terça-feira, 30 de junho de 2009
BLOGSPOT: para que serve o botão "salvar agora"?
Apesar da reestreia nessa "vida severina", ontem me dei ao desfrute de abrir mão de algumas horas de sono, sentar e atualizar esse espaço. Eis que um tilt leva todo meu texto quase pronto, duas horas da minha noite e o resto da minha paciência.
Caro webmaster: Para quê serve esta %$#@ deste botão "salvar agora", se ele não salva em momento nenhum? Foi-se Michael e o STF. Quero ver quem vai me indenizar!
Por favor, alguém me arrume uma caneta bic azul e um bom e velho bloquinho!
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Registro 4282 DRT/PE
É também totalmente favorável à educação superior de qualidade para costureiras que almejarem ser estilistas, cozinheiros que queiram virar chefs de cozinha, jardineiros que desejem virar agrônomos, conselheiros que queiram virar psicólogos ou qualquer outra pessoa que reconheça que talento precisa de técnica e estudo e que toda profissão merece RESPEITO.
Esse País tá precisando estudar mais, ler mais e relembrar do seu passado para evitar retrocessos. Ministros: ao invés de quebrar a obrigatoriedade do estudo e do conhecimento, preocupem-se em usar o poder que "lhes foi conferido" para resolver aquilo que está errado. E a lista é bem vasta.
Mas vamos em frente que o papo é longo e eu ainda tenho que estudar hoje. Em breve a gente discute isso aqui de novo...
Ah, o vídeo abaixo é bem sugestivo.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
É cada uma...
Fui intimada a prestar serviços na loja da minha mãe, agora no período de namorados. Mas não se engane, não é um mero passatempo. Sendo a loja pequena, certamente isso seria uma razão para que o trabalho, igualmente, fosse pequeno. Ledo engano... em épocas como esta, quando as pessoas tem motivos óbvios para presentear, a loja da minha mãe fica absurdamente cheia. Absurdamente entupida de gente...
Pois bem. Apesar de fazer parte de uma família voltada ao comércio, de certo, esse dom não veio adicionado aos meus genes. Além de não ter poder de persuasão para fazer alguém comprar, a paciência não é lá meu forte. Minha mãe sabe disso, então me poupa de ficar no balcão e eu fico bem instalada na embalagem. Uma semana inteira fazendo pacotes, embalando presentes.
Vamos em frente.
Sendo a loja pequena, por ora, forma-se uma enorme aglomeração. Eu olho pra fora e vejo a fila da embalagem atravessando o salão de uma ponta até outra. Bate o desespero. Pior é a criatura, mesmo vendo a multidão, insiste:
- Não pode ser embalagem prateada?
- Não, senhora, não tem deste tamanho...
- E aquela dali?
- Essa é o tamanho extra-grande, senhora. Não tenho como embalar seu chaveiro dele...
Tem quem reclame da embalagem quando eu já terminei todo trabalho. Ponho um papel cheio de corações, um laço vermelho bem fofo, colo o adesivo da loja, e...:
- Moça, esse presente é pra um amigo. Essa embalagem ficou muito gay!
- ...
O melhor do comércio, particularmente esses que ficam no centro da cidade, é ter que lidar com todo tipo de gente. Ok, não é “o melhor”, mas é interessante.
Dia desses, chega uma senhora com um pacote de uma loja de sapatos, querendo um laço para incrementar. Prontamente, a atendi. Aí ela olha pro balcão e vê um sapo de pelúcia de um cliente que estava no caixa. Drama um:
- Ah, eu quero esse sapo...
- Senhora, este sapo já tem dono, aqui é o balcão da embalagem.
- Ah, mas eu quero esse mesmo. Tome o dinheiro – diz, me empurrando uma nota de R$ 50.
- Senhora, infelizmente este já está vendido. Se a senhora quiser, pode pedir um no balcão de pelúcia. - Completei, vendo o ar de aflição do verdadeiro dono do sapo, que esperava logo atrás.
Tardelle correu e trouxe outro sapo, mas não teve jeito. Drama dois:
- Não... esse é feio – disse a senhora, sobre o sapo EXATAMENTE IGUAL ao outro – eu quero aquele.
- Mas aquele é desse senhor – explicou Tardelle, com toda paciência.
- Então eu não quero nenhum. Vou comprar em outra loja...
- Fique à vontade, senhora.
Nessa, eu já tinha me retirado, com o sangue em ebulição. É cada uma...
