quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Selo!

Recebi esse selo do dono do 1000 acasos, Luan. Obrigadinha!

Regras:

- Exibir a imagem do selo "Seu blog é ROXIE!" e escrever essas regras abaixo dele.
- Colocar quem te deu o selo nos seus blogs indicados (amigos).
- Escrever 5 coisas que são ROXIE (1ª sobre música, 2ª sobre televisão e cinema, 3ª três países que gostaria de conhecer, 4ª três cores favoritas e 5ª três hobbies)
- Indicar 10 blogs que você ache ROXIE.
- Avise a pessoa que você indicou, deixando um comentário para ela.

Coisas que são ROXIE pra mim:
(pelo contexo da coisa, acho que "roxie" é:)

Sobre música: Todo mundo sabe que, na minha lista, só Cazuza podia vir em primeiro. Em seguida, mas não menos importantes: Tom Jobim, Chico Buarque, Vinicius de Moraes, Elis Regina, Clara Nunes, Raul Seixas, Toquinho, Nana Caymmi, Rita Lee... e por aí vai. Gosto de coisa velha, viu?

Sobre televisão e cinema: Eu assisto mais TV do que deveria. Novela é comigo, mas eu também assisto noticiários (claro, preciso), programas de culinária e quaisquer futilidades (exceto BBB...). No cinema, eu gosto basicamente do nacional. Não é ufanismo não, juro. O último (bom) filme que vi foi "Romance". Recomendo...

Três países que gostaria de conhecer: Jamaica, África do Sul e Irlanda (a lista é maior...).

Três cores favoritas: Azul marinho, verde e preto.

Três hobbies: Ouvir música, ler e falar.

Indicações:
Apesar de ser jornalista, conheço poucos blogueiros. Lá vai:

http://ideiasvadia.blogspot.com
http://naocontaporqueesegredo.blogspot.com
http://vozderessaca.blogspot.com
http://tacyviard.blogspot.com

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Cem anos de Carmen Miranda

Era uma manhã de sábado e eu tinha uns 11 anos de idade. Meu pai me levou ao cinema para assistir a um filme sobre Carmen Miranda, "Banana is my business". Esse foi meu primeiro contato com a pequena notável luso-brasileira Maria do Carmo Miranda da Cunha. E eu nunca mais esqueci aquele filme, o chiado das falas de Carmen, suas roupas e músicas. Ficou tudo gravado.

Amanhã, Carmen faria 100 anos e eu estava procurando bons textos sobre a data. Escolhi o de Ruy Castro, colunista da Folha de S. Paulo, que não só publicou uma matéria interessantíssima sobre ela, como registrou nomes daqueles que estiveram nos primórdios do nosso samba. Confira que vale a pena!

(Em tempo: Ruy é o escritor do livro que estou lendo agora, "Chega de Saudade", sobre a Bossa Nov - recomendo!! Também assina "Carmen Miranda - Uma biografia")

Além da matéria que vai abaixo, sugiro aos interessandos que assistam ao filme que eu vi com meu pai no cinema. O Canal Futura o exibe nesta segunda, 9, às 19h. Ruy também recomenda o sítio www.carmen.miranda.com.br, com todas as gravações da cantora.

E olha ela e nossas bananas aí, em cena do filme "The gang's all there":



O site tem essa logo comemorativa, muito legal:





E eis seu túmulo, registrado por mim, no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro:




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A Carmen que o Brasil não conhece

Carmen Miranda, que faria 100 anos amanhã, fixou o jeito de cantar o samba e a marchinha e gravou quase 300 músicas no Brasil, mas o país ainda só a conhece por seus turbantes e filmes de Hollywood


Carmen Miranda no início da carreira de cantora, em 1930, no Rio


RUY CASTRO
COLUNISTA DA FOLHA

De setembro de 1929 a maio de 1939 (com direito a uma curta prorrogação em setembro de 1940), Carmen Miranda gravou 281 músicas no Brasil, em discos avulsos de 78 rpm -uma música por face, como se dizia. Se na época já existisse o álbum convencional de 12 faixas, isso equivaleria a 23 LPs -mais de dois por ano, durante dez anos. Se se fizer os cálculos baseados nas avaras possibilidades dos 78s, Carmen lançou uma média de 2,5 músicas por mês, todo mês, chovesse ou fizesse sol, durante aqueles dez anos. Nenhuma outra cantora brasileira, antes, durante ou depois, chegou perto de tais números -até hoje.

