar:
Postagens (Atom)
-
Tenho uma opinião sem muito sentimento e um sentimento bem pessimista em relação ao fato do Brasil ser sede as olimpíadas de 2016. Na verdad...