Mas nem só de aborrecimento vivem aqueles que vivem do comércio. Há também alguns fatos engraçados que ajudam a desopilar. Já no dia 12, passando das 19h, chegam dois rapazes que haviam comprado duas caixas e me pediram que ajudasse a acomodar os presentes nelas. Então me deram uma rosa [aquelas “solitárias”, embaladas individualmente] – eu medi, cortei o talo, amarrei e pus nas caixas. Era apenas uma parte do presente, composto ainda por um sutiã preto e uma calcinha microscópica. Com certeza, eu não caberia numa daquelas nem em 5 mil anos de dieta.
Caixa devidamente fechada, os dois, agradecidos pela minha “destreza e habilidade”, me ofereceram R$ 5 de gorjeta, que eu, educadamente, rejeitei.
- Obrigada, senhor, mas não precisa. Espero que seu presente faça sucesso.
- Vai fazer, moça... mais do que sucesso.
E sairam gargalhando.
É cada uma....

SUCESSSO Nem em 5 mil anos
sábado, 30 de maio de 2009
E onde vocês moram mesmo? **
Estar no lugar certo na hora certa pode mudar a sua vida, concorda? Num conceito não tão drástico assim, estar no lugar certo na hora errada também tem suas consequências. Pois bem.
Dia desses, fui ao oftalmologista para ele me receitar novos óculos para substituir os velhos e arranhados. Entreguei os documentos à secretária e disse a Tardelle:
- Bora sentar ali em cima? - me referindo ao salão, logo depois das escadas.
- Não, bora ficar aqui mesmo. - respondeu, já sentadão.
Aí peguei minha Rolling Stones do mês e tentei começar uma leitura. No lugar onde estávamos sentados havia duas cadeiras vagas, uma de cada lado. Aí senta uma senhora do lado dele e puxa conversa:
- Tá cheio aqui, né?
- É, né? - Responde, meio sem puxar muito papo, como lhe é peculiar.
Pronto, foi a deixa. Eu pensei que enterrar minha cabeça na entrevista com Caetano Veloso ia me salvar, mas eis que um senhor, sentado do meu lado, também puxa conversa e emenda uma piada:
- Eu assisti há muito tempo atrás no A praça é nossa...
Foi um esforço surreal para parecer simpática, pelo menos por fora. Mas aí foi a deixa também, e ficamos os dois, incumbidos de dar atenção aos dois senhores que, saberíamos dali a alguns minutos, eram um casal.
Dona Maria José (ou Mazé), 73 anos, era super falante, daquelas senhoras espaçosas, engraçadas. Pois não é que ela achou de se engraçar com meu namorado?
- Ela é ciumenta? - Perguntou Dona Mazé a Tardelle, referindo-se a mim.
- É, muito. - Respondeu ele, rindo.
- É... ela tem que ser mesmo. Um rapaz bonito desses...
Aí ela me puxa pelo braço e solta:
- Se eu fosse mocinha, tu tinhas deixado eu conversar com ele?
- Claro que não, né? – respondi.
Dona Mazé deu uma gargalhada...
- Mas do jeito que as coisas estão hoje, - continuou – você deveria ter medo!
- E como estão as coisas hoje?
- Você não viu Elza Soares? Ela tem mais de 70 também e namora um menino de 25.
Ri pra não dar um fora. Fiquei com medo do Estatuto do Idoso.
O problema foi que, no meio da graça, a gente começou a perceber algo errado:
- Vocês moram onde? – perguntou a “doce vovó”.
- Aqui perto - respondi.
Em 15 minutos, ela pergunta:
- E vocês moram onde?
- Ali perto do Náutico...
Vamos contabilizar: foram 35 minutos de espera, 30 minutos de conversa. Dez vezes ela perguntou onde a gente mora, outras oito, nossos nomes:
- E como são os nomes de vocês?
- Tatiana e Tardelle...
- Tardelle... que nome diferente. É bonito. Como se escreve?
Mas ela anotou num pedaço de papel pra não esquecer mais. O problema deve ter sido encontrar aquilo lá escrito e não saber do que se tratava... Mas como a própria Dona Mazé repetiu 14 vezes: "Melhor ser falante do que não falar nada, né?"
É...
** Dona Mazé sofre do Mal de Alzheimer, doença degenerativa do sistema nervoso, caracterizada pela demência.
domingo, 17 de maio de 2009
Operação radiola
Fui no centro da cidade atrás de uma dessas relíquias, até uma rua daqui que tem algumas lojas de móveis, umas funerárias e duas lojas de antiguidades. Numa delas, encontrei várias carcaças do que, um dia, há muuuuito tempo, foi uma radiola. Entretanto, segundo o dono da loja, só uma funcionava. Aí ele tirou pilhas de coisas de cima e desenterrou uma preciosidade: uma radiola quarentona, mala, com duas caixas de som, toca-fitas e rádio AM.