Noventa por cento desses discos eram de gêneros musicais recém-criados e que ainda estavam se estabelecendo no começo dos anos 30, como o samba -em diversas variações: rasgado, de Carnaval, de breque, samba-choro, samba-jongo, samba-batuque- e a marchinha -idem: de Carnaval, junina, natalina. Esses ritmos não nasceram prontos e acabados. Foram se definindo à medida que eram produzidos e gravados e, nesse caso, a participação de Carmen, cantando-os à sua maneira, foi fundamental para a sua fixação.

Em pouco tempo, muitos autores de sambas e marchinhas começaram a compor explicitamente para a voz e o estilo -a "bossa"- de Carmen, o que a tornou não apenas o veículo ideal para os ritmos, mas, de certa forma, sua inspiradora. Esses compositores e letristas eram garotos, todos menores de 30 anos em 1930, recém-chegados à cena musical carioca, vindos de Minas Gerais, da Bahia, do Estado do Rio ou dos subúrbios cariocas mais distantes: Ary Barroso, André Filho, Lamartine Babo, a dupla João de Barro e Alberto Ribeiro, Assis Valente, Ataulpho Alves, Synval Silva, Alcyr Pires Vermelho, Herivelto Martins, Dorival Caymmi. Alguns deles, como Ataulpho, Synval, Alcyr e Caymmi, tiveram em Carmen sua primeiríssima intérprete; outros, como Ary, André ou Assis, tiveram nela sua principal ou mais frequente intérprete. É difícil imaginar esses autores nas vozes de Gesy Barbosa, Olga Praguer Coelho ou da própria Aracy Côrtes, que eram as cantoras já estabelecidas quando Carmen apareceu -todas formidáveis a seu modo, mas refinadas demais para o que o samba exigia. Carmen, por sua vez, já nasceu falando a língua e a linguagem deles.

Drible de língua
Ela levou as ruas para a música popular, liquidando com o sotaque lírico, de bibelô, que marcava suas antecessoras. E que ruas eram essas? As da Lapa, onde foi criada, dos seis aos 16 anos, entre 1915 e 1925, um caldeirão onde se cozinhavam políticos, empresários, ministros de Estado, turistas, escritores, jornalistas, boêmios e malandros, entre a fauna que efetivamente trabalhava ali: policiais, garçons, cozinheiros, engraxates, motoristas de táxi, leões-de-chácara, cafetões, prostitutas. Na Lapa nasciam as gírias, os duplos sentidos, as corruptelas e outras modernidades que fariam da nova língua cantada algo a anos-luz das lindas valsas e modinhas de Freire Jr. e Bastos Tigre que predominavam até bem pouco.

Saíam as pálidas morenas, os luares prateados e as velas em silhueta à beira-mar para dar lugar a "Já me disseram que você andou pintando o sete/ Andou chupando muita uva e até de caminhão/ Agora anda dizendo que está de apendicite / Vai entrar no canivete, vai fazer operação" ("Uva de Caminhão", por Assis Valente, que Carmen gravou em 1939). Mas, mais do que isto, Carmen levou um jeito novo de cantar -esperto, moleque, malicioso- em oposição ao "sentimento" ou "sinceridade" dos outros cantores. Com um drible de língua, podia-se ouvi-la sublinhar certas palavras ou extrair conteúdos insuspeitos de um verso.

Obras-primas
Nesse sentido, pode ter sido tudo, menos uma cantora romântica ou dramática -lacuna que só se preencheria em 1935, quando surgisse Aracy de Almeida. Equivale a dizer que, por cinco anos, Carmen reinou sozinha, e a única cantora a lhe fazer alguma sombra era sua irmã Aurora -mas uma sombra benigna, porque as duas viviam se apresentando juntas e até trocavam repertório. Considerando-se que tudo que Carmen gravou no Brasil foi em primeira mão -ou seja, legítimas criações suas como intérprete-, devemos a ela, como se não bastasse, uma quantidade de obras-primas do patrimônio musical brasileiro.

Mas o poder da máquina é arrasador. Quando Carmen foi trabalhar nos Estados Unidos, teve de deixar para trás seu grande instrumento de trabalho -as sutilezas da língua portuguesa- e trocá-lo por sua graça como dançarina e comediante e limitar seu repertório a músicas mais simples, como "Mamãe Eu Quero" e "Touradas em Madri". Em Hollywood, por imposição da indústria, os turbantes, os balangandãs e as saias só fizeram crescer. Nada de mal nisso -mas esta foi a Carmen que o mundo passou a conhecer e que, ironicamente, o Brasil também pôs no lugar da cantora que tinha quebrado tudo.

RUY CASTRO é autor de "Carmen - Uma Biografia" (editora Companhia das Letras)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

"Só digo o que penso, só faço o que gosto e aquilo que creio"

Maysa na TV Cultura, em 5 de novembro de 1975. Interessante. Interessantíssimo...

Letras de músicas [1]



Meu mundo caiu
Maysa

Meu mundo caiu
E me fez ficar assim
Você conseguiu
E agora diz que tem pena de mim

Não sei se me explico bem
Eu nada pedi
Nem a você nem a ninguém
Não fui eu que caí

Sei que você me entendeu
Sei também que não vai se importar
Se meu mundo caiu
Eu que aprenda a levantar

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Playmobil®, in memorian

Transitando entre sites, deparei-me com a notícia da morte do inventor do Playmobil®. Sim, aqueles bonequinhos fantásticos, plásticos, cheios de uma imaginação própria que participaram da infância de muita gente. Inclusive da minha. Hans Beck morreu nessa segunda, 2, em sua casa, que fica às margens do lago de Konstanz, na fronteira entre Suíça, Alemanha e Áustria.

É muito interessante pensar que alguém, com uma idéia aparentemente simples, contribuiu com a nossa diversão através dos seus 2,2 bilhões de pequenos bonequinhos. Os Playmobils® têm 7,5 cm e começaram a ser comercializado em 1974 (nem tanto tempo assim, aliás).

Mas a morte de Hans Beck é apenas um detalhe. Vamos registrar seus feitos, que é melhor. Ele nasceu em Turíngia, Alemanha, em 1929, e começou como carpinteiro. Logo ficou expert em fabricar brinquedos.

Em 1958, ele começou a trabalhar na empresa Geobra, dedicando-se às maquetes de aviões, maquinaria e veículos industriais. Somente 13 anos depois, foi para o departamento de brinquedos, com a tarefa de desenvolver uma nova linha de produtos para crianças, com bonecos e automóveis. Seu primeiro protótipo do Playmobil® de poucos centímetros, movia braços e pernas e era facilmente manipulável pela mão de uma criança.

Com o tempo, o protótipo virou um boneco versátil, que se adaptava a qualquer situação (o meu, por exemplo, era sorveteiro e amigo da Barbie!). No começo, o brinquedo era indicado para crianças até quatro anos. Depois, virou paixão até para adultos.

E daquela pequena idéia, a Geobra, hoje, importa Playmobils® para 70 países em todo mundo. O desenho do boneco, observe, nada mais é que a reprodução de um desenho infantil, com dois olhos e uma boca sorridente.


CRIADOR E CRIATURA - Valeu, Hans

sábado, 31 de janeiro de 2009

*Astúcia, manha, subtileza; subterfúgio...