Eu fiquei encantada, aí virei pro dono da loja:
- Quanto custa?
- Seissentos reais. Ela funciona...
- Ah... ela funciona [num tom de desânimo]
E fui embora da loja. No caminho de volta. Tardelle ficou me dando sermão, dizendo que era melhor comprar um ipod.
- Cabe muito mais músicas - ele disse.
- Mas não toca vinil - rebati.
- Ainda bem... - ele disse.
Fiquei calada pra não me aborrecer mais ainda.
Por enquanto, a operação radiola está abortada por falta de recursos.
Agora à noite, tava conversando com Bruno. Ele é adepto ao passado suas velharias musicais e, com certeza, seria muito mais sensível ao meu desejo. Fiz uma busca no Mercado Livre e fui passando algumas coisas pra ele ver.
Eis que uma radiola me chama atenção: rosa choque e por R$ 159,00!!! Já ia dizendo a Bruno que tinha encontrado a minha radiola "nova", mas parei antes pra ler o anúncio direito. Então, tive que dividir com ele a minha frustração:
- Tinha achado uma ótima aqui. Era até rosa e tinha um preço legal. A chamada do anúncio dizia que ela funcionava, mas olha o que diz no rodapé: "A radiola está funcionando (rodando), mas não emite som". - disse.
E Bruno:
- Oxe, deve ser pra surdo!
*
*
*
Ps: Alguém conhece alguém que queria vender uma radiola QUE RODE e EMITA SOM?
sábado, 16 de maio de 2009
Prognósticos da vida contemporânea
Entender a arte contemporânea não é das tarefas mais fáceis. Compreender a cabeça de alguém que vive hoje, nesse mundo tão surtado, cheio de mensagens e diversas formas de dizê-las, requer cuidado, senso apurado, hermêutica, doses de sociologia, de antropologia e muita, muita paciência. É um verdadeiro exercício mental - se você simplesmente chega, senta e olha, pouca coisa será captada. O óbvio está bem longe dali.
O pior é que, nesse caso, a culpa não é do receptor da mensagem, nem do emissor [ou do pregador, como acusava o barroco Pe. Antônio Vieira,
Ok, mas como diria JTeles, não tergiversemos.
Bem, ontem aproveitei o convite de um grande amigo querido e arrastei minha mãe para assistir Geraldas e Avencas, o novo espetáculo [sim, no sentido de adjetivo] do grupo 1º Ato, de Minas Gerais. E, até quebrando parte da minha análise anterior, não foi um esforço [meu] entender.
Geraldas e Avencas sobe ao palco nos corpos de sete bailarinos, todos praticamente impecáveis eu suas performances. Conseguem transmitir totalmente a idéia do espetáculo: a plastificação do ser humano, a era da igualdade medíocre onde tudo o que importa é seguir moldes. Implacáveis moldes, que não perdoam diferenças nem gostos. Implacáveis moldes que acabam massificando tudo aquilo que ousa ser diferente. Não se surpreenda se você acabar encaixando perfeitamente num deles...
A concepção, coreografia e direção do espetáculo é de Suely Guimarães. O corpo de baile é formado por Alex Dias, Ana Virgínia Guimarães, Danny Maia, Luciana Lanza, Júnio Nery, Marcela Rosa e Thiago Oliveira. A [linda] trilha sonora é do [ótimo] Zeca Baleiro, que assim definiu essa parceria:
Vez por outra me pego questionando a razão de ser da arte nestes tempos de cinismo e embrutecimento. Esta parceria com o grupo 1º Ato trouxe alentos pra minha dúvida desesperançada: o veneno seco da poesia na veia, o olhar crítico afiado, uma doce dose de loucura e a vontade impetuosa de ver o mundo respirar em meio a tanta danação. Este é o 1º ato. Outros atos virão.
A qualidade de Geraldas e Avencas também já foi confirmada por vários prêmios:
Prêmio Usiminas/Sinparc
- Melhor espetáculo
- Melhor trilha sonora
- Melhor concepção coreográfica
- Maior público de dança em 2007
Prêmio Sesc/Sated
- Melhor bailarina
- Melhor trilha sonora
Para quem se interessar
* Sermão da Sexagésima é uma dos sermões escritos pelo Padre Antônio Vieira, português que viveu no Brasil durante o período da colônia. É um dos expoentes da literatura barroca no país.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Ex-titã em novo álbum
Drês conta ainda com a participação da cantora paulista Ana Cañas [Inclusive, do CD de Ana também é esperada a participação de Nando]. Ela também dá a sua contribuição no novo álbum de Erasmo Carlos, em Um beijo é um tiro e Mar vermelho.