- Um pouco de vinho quente com biscoitos...
- Obrigada.
- Acho que fui muito duro com a garota do copo de água. Me conta: o garoto com quem ela cruzou... eles se reviram?
- Não. Eles não se interessam pelas mesmas coisas.
- Sabe? A sorte é como o Tour de France. Esperamos tanto e passa tão rápido. Quando chega a hora, é preciso saltar sem hesitar.

(...)

- Senhor, quando o dedo mostra o céu, o imbecil olha o dedo.

(...)

- Então é este, com a mão pra cima?
- Sim.
- Ela está apaixonada por ele?
- Está...
- Acho que está na hora de ela assumir o risco.
- Justamente, ela está pensando em um estratagema*...
- Ela gosta disso. De estratagemas.
- Sim.
- Na verdade, ela é um pouco covarde. Acho que é por isso que não consegui captar seu olhar.


Mulher sem razão

Composição: Dé Palmeira, Bebel Gilberto e Cazuza


Saia desta vida de migalhas
Desses homens que te tratam
Como um vento que passou

Caia na realidade, fada
Olha bem na minha cara
E confessa que gostou
Do meu papo bom
Do meu jeito são
Do meu sarro, do meu som
Dos meus toques pra você mudar

Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
No final da tarde
Ouve aquela canção
Que não toca no rádio

Pára de fingir que não repara
Nas verdades que eu te falo
Dá um pouco de atenção

Parta, pegue um avião, reparta
Sonhar só não tá com nada
É uma festa na prisão

Nosso tempo é bom
Temos de montão
Deixa eu te levar então
Pra onde eu sei que a gente vai brilhar

Mulher sem razão
Ouve o teu homem
Ouve o teu coração
Batendo travado
Por ninguém e por nada
Na escuridão do quarto
Na escuridão do quarto

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Trocando em miúdos, pode guardar....

Querido Guy,

As coisas por aqui não andam muito fáceis, mas começaram bem mais difíceis. Nem bem cheguei na rodoviária e já lá vieram os aborrecimentos. Bilhete comprado, cheguei à plataforma de embarque, adentrei o ônibus e alguém estava sentado no meu lugar. Tentei argumentar, mas a senhora (de uns 80 anos, calculo, e com elefantíase nas duas pernas) me ignorou. Pacientemente, aguardei por um lugar vago, que acabou sendo um ao lado de uma criança de três anos.

Bem começou a viagem, eu percebi que seriam longas e duras horas. Depois de ver o pequeno troglodita devorando um pacote de biscoitos inteiro, tive que me conter quando ele pôs-se a dormir a achou de esticar as canelas em cima de mim. Praguejei, usei todo meu acervo de palavrões, peguei três comprimidos de Dramin e tomei num gole só. Dose é que não consegui dormir de jeito nenhum, mas fiquei num estágio latente de dormência/demência.

Olhei pro relógio: 3h23. Sem conseguir me mexer direito, tateei na bolsa o meu mp3 e pus Chico Buarque para cantar. E fiquei viajando na dele...


Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim
Não me valeu...

Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim
O resto é seu...



Aí, "trocando em miúdos", eu fiquei filosofando água,
observando a estrada que passava pela janela e
servindo de encosto pros pés do meu companheiro
de poltrona. Mas aí,Guy, é nessas horas que a
gente deixa o pensamento fluir.
Pode ser bom, mas pode causar um desconforto enorme.
Grande parte das vezes, eu fico perdida, pensando
em várias coisas ao mesmo tempo. Aí dá uma insônia,
uma insegurança danada, um misto de
sentimentos que você nem sabe de onde vêm. Pessoas também
vagueiam nesses meus pensamentos.
Algumas, eu não sei por onde foram; outras, não sei onde coloquei.


Me comunicarei sempre com você. Assim que chegar, recolher a bagagem
e reconhecer o entorno, te ligo. Mas vê se te desliga desses problemas aí.