Acho Nando Reis um compositor dos melhores! Vou ficar na expectativa pra ouvir o novo álbum. O único problema de Nando é que a voz dele não ajuda muito. Ele é carismático, bom de palco e excelente letrista e músico. Pra mim, o ideal era o duo Cássia Eller-Nando Reis. Aí, sim...
Particularmente, não curto Ana Cañas não. Depois que a vi [ouvi] cantando no Som Brasil - Cazuza, e ela errou feio a letra de uma música, levei pro lado pessoal... mas é birra. A voz dela merece ser avaliada com mais benevolência. Vou ver se encontro algo.
Bem, é isso. Achei essa novidade excelente.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Roubaram de novo, mas já devolveram
Há uns dias, roubaram outras telas famosíssimas. Aliás, famosíssimos eram seus autores, não as telas em si. Bem, o fato é que levaram dois Cândido Portinari, um Tarsila do Amaral e um Orlando Teruz - quatro belezinhas avaliadas em algo em torno de R$ 3,5 milhões - de uma mansão, num bairro rico de São Paulo. Vejam vocês...
Foto: Patrícia Araújo/G1
1. "Crucificação de Jesus", de Orlando Teruz
2. "O cangaceiro", de Portinari
3. "Retrato de Maria", também de Portinari
4. "Figura em Azul", de Tarsila do Amaral
O mais curioso dessa história não é o roubo em si, mas o fato de terem feito a gentileza de devolver os quadros. Junto, ainda devolveram umas bijouterias que tinham sido levadas no bolo. Segundo o delegado que (não) solucionou o caso, a única avaria sofrida pelos quadros foi a remoção das molduras.
Agora, a grande questão: por qual motivo ladrões iam fazer devolução? Eu estou sem entender até agora e tô achando essa história muito mal contada. Ficaram compadecidos pela pobre família rica... A polícia suspeita que o roubo tenha sido encomendado.
E voltando...
As quatro obras foram roubadas da mansão da família Maksoud no domingo, 10 de maio. "Por causa da pressão da polícia" (!!!), as obras e as bijouterias foram abandonadas em uma rua da zona oeste de São Paulo. Os bandidos ainda ligaram para a Rede Record, avisando a devolução. O prejuízo fico somente em alguns mil dólares e as jóias (verdadeiras).
Insisto na falta de segurança a que estão sujeitas muitos quadros valiosos como estes. Roubos desse tipo já são fato corriqueiro. Esses foram devolvidos, mas e os outros tantos que ninguém (muito menos a polícia) sabe onde foram parar. Qualquer dia, vamos ver uma peça de Portinari sendo leiloada no Mercado Livre.
sábado, 2 de maio de 2009
Roubaram Dalí
Além da tela de Dalí, os ladrões também levaram "La Musicienne" (abaixo), um óleo sobre tela de Tamara de Lempicka.
Brincadeira, né? Junto com os ladrões, deveriam ser presos os responsáveis pela segurança de um museu responsável por obras como estas, que permitem que parte da história da arte mundial acabe nas mãos de marginais. Em plena luz do dia... imaginem sem nunca mais as telas forem recuperadas, o que é bem provável que aconteça. Como fica? Fica o buraco na parede do museu? Fica a perda para as Artes??
Isso já tá virando uma constante. Se já se tem ciência de que grande parte das obras tidas como "originais" não passam de cópias, imagine com esses furtos de obras importantes? Não é possível que algo como esse quadro de Dalí passe despercebido em algum leilão...

** Tamara de Lempicka nasceu Maria Górska, na Polônia (1898 - 1980).
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Enquanto isso, no Relojoeiro
Bem, mas o que quero contar aqui não são os detalhes do festival, mas uma experiência interessantíssima. Lá pras "uma e tantas da manhã", eu saí de casa, meio a contra gosto, pra ir jantar com a minha mãe no Relojoeiro (cujo dono e cheff trabalhou no famoso e antigo restaurante Leite, no Recife). Aliás, o lugar é mais que recomendado para que gosta de comida boa!
Bem, mas sem tergiversar muito, vamos ao que interessa. Lá no Relojoeiro, havia um encontro dos jurados do Festival de Música (exceto Roberto Menescau, que preferiu ficar no hotel). O radialista José Mário Austregésilo, o maestro Neneu Liberato e o compositor Carlos Fernando (abaixo). Este último, uma grande enciclopédia viva da história da nossa música.

Eu achei alguns comentários dele curiosíssimos e anotei para registro. Por exemplo, a música "Eclipse oculto", de autoria de Caetano Veloso. Disse-nos Carlos Fernando, a letra foi escrita por Caetano para Regina Casé, com quem o baiano estava tendo um affair. Acompanhe o raciocínio. Repare nos versos grifados e imagine o "tesão murcho":
Eclipse Oculto
(Caetano Veloso)
Nosso amor não deu certo, gargalhadas e lágrimas
De perto fomos quase nada
Tipo de amor que não pode dar certo na luz da manhã
E desperdiçamos os blues do Djavan
Demasiadas palavras, fraco impulso de vida
Travada a mente na ideologia
E o corpo não agia como se o coração tivesse antes que optar
Entre o inseto e o inseticida
Não me queixo, eu não soube te amar, mas não deixo de querer conquistar
Uma coisa qualquer em você - o que será?
Como nunca se mostra o outro lado da lua
Eu desejo viajar pro outro lado da sua
Meu coração galinha de leão não quer mais amarrar frustação
O eclipse oculto na luz do verão
Mas bem que nós fomos muito felizes só durante o prelúdio
Gargalhadas e lágrimas até irmos pro estúdio
Mas na hora da cama nada pintou direito, é minha cara falar
Não sou proveito, sou pura fama
Nada tem que dar certo, nosso amor é bonito
Só não disse ao que veio atrasado e aflito
E paramos no meio sem saber os desejos, aonde é que iam dar
E aquele projeto ainda estará no ar?
Não quero que você fique fera comigo
Quero ser seu amor, quero ser seu amigo
Quero que tudo saia como o som de Tim Maia sem grilos de mim
Sem desespero, sem tédio, sem fim
Bem, Carlos Fernando passou a noite exaltando a genialidade de Caetano ao compor recados. Eu mesma não fazia idéia de que "O Leãozinho" (gosto muito de te ver, leãozinho/ caminhando sob o sol...) fora composta para Dadi, baixo e guitarra da banda A Cor do Som. Eu também nem cogitava que "Esse cara" também era um "recado" de Caetano para o seu então empresário:
Ah! Que esse cara tem me consumido
A mim e a tudo que eu quis
Com seus olhinhos infantis
Como os olhos de um bandido
Ele está na minha vida porque quer
Eu estou pra o que der e vier
Ele chega ao anoitecer
Quando vem a madrugada ele some
Ele é quem quer
Ele é o homem
Eu sou apenas uma mulher
[Continua...]
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Reflexões furadas do tempo
Primeiro, este tem sido um tempo ambíguo - para planejar e pensar muito e para agir pouco. Ou nada. É um tempo de dormência.
As coisas acontecem, costuram o tempo, alinhavam a vida da gente e nem sempre a gente percebe que passaram-se anos, eras ou outros nomes que damos às frações da vida. Mas falar de vida, tempo e anos é tão inútil. Já falaram tanto, tantos já transmitiram suas impressões. Algumas são tocantes, de tão gerais; outras são pessoais demais, então, intransferíveis e mudas.
Eu prefiro ouvi-las a escrevê-las. Ouvir tem a liberdade total do pensamento, então podemos vagar pelos sentimentos do interlocutor sem as amarras da escrita - que precisa de decodificação. Ouvir e sentir, simplesmente, é muito mais pessoal, muito mais rico e muito mais proveitoso. O problema é que se apaga. Por isso é que eu insisto em escrever; é pra ver se sobra algo pra lembrar quando a lembrança não ajudar mais.
Já fiz o teste que escrever, com o máximo de detalhes possíveis, um bom dia que tive [e também um péssimo]. As sensações são tão fiéis às originais que me remeteram ao momento [então parei de registrar coisas ruins]. O tempo vai levando as coisas, ou você as deixa cair pelo caminho, e dificilmente as encontrará se não tiver uma boa orientação para isso.
A passagem do tempo [descrita pelas nomenclaturas de suas frações] é muito inspiradora, assim como começos, meios e fins. Meios que explicam o começo são extasiantes. Fins que justificam os meios, melhores ainda. O fim, por si só, já é motivo pro recomeço. É meio sem fim.
Nota 1: Sim, meu objetivo é tegiversar. Quanto mais, melhor, "enquanto o seu lobo não vem".
Nota 2: Ainda em quarentena pela dormência do meu ofício. Temo que vire novena.
Nota 3: em caso de dúvida, em caso de não querer queimar seus próprios neurônios, escreve pra mim que eu tento explicar.
Nota 4: Não, não sei quando volto por aqui.
-
Tenho uma opinião sem muito sentimento e um sentimento bem pessimista em relação ao fato do Brasil ser sede as olimpíadas de 2016. Na verdad...



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