Beijos.
Elis

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Cenas do próximo capítulo

São incontáveis noites de palavras, versos e contos. O desconforto já deu lugar à tranquilidade, da pacificidade daqueles quem têm pouco ou nada para esconder. Do momento propício fez-se um outro da mesma angústia confortável. Aquela frustrante sensação de vislumbre, do mesmo sentimento carnal, espiritual, emocional, imutável.

Pensa, então, depois do fato consumado não-consumado, na origem da lacuna. É porque a perfeição simplesmente não existe, então seria melhor tomar o impulso como conselheiro a ficar calculando o instante certo. Ele nunca chega a não sei que você decida: é esse!

Mas momentos servem para fazer pensar. Não apenas pra refletir sobre o foi ou o que deixou de ser, mas no que será mais adiante. Daqui pra frente... o que será daqui pra frente? É um caminho sem volta, correto?.

É bom quando a gente pára pra pensar, mesmo que pôr os pensamentos no papel não seja das tarefas mais fáceis. Não como antes.

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Nota: Um momento insone em meio a madrugada mais três horas desta manhã e nada. Compreendemos que não dá mais pra racionalizar.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Claridade

Passei o ano inteiro lendo trechos do livro “Clara Nunes – Guerreira da Utopia”, de Vagner Fernandes. Não, o livro não é ruim, pelo contrário, é uma história instigante de alguém que criou a si própria, mudou tudo e ganhou a todos. É a história de Clara Francisca, mineira, que virou Clara Nunes, brasileira. Brasileiríssima.

Em sua narrativa, Vagner abre espaço para todos aqueles que conviveram com a cantora Clara Nunes, mas também com a Clara mulher, fã, ídolo, irmã, amiga, esposa. Criou merecidos floreios, destrinchou uma infância pobre, seu apogeu pela Música Popular Brasileira (da música romântica, passando pelo forró e pelo samba, sua marca) e a apoteose. A vida de Clara foi um samba, partido de altíssimo nível, que deixou seus registros em muitos outros ritmos.

Quando li o capítulo que conta sobre sua morte, fiquei voltando ao início, como se tentasse mudar o fato consumado. Talvez por ser muito difícil de acreditar que tudo aquilo que foi Clara tenha se esvaecido por tão pouco. Como não pôde ser mãe (devido a cistos no útero), sobrou-nos da cantora sua voz, seu misticismo, sua figura marcante. Não tenho como ponderar a comoção que sua partida gerou, aos 39, mas sendo ela tão presente e baseada nos relatos do autor, arrisco-me a dizer que foi uma perda irreparável. Primeiro, por que ela não deixou herdeiros sangüíneos nem musicais; segundo, por que ninguém, jamais, conseguiu imita-la. Ficou um enorme vácuo.

Em tempo: Clara Nunes morreu em abril de 1983, depois de sofrer um choque anafilático durante uma cirurgia de varizes. Passou 28 dias em coma até ser declarada morta pelos médicos. Curandeiros, rezadeiras, pais-de-santo, gente de todo tipo de amontoou no hospital querendo levar cura à cantora.

Tudo bem. Não houve quem substituísse Maysa ou Elis (apesar de Maria Rita). Também não enxergo suplentes para Gal, Betânia, Nana Caymmi. Talvez estejamos numa entressafra, salvo algumas minguadas exceções.

Abaixo, um dos grandes sucessos de Clara, Feira de Mangaio. Excelente interpretação de alguém que cantava com gosto e com alma. "Clara Nunes - Guerreira da Utopia" é uma leitura mais que recomendada àqueles que apreciam a boa música.


Salve Clara Nunes!


Sobre Clara:

“À Clara foi negado o direito de ter um filho. À Clara foram negados tantos direitos em troca dos aplausos que ganhou aqui e pelos cantos do mundo”


Tom de Clara:

“Você passa, eu acho graça/ Nessa vida tudo passa e você também passou...”


Clara, por Clara

“Cantar pra mim é como respirar, eu não saberia viver sem isso.”